Para Geddel, o governo não irá romper com o PMDB
por
David Mendes
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Com a tentativa de derrubada do
vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), da articulação
política do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), coube ao ministro
chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a missão de tentar acalmar os
ânimos dos peemedebistas, que acusam petistas de tentarem sabotar a
atuação de Temer.
O recado foi mandado ontem à cúpula do PMDB, liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Os peemedebistas se encontraram com a presidente Dilma para tratar da reforma política, que passará a tramitar na Casa após a Câmara Federal finalizar as votações.
Mercadante afirmou que “o trabalho do vice-presidente tem sido essencial à agenda política do país”. O chefe da pasta lembrou ainda que o governo está concluindo a votação do ajuste fiscal e afirmou que os resultados até o momento “foram muito bons”.
O presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, disse, em entrevista à Tribuna, que não houve recuo por parte do Palácio do Planalto, mas é uma forma de “agradar” os peemedebistas. “O PT não vive sem o PMDB. Eles são peemedependentes. Eles têm que ficar agora agradando e muito o PMDB para que a vontade que está ficando majoritária de largar esse governo incompetente não se consolide”, afirmou o dirigente baiano.
Para Geddel, o governo não irá romper com o PMDB. “Eles ficam fazendo discurso para as divisões internas [do PT], para as alas mais à esquerda, mas nunca avançam. Eles não têm coragem de romper com o PMDB. Se eles machucarem o Michel, o governo, que já caiu, acaba. Afunda mais ainda no volume morto, na linguagem do ex-presidente Lula”, defendeu o peemedebista.
Conforme informações do jornal Valor Econômico, no encontro com a mandatária brasileira, Renan Calheiros afirmou que a participação do PMDB precisa ser “qualificada” e “propositiva”. Segundo Renan, “o PMDB pode até ser minoritário na coalizão, mas tem a obrigação, como maior partido do parlamento, de ser propositivo”. “Esse governo é ruim. É um governo que infelicita o Brasil, com uma política econômica equivocada, e o PMDB não deve compactuar com isso”, defendeu Geddel.
O PMDB cogita devolver a articulação política para a presidente Dilma após a conclusão da votação do ajuste fiscal, elaborado para conter gastos da máquina pública federal. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, acumula a função de articulador político do governo e foi convidado para ajudar Michel Temer por alguns meses.
O chefe da pasta ressalvou que a permanência do vice-presidente na função não deverá ser longa. Para Padilha, o rompimento do PMDB com o governo petista seria considerado uma deslealdade. “Eles não ouvem ninguém, são arrogantes, autoritários. Não é por outra razão que eu já rompi com eles há muito tempo”, alfinetou Geddel, que já declarou defender internamente que o seu partido rompa com o PT e com o governo da presidente Dilma.
Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), acusou o Palácio do Planalto de tentar boicotar Michel Temer e avisou que as ações poderiam resultar em uma ruptura do PMDB com o PT. Cunha ainda informou que dificilmente o PMDB vai manter uma aliança futura com o PT. “Esse modelo já está esgotado”, afirmou o peemedebista.
O recado foi mandado ontem à cúpula do PMDB, liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Os peemedebistas se encontraram com a presidente Dilma para tratar da reforma política, que passará a tramitar na Casa após a Câmara Federal finalizar as votações.
Mercadante afirmou que “o trabalho do vice-presidente tem sido essencial à agenda política do país”. O chefe da pasta lembrou ainda que o governo está concluindo a votação do ajuste fiscal e afirmou que os resultados até o momento “foram muito bons”.
O presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, disse, em entrevista à Tribuna, que não houve recuo por parte do Palácio do Planalto, mas é uma forma de “agradar” os peemedebistas. “O PT não vive sem o PMDB. Eles são peemedependentes. Eles têm que ficar agora agradando e muito o PMDB para que a vontade que está ficando majoritária de largar esse governo incompetente não se consolide”, afirmou o dirigente baiano.
Para Geddel, o governo não irá romper com o PMDB. “Eles ficam fazendo discurso para as divisões internas [do PT], para as alas mais à esquerda, mas nunca avançam. Eles não têm coragem de romper com o PMDB. Se eles machucarem o Michel, o governo, que já caiu, acaba. Afunda mais ainda no volume morto, na linguagem do ex-presidente Lula”, defendeu o peemedebista.
Conforme informações do jornal Valor Econômico, no encontro com a mandatária brasileira, Renan Calheiros afirmou que a participação do PMDB precisa ser “qualificada” e “propositiva”. Segundo Renan, “o PMDB pode até ser minoritário na coalizão, mas tem a obrigação, como maior partido do parlamento, de ser propositivo”. “Esse governo é ruim. É um governo que infelicita o Brasil, com uma política econômica equivocada, e o PMDB não deve compactuar com isso”, defendeu Geddel.
O PMDB cogita devolver a articulação política para a presidente Dilma após a conclusão da votação do ajuste fiscal, elaborado para conter gastos da máquina pública federal. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, acumula a função de articulador político do governo e foi convidado para ajudar Michel Temer por alguns meses.
O chefe da pasta ressalvou que a permanência do vice-presidente na função não deverá ser longa. Para Padilha, o rompimento do PMDB com o governo petista seria considerado uma deslealdade. “Eles não ouvem ninguém, são arrogantes, autoritários. Não é por outra razão que eu já rompi com eles há muito tempo”, alfinetou Geddel, que já declarou defender internamente que o seu partido rompa com o PT e com o governo da presidente Dilma.
Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), acusou o Palácio do Planalto de tentar boicotar Michel Temer e avisou que as ações poderiam resultar em uma ruptura do PMDB com o PT. Cunha ainda informou que dificilmente o PMDB vai manter uma aliança futura com o PT. “Esse modelo já está esgotado”, afirmou o peemedebista.
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