MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 7 de abril de 2018

Fim de circo: criminoso preso e a caminho de Curitiba. Lula lá!


Depois de armar a baderna em torno do sindicato dos pelegos de São Bernardo, o multirréu Lula da Silva enfim se entregou. Que seja responsabilizado também por esse desrespeito à lei - que envergonha os brasileiros:


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregou à Polícia Federal na noite deste sábado (7), em São Bernardo do Campo (SP). A ordem de prisão foi expedida na quinta-feira (5), pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. O ex-presidente deixou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, por volta das 18h45, em direção desconhecida, com provável destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, de onde deve ser encaminhado para Curitiba. 

Horas antes, em seu primeiro pronunciamento público após a ordem de prisão para cumprimento de pena no caso tríplex, Lula desafiou procuradores e ‘asseclas’, o juiz Moro, e desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, para ‘um debate’ sobre as ‘provas’ que embasam investigações que levaram à sua condenação. Também pediu que seus apoiadores queimassem pneus e promovessem invasões. O discurso durou cerca de 55 minutos.

Do alto do carro de som estacionado à porta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Lula disse que o Ministério Público e a Polícia Federal mentiram ao atribuírem a ele o tríplex no condomínio Solaris, pivô de sua sentença a 12 anos e um mês de prisão. 

"Por isso que eu sou indignado. Porque eu fiz muita coisa nos meus 72 anos, mas eu não os perdoo por terem passado a sociedade para dizer que eu sou ladrão. Deram a primazia dos bandidos de fazer o ‘pixuleco’ no Brasil inteiro. Deram a primazia para os bandidos de chamar a gente de petralha." 

"O que eu não posso admitir é um procurador que fez um power point e foi para a TV dizer que o PT é uma organização criminosa que nasceu para roubar o Brasil e que o Lula, por ser o mais importante do partido, é o chefe. O procurador disse ‘eu não preciso de provas, eu preciso de convicção’. Eu quero que ele guarde a convicção dele para os comparsas e asseclas dele e não para mim. Certamente, um ladrão não estaria exigindo provas. Estaria de rabo preso, de boca fechada." 

Lula disse que ‘gostaria de fazer um debate com Moro sobre o que ele fez’. "Eu gostaria que ele me mostrasse alguma coisa de prova. Eu já desafiei os juízes do TRF-4 que eles fossem num debate na universidade que eles quiserem provar qual é o crime que eu cometi nesse país".

Cela especial

Ao pedir a prisão do ex-presidente, Moro proibiu o uso de algemas e determinou que Lula fique preso em uma cela especial na sede da Polícia Federal em Curitiba. O local, que antes servia de alojamento para policiais, foi preparado há 15 dias, e conta com banheiro próprio, janela para um corredor e uma cama, que foi colocada no lugar do beliche.

O chefe de Custódia da PF em Curitiba, Jorge Chastallo Filho, definiu o espaço como um “ambiente agradável, humanizado e tranquilo”, em conversa com jornalistas.

Grupo promete vigília 

Um grupo de apoiadores do ex-presidente promete fazer uma vigília permanente em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A manifestação se intensificou ao longo do sábado (7). "Queriam o Lula em Curitiba? Todos nós somos Lula. Não temos hora pra sair", disse uma militante em microfone ligado a uma caixa de som. Segundo a Polícia Militar, mais de 400 pessoas participavam do ato. Cinco banheiros químicos foram colocados pelo grupo na área e alimentos são distribuídos pela organização. 

A polícia separa os grupos pró e anti-Lula. Os oficiais dizem que a quantidade de policiais no local é suficiente e que pode aumentar conforme a demanda. Havia poucas pessoas favoráveis à prisão de Lula no local por volta das 16h.

Dia anterior

Lula passou a sexta-feira na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), acompanhado da militância. Ele chegou ao local na noite de quinta e dormiu em uma sala da diretoria, das 2h às 7h da manhã.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo do tríplex do Guarujá. O entendimento do juiz Sergio Moro e dos desembargadores do TRF-4 é de que Lula recebeu propina da empreiteira OAS por meio da compra e reforma de um apartamento no município de Guarujá, no Litoral de São Paulo.

A ordem de prisão foi assinada eletronicamente pelo juiz Sergio Moro às 17h50 desta quinta-feira, 19 minutos depois de ele receber comunicado do TRF-4 informando o fim do trâmite do processo naquela instância.

O comunicado foi assinado pelo magistrado paranaense Nivaldo Brunoni – substituto do desembargador Gebran Neto na relatoria da Lava Jato no TRF-4 – e Leandro Paulsen, presidente da 8.ª Turma da Corte, segunda instância dos processos relacionados à Operação Lava Jato.

Prazo

Moro entendeu que não havia razão para esperar o prazo para avaliação dos embargos de declaração dos embargos de declaração, no TRF-4. O magistrado classificou o artifício de uma “patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico”, e lembrou que o STF permite prisão após condenação em segunda instância.

A defesa de Lula diverge da interpretação e entrou com habeas corpus no Superior  Tribunal de Justiça (STJ), pedindo a suspensão da ordem de prisão. O entendimento é de que o mandado não pode ser emitido antes da análise pelo TRF-4 dos embargos de declaração dos embargos de declaração que, basicamente, é um recurso em que a defesa questiona o tribunal o porquê de seu recurso anterior (em que questionou o conteúdo da sentença) ter sido negado. A defesa considera que o processo ainda tramita em segunda instância.

Entenda o caso

Lula foi condenado por Sergio Moro a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá, no Litoral paulista. A sentença considerou que a compra e reforma do prédio foi feita pela empreiteira OAS como forma de propina, em troca de vantagens em contratos com a Petrobras.

Em janeiro, em decisão unânime, os três desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) mantiveram a condenação, e aumentaram a pena de Lula para 12 anos e um mês de prisão, inicialmente em regime fechado.

Como a decisão foi unânime, o único recurso que restou à defesa foram os embargos de declaração, em que os advogados questionam se o conteúdo publicado no acórdão está de acordo com o que foi debatido na sessão do julgamento. Neste caso, não há possibilidade de reverter a condenação. (Gazeta do Povo).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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