Depois de
armar a baderna em torno do sindicato dos pelegos de São Bernardo, o
multirréu Lula da Silva enfim se entregou. Que seja responsabilizado
também por esse desrespeito à lei - que envergonha os brasileiros:
O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregou à Polícia Federal na
noite deste sábado (7), em São Bernardo do Campo (SP). A ordem de
prisão foi expedida na quinta-feira (5), pelo juiz Sergio Moro,
da 13ª Vara Federal de Curitiba. O ex-presidente deixou o Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC, por volta das 18h45, em direção desconhecida, com
provável destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, de onde deve
ser encaminhado para Curitiba.
Horas
antes, em seu primeiro pronunciamento público após a ordem de prisão
para cumprimento de pena no caso tríplex, Lula desafiou procuradores e
‘asseclas’, o juiz Moro, e desembargadores do Tribunal Regional Federal
da 4.ª Região, para ‘um debate’ sobre as ‘provas’ que embasam
investigações que levaram à sua condenação. Também pediu que seus
apoiadores queimassem pneus e promovessem invasões. O discurso durou
cerca de 55 minutos.
Do alto
do carro de som estacionado à porta do Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC, Lula disse que o Ministério Público e a Polícia Federal mentiram
ao atribuírem a ele o tríplex no condomínio Solaris, pivô de sua
sentença a 12 anos e um mês de prisão.
"Por
isso que eu sou indignado. Porque eu fiz muita coisa nos meus 72 anos,
mas eu não os perdoo por terem passado a sociedade para dizer que eu sou
ladrão. Deram a primazia dos bandidos de fazer o ‘pixuleco’ no Brasil
inteiro. Deram a primazia para os bandidos de chamar a gente de
petralha."
"O que
eu não posso admitir é um procurador que fez um power point e foi para a
TV dizer que o PT é uma organização criminosa que nasceu para roubar o
Brasil e que o Lula, por ser o mais importante do partido, é o chefe. O
procurador disse ‘eu não preciso de provas, eu preciso de convicção’. Eu
quero que ele guarde a convicção dele para os comparsas e asseclas dele
e não para mim. Certamente, um ladrão não estaria exigindo provas.
Estaria de rabo preso, de boca fechada."
Lula
disse que ‘gostaria de fazer um debate com Moro sobre o que ele fez’.
"Eu gostaria que ele me mostrasse alguma coisa de prova. Eu já desafiei
os juízes do TRF-4 que eles fossem num debate na universidade que eles
quiserem provar qual é o crime que eu cometi nesse país".
Cela especial
Ao pedir a prisão do ex-presidente, Moro proibiu o uso de algemas
e determinou que Lula fique preso em uma cela especial na sede da
Polícia Federal em Curitiba. O local, que antes servia de alojamento
para policiais, foi preparado há 15 dias, e conta com banheiro próprio,
janela para um corredor e uma cama, que foi colocada no lugar do
beliche.
O chefe
de Custódia da PF em Curitiba, Jorge Chastallo Filho, definiu o espaço
como um “ambiente agradável, humanizado e tranquilo”, em conversa com
jornalistas.
Grupo promete vigília
Um grupo
de apoiadores do ex-presidente promete fazer uma vigília permanente em
frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A manifestação
se intensificou ao longo do sábado (7). "Queriam o Lula em Curitiba?
Todos nós somos Lula. Não temos hora pra sair", disse uma militante em
microfone ligado a uma caixa de som. Segundo a Polícia Militar, mais de
400 pessoas participavam do ato. Cinco banheiros químicos foram
colocados pelo grupo na área e alimentos são distribuídos pela
organização.
A
polícia separa os grupos pró e anti-Lula. Os oficiais dizem que a
quantidade de policiais no local é suficiente e que pode aumentar
conforme a demanda. Havia poucas pessoas favoráveis à prisão de Lula no
local por volta das 16h.
Dia anterior
Lula
passou a sexta-feira na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São
Bernardo do Campo (SP), acompanhado da militância. Ele chegou ao local
na noite de quinta e dormiu em uma sala da diretoria, das 2h às 7h da
manhã.
O ex-presidente foi condenado
a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e
lavagem de dinheiro, no processo do tríplex do Guarujá. O entendimento
do juiz Sergio Moro e dos desembargadores do TRF-4 é de que Lula recebeu
propina da empreiteira OAS por meio da compra e reforma de um
apartamento no município de Guarujá, no Litoral de São Paulo.
A ordem
de prisão foi assinada eletronicamente pelo juiz Sergio Moro às 17h50
desta quinta-feira, 19 minutos depois de ele receber comunicado do TRF-4
informando o fim do trâmite do processo naquela instância.
O
comunicado foi assinado pelo magistrado paranaense Nivaldo Brunoni –
substituto do desembargador Gebran Neto na relatoria da Lava Jato no
TRF-4 – e Leandro Paulsen, presidente da 8.ª Turma da Corte, segunda
instância dos processos relacionados à Operação Lava Jato.
Prazo
Moro entendeu que não havia razão para esperar o prazo para avaliação dos embargos de declaração dos embargos de declaração,
no TRF-4. O magistrado classificou o artifício de uma “patologia
protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico”, e lembrou
que o STF permite prisão após condenação em segunda instância.
A defesa
de Lula diverge da interpretação e entrou com habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça (STJ), pedindo a suspensão da ordem de prisão. O
entendimento é de que o mandado não pode ser emitido antes da análise
pelo TRF-4 dos embargos de declaração dos embargos de declaração que,
basicamente, é um recurso em que a defesa questiona o tribunal o porquê
de seu recurso anterior (em que questionou o conteúdo da sentença) ter
sido negado. A defesa considera que o processo ainda tramita em segunda
instância.
Entenda o caso
Lula foi condenado por Sergio Moro
a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá, no Litoral
paulista. A sentença considerou que a compra e reforma do prédio foi
feita pela empreiteira OAS como forma de propina, em troca de vantagens
em contratos com a Petrobras.
Em
janeiro, em decisão unânime, os três desembargadores da 8.ª Turma do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) mantiveram a condenação, e
aumentaram a pena de Lula para 12 anos e um mês de prisão, inicialmente
em regime fechado.
Como a
decisão foi unânime, o único recurso que restou à defesa foram os
embargos de declaração, em que os advogados questionam se o conteúdo
publicado no acórdão está de acordo com o que foi debatido na sessão do
julgamento. Neste caso, não há possibilidade de reverter a condenação.
(Gazeta do Povo).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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