Informação foi divulgada nesta quinta-feira, 25, pela instituição.
Professores da Adufpa dizem que cortes trarão sérios problemas.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) terá cortado de seu orçamento
para 2015 cerca de R$ 46 milhões. A informação foi divulgada nesta
quinta-feira (25), após uma reunião do Conselho Superior de Ensino,
Pesquisa e Extensão (Consepe/UFPA). Serão cortados R$ 15 milhões do
orçamento de custeio e R$ 31 milhões do orçamento capital. A medida faz
parte dos ajustes fiscais anunciados pelo governo federal em maio. Do Ministério da Educação (MEC) serão cortados R$ 9,42 bilhões (de R$ 48,81 bilhões para R$ 39,38 bilhões, o que representa uma queda de 19,3%).
Segundo Daniel Serique, da Diretoria de Finanças da Pró-reitoria de Administração (Proad), o orçamento de custeio para 2015 girava em torno de R$ 154 milhões no início do ano. O governo federal já repassou 56% do valor, correspondente a R$ 87 milhões disponíveis para empenho.
O reitor Carlos Maneschy afirma que a Administração Superior da UFPA estuda a redução dos custos a partir das atividades-meio. “O que nós precisamos é preservar a atividade fim, portanto nós precisamos atuar nos cortes das atividades-meio, que é a parte dos grandes contratos que incluem limpeza, segurança, transporte, energia elétrica, que perfazem mais da metade do nosso orçamento de custeio".
A Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), que deflagrou greve no
último dia 28 de maio, afirma que os cortes no orçamento compremeterão
as atividades acadêmicas. "Sabemos que os impactos serão maiores, pois
estas atividades comprometem a qualidade das atividades-fim da
universidade. Por isso é importante fortalecermos a greve, pois uma
forte paralisação agora impedirá que sejamos forçados a parar nossas
atividades em breve, por conta das péssimas condições de trabalho e
ensino", afirmou a professora Fátima Moreira, da diretoria da Adufpa.
Na parte do orçamento de capital, o reitor afirmou que serão preservadas as atividades fins, as quais estão relacionadas aos laboratórios de ensino, pesquisa e extensão, como a compra de equipamentos e materiais de trabalho. Também terão prioridades os prédios que estão em construção, garantindo os investimentos necessários para a conclusão das obras. Já os projetos de construção de novos prédios serão adiados.
Valores
Para o Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades (Reuni), com orçamento de R$ 36 milhões destinados às obras e equipamentos, e para a Assistência Estudantil com recursos de R$ 23 milhões e 800 mil, já estão empenhados 80% e 50% dos valores, respectivamente.
Quanto ao orçamento de capital da universidade, referente ao investimento, que é de R$ 62 milhões, deste total, R$ 15 milhões já foram empenhados este ano. Mas segundo o técnico da Proad, há a indicação de corte de 50%, o que impedirá a execução de investimento em novas obras. Ou seja, serão cortados R$ 31 milhões no orçamento.
Ainda segundo a UFPA, os cortes anunciados pelo governo federal para as Universidades são de 9% a 10% no orçamento de custeio, o que para a instituição de ensino superior implicaria um corte de R$ 15 milhões.
Parfor
Os recursos para o Parfor, na etapa atual, estão garantidos e serão disponibilizados do orçamento da Universidade, atendendo alunos que estão integralizando suas atividades. A UFPA está negociando com a Capes para que esta reponha os custos feitos com diárias e passagens para os professores. O que ficará suspenso, por enquanto, é a abertura de novos cursos do Parfor.
Segundo Daniel Serique, da Diretoria de Finanças da Pró-reitoria de Administração (Proad), o orçamento de custeio para 2015 girava em torno de R$ 154 milhões no início do ano. O governo federal já repassou 56% do valor, correspondente a R$ 87 milhões disponíveis para empenho.
O reitor Carlos Maneschy afirma que a Administração Superior da UFPA estuda a redução dos custos a partir das atividades-meio. “O que nós precisamos é preservar a atividade fim, portanto nós precisamos atuar nos cortes das atividades-meio, que é a parte dos grandes contratos que incluem limpeza, segurança, transporte, energia elétrica, que perfazem mais da metade do nosso orçamento de custeio".
Na parte do orçamento de capital, o reitor afirmou que serão preservadas as atividades fins, as quais estão relacionadas aos laboratórios de ensino, pesquisa e extensão, como a compra de equipamentos e materiais de trabalho. Também terão prioridades os prédios que estão em construção, garantindo os investimentos necessários para a conclusão das obras. Já os projetos de construção de novos prédios serão adiados.
Valores
Para o Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades (Reuni), com orçamento de R$ 36 milhões destinados às obras e equipamentos, e para a Assistência Estudantil com recursos de R$ 23 milhões e 800 mil, já estão empenhados 80% e 50% dos valores, respectivamente.
Quanto ao orçamento de capital da universidade, referente ao investimento, que é de R$ 62 milhões, deste total, R$ 15 milhões já foram empenhados este ano. Mas segundo o técnico da Proad, há a indicação de corte de 50%, o que impedirá a execução de investimento em novas obras. Ou seja, serão cortados R$ 31 milhões no orçamento.
Ainda segundo a UFPA, os cortes anunciados pelo governo federal para as Universidades são de 9% a 10% no orçamento de custeio, o que para a instituição de ensino superior implicaria um corte de R$ 15 milhões.
Parfor
Os recursos para o Parfor, na etapa atual, estão garantidos e serão disponibilizados do orçamento da Universidade, atendendo alunos que estão integralizando suas atividades. A UFPA está negociando com a Capes para que esta reponha os custos feitos com diárias e passagens para os professores. O que ficará suspenso, por enquanto, é a abertura de novos cursos do Parfor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário