Aécio, eleito presidente do PSDB, rejuvenesceu o partido. Fez uma
campanha dramática, enfrentando fatos como a trágica morte de Eduardo
Campos, o apoio pífio de Alckmin no primeiro turno em São Paulo, cujo
vice é do PSB e abriu dezenas de comitês Alckmin-Marina e de um Serra
inteiramente focado na sua eleição pelo Senado. Em resposta, recuperou a
imagem de Fernando Henrique Cardoso e as bandeiras do PSDB como as
privatizações, além de enfrentar o PT e Lula, coisa que tucano nenhum
havia feito. Só não venceu a eleição porque, como está sendo provado a
cada dia, ela foi roubada pelo uso de dinheiro público, pela roubalheira
da Petrobras, pela corrupção da compra de votos usando o recursos das
pedaladas fiscais. Aécio volta à presidência do PSDB para ser presidente
em 2018. O resto é a velha tentativa de manter o feudalismo político
que ainda resiste dentro do tucanato.
(Com informações do Estadão) A convenção nacional do PSDB, prevista para amanhã, servirá de palco
para integrantes da cúpula do partido responsabilizarem diretamente o
PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma
Rousseff pelas crises nas áreas econômica, política e social. A
realização do encontro dos tucanos ocorre na mesma semana em que
pesquisa CNI/Ibope mostrou que a aprovação de Dilma caiu para menos de
dois dígitos e chegou a 9%.
"Essa convenção terá duas prioridades. A primeira dela é um diagnóstico
do País com a responsabilização do PT pela perda de 10 anos de
estabilidade econômica, pela degradação social do País, pela retomada do
desemprego em níveis impensáveis e pela retirada do Brasil das cadeias
globais. A critica ao PT, ao estelionato eleitoral, vai estar presente
nesta convenção" afirmou ao Estado o senador Aécio Neves (MG).
No encontro, em um hotel em Brasília, ao custo de cerca de R$ 1 milhão, o
senador será reconduzido para o comando da legenda por mais dois anos. A
segunda prioridade dos tucanos será a de, em paralelo às críticas,
tentar se firmar como uma força política pronta "a qualquer momento"
para voltar a governar o Brasil. A ressalva de estar preparados para
assumir o comando do País, mesmo antes das eleições presidenciais de
2018, deixa nas entrelinhas, que apesar de não apostarem em impeachment,
os tucanos não descartam um afastamento da petista.
"Não sei até quando esse governo sobrevive. Eles terão derrotas
expressivas nas eleições municipais, mas certamente esse ciclo do PT não
se sustenta além de 2018. Agora, a grande questão que se coloca é se
chega a 2018. Mas isso não é um ato de vontade das oposições, poderá ser
decorrente de todas as frentes que a presidente enfrenta hoje no campo
político, econômico e em especial no jurídico", considera Aécio Neves,
candidato derrotado na última disputa presidencial.
2016. Para Aécio, as próximas eleições municipais,
consideradas como a antessala da eleição presidencial de 2018, também
será o momento de aproveitar o "constrangimento" de alguns partidos em
se unir ao PT e ampliar as alianças. "Iniciamos um processo de
levantamento de candidaturas viáveis nas 300 maiores cidades do Brasil.
Se tiver uma candidatura adversária ao PT com melhores condições que a
nossa, o PSDB deve estar aberto para consolidar essas alianças. Esse é
um grande momento para ampliarmos as nossas alianças porque as do PT
estará cada vez mais estreitas."
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