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Gregorio Vivanco
Lopes
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A propósito de estupros que têm
ocorrido ultimamente, a mídia tem colocado o assunto na ribalta. De fato, o
estupro é um pecado gravíssimo, passível de penas rigorosas. Isso ninguém
discute.
Chama porém a atenção o fato de que o
noticiário tem permanecido nos aspectos superficiais do tema, sem aprofundá-lo.
Os males de uma sociedade hipersexualizada, que convida a todo tipo de infâmias
contra a castidade, não são abordados. Sobretudo são silenciados a beleza
intrínseca e o altíssimo valor moral da castidade, seja a castidade perfeita,
seja a matrimonial.
Ora, nada mais belo do que a
castidade! Defendida por dois Mandamentos da Lei de Deus – “Não pecarás
contra a castidade” e “Não cobiçarás a mulher do próximo” – ela é
denominada também virtude angélica, pois os que a praticam com convicção e amor
se assemelham aos anjos de Deus.
Por amor à castidade deram suas
vidas, nos primórdios da Igreja, figuras admiráveis, até hoje veneradas como
santas e mártires.
Santa Inês
Ela havia prometido castidade
perpétua e sofreu várias tentativas de violações, sempre rezando a Jesus para
protegê-la. Foi denunciada como sendo cristã. Prenderam-na e a torturaram para
que oferecesse sacrifícios aos deuses pagãos; e como ela recusasse, quiseram
violentá-la, mas o homem que tentou esse crime foi morto por um raio.
Santa
Ágatha
Filha
de proeminente e nobre família siciliana, era muito bonita. Um senador romano de
nome Quintianus, nomeado prefeito da região, pediu Ágatha em casamento. Quando
esta recusou e ele descobriu que Ágatha era cristã, vingou-se colocando-a em um
bordel, de onde a santa milagrosamente escapou incólume.
Santa
Cecília
Apesar de ter feito voto de
castidade, o pai quis obrigá-la a casar com um jovem patrício romano, Valeriano.
Estando só com o noivo, disse-lhe Cecília com toda a amabilidade e não menos
firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo, que me
defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma
contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. Valeriano se
converteu.
Uma virgem do século
XX
Mais recentemente, temos o exemplo de
Santa Maria Goretti. Ela rezava o terço todos os dias e tinha profundo horror ao
pecado. A comunhão constante acrescentou nela o amor pela pureza e a animou a
tomar a resolução de conservar essa angélica virtude a todo custo. Aos 12 anos
de idade, assediada por um rapaz, resistiu heroicamente. Ao não conseguir a
submissão da vítima, ele a amordaçou e ameaçou-a com um punhal. Maria pôs-se a
tremer, mas não sucumbiu. Furioso, o jovem tentou com violência arrancar-lhe a
roupa, mas Maria desatou a mordaça e gritou: “Não faças isso, que é pecado.
Irás para o inferno”. Ele respondeu: “Se não deixar, eu te mato”.
Ante a resistência da virgem, ele a atravessou com várias punhaladas. Era o dia
6 de julho de 1902.
Modelos que a mídia
apresenta
Quantas jovens, hoje em dia, têm como
modelo essas mártires da castidade?
De outro lado, quantas gostariam de
se parecer com atrizes como a propagandeada Paris Hilton? Entretanto, quais são
os costumes dessa atriz? Vejamos esta notícia publicada algum tempo atrás pelo
portal Terrra-TV:
“A atriz, cantora e socialite Paris
Hilton, contou que dorme com seu macaco, chamado Brigitte Bardot. ‘Eu durmo com
meus animais, como meu bebê macaco’. [...] A socialite é dona de quatro
cachorros”. (Terra
TV: http://exclusivo.terra.com.br/interna/0,,OI1330818-EI1118,00.html)
Tais são as modelos que, hoje em dia,
a mídia apresenta à juventude. Como estranhar que ocorram as maiores
barbaridades em matéria de pureza?
(*)
Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM
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quarta-feira, 22 de junho de 2016
Modelos cristãos, modelos pagãos
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