
Marão pede maior rigor da Caixa.
A
Prefeitura de Ilhéus e a Caixa vão apurar as denúncias de aluguel e
venda de moradias nos conjuntos habitacionais do programa Minha Casa
Minha Vida (MCMV) no município, cujas práticas são ilegais conforme as
regras do Governo Federal. De acordo com as denúncias, alguns mutuários
chegaram a colocar placas de aluguel e venda nos imóveis. Para tratar do
assunto, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, esteve reunido nesta
sexta-feira, dia 6, com o coordenador de Habitação da Caixa/BA, Júlio
Cesar, na sede da Superintendência da instituição, em Salvador. O
prefeito criticou as ocupações irregulares e cobrou celeridade nas
investigações.
As
denúncias também foram encaminhadas à coordenadoria do programa na
cidade. Na oportunidade, o chefe do executivo municipal ressaltou que o
programa foi criado para dar moradia para quem precisa. Segundo ele, o
município irá acionar todas as instituições para pôr fim às
irregularidades. “Aqueles que estiverem irregulares, serão despejados
dos imóveis e vão responder por crime federal, sujeito inclusive à
devolução do recurso e prisão, porque se trata de recurso público”,
manifesta. Enquanto as investigações seguem, acrescenta Mário, “é de
extrema importância que a sociedade ajude e participe com a gente.”
Condições –
A Caixa Econômica Federal esclarece que, em casos excepcionais, é
permitido ao beneficiário desistir do imóvel, mas o pedido deve ser
feito até 90 dias depois da assinatura do contrato, que não pode ter
sido registrado no cartório e todas as obrigações e encargos devem estar
em dia. Além disso, o imóvel não pode apresentar situação irregular de
ocupação. De acordo com as regras do programa, o imóvel só pode ser
vendido se estiver quitado. Há ainda a possibilidade de quitação
antecipada, mas o mutuário perde a subvenção do governo e é obrigado a
pagar o valor integral do imóvel.
Após
a investigação, se for comprovado a venda irregular do imóvel e ele for
reintegrado ao programa, deve ser passado para outro mutuário. O
município de Ilhéus tem uma lista de espera por moradia de cerca de 37
mil pessoas. Também compareceram ao encontro, a técnica bancária Marília
Alonso, o assistente do programa, Romário Santos, e o superintendente
do fundo gestor da secretaria de Desenvolvimento Social de Ilhéus,
Rubenilton Silva.
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