segunda-feira, 15 de maio de 2017

Disputa pelo governo de Minas deve ser acirrada


Governador Fernando Pimentel (PT)
Governador Fernando Pimentel (PT)
O governador Fernando Pimentel (PT) articula aliança com mais de 15 partidos e dezenas de deputados estaduais para ser candidato à reeleição, em 2018. Uma dobradinha com o PMDB estaria nos planos de Pimentel. No âmbito nacional, no entanto, deputados federais do PMDB, partido do vice-governador e presidente estadual da legenda, Antônio Andrade, podem se afastar do petista.
Andrade afirma que uma chapa peemedebista puro-sangue irá às urnas no próximo pleito. No entanto, o partido se aproxima cada vez mais do PSDB.
“Muita coisa deve acontecer até 2018, o que nos impede de prever um quadro certo. Nós vamos trabalhar em torno de candidatura própria do PMDB. Temos bons nomes para isso, mas não vou citá-los”, disse. Um dos nomes fortes que surge nos bastidores da política para carregar a bandeira do PMDB é do deputado federal Rodrigo Pacheco, que concorreu às eleições municipais de Belo Horizonte em 2016.
Em discurso alinhado com o do presidente estadual do partido, Pacheco afirma que as eleições estão distantes e que tem preferência por uma chapa formada apenas por peemedebistas.
Ele não confirma que será candidato, mas também não nega. “Fico honrado com a confiança de muitas pessoas, mas eu não posso assumir esse posto agora em razão dos meus compromissos com Brasília. O que eu posso afirmar é o meu desejo de que o partido lance uma candidatura própria”, afirmou o deputado.
No segundo turno das eleições para a Prefeitura de Belo Horizonte, em 2016, Rodrigo Pacheco apoiou o candidato tucano João Leite, ato que foi rechaçado por alguns parlamentares estaduais da sigla. Na época, integrantes do diretório municipal reclamaram que não foram consultados. O próprio vice de Pacheco, Vanderlei Miranda, foi contra o apoio, na ocasião.
Desde então, uma ala do PMDB e outra do PSDB vêm conversando com mais intimidade. Caciques de ambos os partidos admitem a possibilidade de o romance virar casamento.
Segundo uma fonte que não quis se identificar, as dobradinhas das legendas pelo país indicam que há interação suficiente para tal. “São partidos fortes, que formariam uma aliança bem interessante”, diz a fonte.

Um dos nomes fortes que surge nos bastidores da política para carregar a bandeira do PMDB é do deputado Rodrigo Pacheco, que concorreu às eleições municipais de BH em 2016.

Governo
APOIO – Lacerda deve começar a peregrinação pelo Estado em junho

Lacerda quer percorrer municípios nos próximos meses
Enquanto petistas e peemedemistas entoam o discurso de que ainda falta muito tempo para as eleições, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) percorre municípios mineiros de todas as regiões para manter a própria imagem acesa na mente dos mineiros. Segundo fonte de bastidores, Lacerda vai usar o material colhido nas viagens para elaborar o plano de governo. A peregrinação, que não deixa de ser um ‘corpo a corpo’, começa em junho.
O socialista foi presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) até abril. Agora, ele presidente o conselho de ex-presidentes da Frente. Como representante da FNP, o ex-prefeito foi convidado a dar palestras sobre gestão pública em faculdades.
Quem também já decidiu o futuro político é Antonio Anastasia (PSDB). “Algumas pessoas ainda têm esperanças de que Anastasia seja candidato, mas ele já avisou ao partido que não deixará o senado”, diz uma fonte.
Agora, Anastasia procura alguém que possa representar o partido no pleito estadual. Ainda de acordo com a fonte, apoio de partidos para 2018 ainda não entrou na pauta das reuniões do PSDB.
Segundo Anastasia, as eleições de 2018 não são prioridade no momento. “As pessoas nas ruas não estão preocupadas com isso. Estão interessadas é em retomarmos o desenvolvimento do Brasil, que os políticos trabalhem e cumpram seu papel. Temos de nos concentrar nisso para só no início de 2018 pautar o tema das eleições. No momento oportuno tenho certeza que o PSDB e aliados apresentarão um nome qualificado para oferecer a Minas Gerais”, disse, por meio de nota.
Mais nomes
O ex-presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro (PP), é outro nome que aparece nas conversas sobre 2018. Na esquerda, o Psol, que teve a candidata mais votada na Câmara Municipal de BH em 2016, Áurea Carolina, também deve lançar um candidato ou candidata ao governo, conforme a presidente da legenda, Sara Azevedo. “Ainda não definimos nos nossos fóruns, mas é bem provável que lançaremos”, afirmou.

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