(O Globo) Em meio à crise do governo Dilma Rousseff, partidos da base aliada já
começam a articular candidaturas próprias ao Palácio do Planalto em
2018. O senador José Serra (PSDB-SP) é cortejado por parte do PMDB, com
quem tem jogado afinado no Senado, e o PDT abriu conversa com Ciro Gomes
(PROS).
Com o fim da aliança com o PT já decretada por líderes como o
presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o PMDB está de olho em Serra pelo
alto índice de conhecimento nacional dele depois de ter disputado duas
eleições presidenciais, em 2002 e 2010. O partido aposta na disputa
interna no PSDB, que tem mais dois pré-candidatos, o senador Aécio Neves
(MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
As conversas têm sido conduzidas pelo presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), que tem dado destaque a Serra na Casa, encampando
projetos propostos pelo tucano. Renan tem chamado Serra para presidir
grupos de trabalho, como o do “pacto nacional pela defesa do emprego”.
Serra nega a existência de negociações com o PMDB e diz, em conversas
reservadas, que ainda é cedo para discutir 2018. O tucano tem dito que o
segundo mandato de Dilma está ainda no começo e que a divulgação desse
assunto atrapalha seu trabalho legislativo. No relato de pessoas
próximas ao senador, ele não vai tomar qualquer decisão em meio às
incertezas sobre o governo Dilma.

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