Eles são responsáveis por levar a arte do barro para a 16ª edição da feira.
Evento começa na quinta-feira (2) e segue até 12 de julho, no Recife.
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peças que variam de R$20 a R$ 1.000, aposta de Mestre Luiz Antônio está
na obra 'Procissão de Iemanjá' (Foto: Thays Estarque/ G1)Reconhecido mundialmente, Mestre Luiz Antônio, 80 anos, dá vida ao pálido barro há 57 anos. Ele irá expor 300 peças, entre família de retirantes, trio pé de serra, tocador de pífano e camponês, no salão destinado aos mestres. "Trabalho muito. Fico horas em pé e atendendo as pessoas, mas me divirto muito também porque não pagamos nada e ainda mostramos nossa arte", diz apontando para uma foto com os colegas.
'Retirantes' está entre as peças mais compradasde Mestre Luiz Antônio (Foto: Thays Estarque/ G1)
Com peças que variam de R$20 a R$ 1.000, a aposta está na obra "Procissão de Iemanjá". Ela está concorrendo ao prêmio da Fenearte. "Caso ganhe, é um dinheirinho que entra", fala com sorriso no rosto. Já a preocupação do artista está voltada para uma possível escassez da matéria prima. "De Gravatá para cá quase não tem mais barro. Se acabar o barro, acaba nossa cultura. Temos que viver com o dom que Deus nos deu. Como vou viver sem o barro?", numa retórica.
Artesão Leonildo do Nascimento relata que 90% das peças já foram embaladas para a Fenearte(Foto: Thays Estarque/ G1)
Arte do barro já está na terceira geranção na famíliade Mestre Luiz Antônio (Foto: Thays Estarque/ G1)
Mesmo com a crise econômica, os artesãos ainda julgam viável exibir as artes na Fenearte. Com um estande comprado no valor de R$ 2 mil, Leonaldo acredita que o investimento é grande, mas o retorno financeiro ainda vale a pena. "O Recife é o lugar que mais valoriza a nossa cultura. Mesmo com os problemas que o nosso país está passando, a expectativa é alta".
Oficina é a forma de perpetuar e de aprender também, acredita o artista Cícero José(Foto: Thays Estarque/ G1)
Outra forma de divulgar a arte é uma oficina que funciona na associação todo sábado e domingo, das 10h às 17h, durante o período junino. Cícero José, 57 anos, que também terá peças na feira, diz que adora ensinar a profissão para quem passa pelo lugar. "Eu almoço correndo e volto feliz para cá. Quanto mais velho eu fico, mais aprendo a fazer. A oficina é a forma de perpetuar e de aprender também. É uma troca de ideias", acredita.
'É ter o contato com a história da minha terra', dizJosé Pinheiro (Foto: Thays Estarque/ G1)
A artesã Maria Claudineide, 50 anos, é a responsável por mostrar aos visitantes como José a como moldar e esculpir a peça. "A vontade de aprender nos encanta e ele tem a paciência, a quietude que é preciso para fazer as miniaturas. Olha só, ele já desenvolveu até sua própria técnica", conta a artista que é especializada em micro esculturas.
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