MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 4 de julho de 2015

No AM, 198 mil notas fiscais estão paradas devido greve da Suframa


Governo do estado espera que situação seja normalizada em cinco dias.
Servidores da Sefaz devem atuar em plantão especial para liberar produtos.

Do G1 AM
Nesta quarta, faixa exibia estado de greve em frente à Suframa (Foto: Diego Toledano/G1 AM)Servidores da Suframa estão em greve há mais de
40 dias  (Foto: Diego Toledano/G1 AM)
Os servidores da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) escalados para o desembaraço de mercadorias que atendem o comércio e o Polo Industrial de Manaus (PIM), deverão atuar em plantão emergencial. De acordo com a Secretaria de Estado de Comunicação Social  (Secom), cerca de 198 mil notas fiscais de produtos para abastecerem o comércio e a indústria amazonense aguardam liberação por conta da greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
A medida foi anunciada nesta sexta-feira (3). De acordo com o governador do estado,  o objetivo é zerar o estoque de insumos e mercadorias que estão com a liberação atrasada. De acordo com o Centro de Indústrias do Amazonas (Cieam), até a última semana, cerca de 30 mil toneladas de mercadorias estavam retidas em portos de Manaus.
"Determinei que neste final de semana vamos entrar pela noite, fazer plantão de 24 horas, para ver se nos próximos cinco dias a gente consegue tirar todas as notas fiscais pendentes e os milhares de containers que estão entulhando e, com isso, regularizar a situação da entrada de insumos nas fábricas e do outro lado abastecer o mercado consumidor do Amazonas, que também estava contido”, informou  o governador José Melo, por meio de assessoria de imprensa.
Um grupo de servidores da Sefaz passou a assumir as atribuições da Suframa após decisão da 3ª Vara Federal que visa garantir o funcionamento dos serviços durante a greve da autarquia. A secretaria foi notificada em 8 de junho.
Atendendo uma liminar da Justiça, os fiscais da Sefaz tiveram que deixar a função no dia 13 de deste mês. A decisão assegurou o direito de greve dos servidores da Suframa e determinou que pelo menos 30% do contingente dos servidores da autarquia ocupasse os postos de trabalho.
Greve
Os servidores da Suframa anunciaram greve como protesto ao veto da presidente Dilma Rousseff em relação à medida provisória 660, que determina a reestruturação do plano de cargos e carreiras.
A greve, iniciada há mais de 40 dias, acontece nas 14 unidades da Suframa, em cinco estados - Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. O movimento grevista dura mais de 40 dias.
Votação adiada
A votação ao veto da MP 660, marcada para a quarta-feira (1º), no Congresso Nacional foi adiada para o dia 14 de julho, por falta de quórum. Para os senadores pelo Amazonas Vanessa Grazziontin (PCdoB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM) ainda é necessário angariar votos a favor da Suframa para a votação derrube o veto.

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