Por Jailton Carvalho, no Globo:
Relatório sigiloso da Polícia Federal acusa o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, de prática de possíveis atos de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa supostamente chefiada pelo empresário Benedito Oliveira. Entre os indícios de corrupção, a PF informa que o empresário pagou despesas com transporte e hospedagem do governador e da mulher dele, Carolina Oliveira, no Maraú Resort, numa praia da Bahia, entre 15 e 17 de novembro de 2013, quando Pimentel ainda era ministro do Desenvolvimento.
Relatório sigiloso da Polícia Federal acusa o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, de prática de possíveis atos de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa supostamente chefiada pelo empresário Benedito Oliveira. Entre os indícios de corrupção, a PF informa que o empresário pagou despesas com transporte e hospedagem do governador e da mulher dele, Carolina Oliveira, no Maraú Resort, numa praia da Bahia, entre 15 e 17 de novembro de 2013, quando Pimentel ainda era ministro do Desenvolvimento.
Segundo a
polícia, Oliveira pagou R$ 12.127,50 pela hospedagem do então ministro e
da mulher no resort por intermédio de Pedro Augusto Medeiros, também
acusado de movimentar parte do dinheiro do empresário. A partir da
análise de uma troca de mensagens encontradas num dos celulares de
Oliveira, a PF sustenta ainda que Carolina viajou ao resort em avião com
despesas bancadas pelo empresário.
“Diante das convergências supracitadas,
é provável que Benedito tenha pago a hospedagem e viagem em avião
particular para o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, Fernando Damata Pimentel”, diz relatório da PF obtido
pelo GLOBO. A descoberta dos indícios de que o governador teve despesas
paga pelo empresário provocou o deslocamento do inquérito da Justiça
Federal de Brasília para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).No
documento a polícia aponta três outros casos que colocariam sob
suspeitas as relações do governador e da mulher com o grupo de Benedito
Oliveira. Entre as situações apontadas estão pagamentos a Oli
Comunicação, empresa de Carolina, por empresas que mantinham contratos
com o BNDES, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento.Para
a polícia, os dados recolhidos na primeira fase da operação “sinalizam a
ocorrência de quatro eventos com provável participação de Fernando
Pimentel e Carolina de Oliveira Pereira em atos que, em tese, podem
configurar corrupção passiva (art.317 do CP), participação em
organização criminosa (art 2º da Lei 12.850/2013) e lavagem de capitais
(art.1º da Lei 9.613/1998)”, sustenta a PF ao pedir a transferência o
inquérito da Justiça Federal para o STJ.
A
Polícia Federal fez busca e apreensão de documentos nesta quinta-feira
em um dos escritórios da campanha do governador de Minas Gerais,
Fernando Pimentel (PT), em Belo Horizonte (MG). Também foram
feitas buscas em dois escritórios da Pepper em Brasília, agência que
presta serviços para o PT e trabalhou para o partido durante a campanha
eleitoral do ano passado. A ação da polícia foi autorizada pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ) a partir da chamada Operação Acrônimo II,
nova fase da investigação sobre supostos vínculos de Pimentel com
movimentação financeira do empresário Benedito Oliveira.
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