Partido não vai lançar candidato próprio à Prefeitura de Salvador, capital de um Estado que era considerado um reduto eleitoral da companheirada; 21,15% dos prefeitos da sigla eleitos em 2012 mudaram de partido
Edinho
Silva, o ex-ministro da Comunicação Social de Dilma e que também é
investigado na Lava Jato, já previu em entrevista que 2016 será um dos
piores da história para o partido no que respeita à disputa eleitoral.
Bem, acho que ele tem razão. Confio na vergonha na cara média dos
brasileiros, não é? Um pouco de bom senso basta para não votar no
partido que organizou o mensa-petrolão.
Não só isso:
a crise chega depois de 13 anos de poder, e os 22 que o antecederam
foram dedicados à construção da imagem do monopolista da ética e da
moralidade pública, atacando todas as outras forças políticas porque
supostamente comprometidas com a corrupção.
Um dos
sinais dessa dificuldade se revelou nesta quarta-feira. Embora esteja
exercendo o terceiro mandato consecutivo na Bahia — agora com Rui Costa,
depois de dois com Jaques Wagner —, o partido não terá candidatura
própria à Prefeitura de Salvador. O Estado era um dos redutos eleitorais
mais fortes do partido. É bem verdade que a legenda nunca conseguiu
administrar a capital.
Os petistas
vão se juntar ao PSB — que é petista-dilmista no Estado — e ao PCdoB
para lançar uma candidata dessa legenda, a deputada Alice Portugal. ACM
Neto, do DEM, atual prefeito, disputa a reeleição e é considerado por
todos o favorito.
As
pré-candidaturas do PT não teriam a menor chance de vingar. Um nome era
Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura, que é simplesmente ignorado pelas
bases do partido e pelo eleitorado mais pobre. Outro, o deputado
federal Valmir Assunção, é mero braço do MST e afasta o eleitorado de
classe média. Um terceiro, o vereador Gilmar Santiago, não conseguiu se
eleger nem deputado estadual em 2014.
É claro que
isso reflete a crise por que passa o partido. Já está certo que outras
capitais do Nordeste também não terão candidatos próprios: Teresina,
Aracaju, São Luís e João Pessoa. Ocorre que as dificuldades não se
limitam a ser cabeça de chapa.
Segundo
levantamento de abril, o partido perdeu 35 dos 138 prefeitos eleitos em
2012 (21,15%). Em alguns Estados, a situação é dramática. Em São Paulo,
caíram fora 35 dos 73 (48%); no Paraná, 18 dos 40 (45%); no Rio, 7 dos
11 (63,63%).
Isso
demonstra que nem os petistas acreditam nas histórias contadas pela
direção do PT. A cada vez que vemos Lula ou Dilma, com suas bazófias, a
anunciar amanhãs sorridentes para a legenda, devemos nos lembrar de qual
é o sentimento real do eleitor.
Ora, um
partido não consegue lançar um candidato quando não está em conexão com o
sentimento das ruas. E vê a fuga de seus filiados quando já não
consegue lhes oferecer um horizonte.
Que caminhe para a extinção, abandonado pelo povo. É o justo! É o merecido.

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