Com negócios em 29 países de quatro continentes, a Odebrecht está
fazendo um pente fino em cada um deles para se antecipar a possíveis
denúncias e processos que ainda possam surgir como desdobramento da
Operação Lava Jato. A investigação interna revelou informações que
surpreenderam executivos da empresa, segundo profissional familiarizado
com ela. Cuba, por exemplo, é um dos poucos países em que, ao menos até
agora, não foram confirmadas irregularidades relevantes. Uma das
explicações é a de que Cuba não faz eleições nos moldes das de países
capitalistas como o Brasil, em que o dinheiro para campanha é
fundamental. Boa parte das propinas pagas por empresas privadas a
políticos por aqui são destinadas às disputas eleitorais, como já
constatou a Lava Jato. (Mônica Bergamo)

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