Durante confusão, portão do órgão foi danificado e Polícia Federal acionada.
Caminhoneiros exigem que 30% dos serviços da unidade funcionem.
Caminhoneiros protestam em frente a Suframa e pedem atendimento (Foto: Caio Fulgêncio/G1)Rosa conta ainda que pegou uma senha há três dias, mas só deve ser atendido na próxima terça-feira (2). O caminhoneiro veio de Santa Catarina e espera na fila para liberar uma carga de papel higiênico e lenços. Ele explica, que os caminhoneiros gastam diariamente uma média de R$ 70 com banho, água e comida. Além disso, destaca que a bateria e o combustível dos veículos estão acabando, pois precisa deixar o caminhão ligado para não prejudicar a carga.
De acordo com o caminhoneiro Edio Luís, de 34 anos, que veio do Rio Grande do Sul e está há quatro dias com um carregamento de sabão em pó, os trabalhadores irão procurar o Ministério Público e formalizar uma denúncia contra a Suframa. Segundo eles, o objetivo é reivindicar o funcionamento de 30% dos serviços prestados pela unidade.
“Queremos que eles somem todas as notas das pessoas que estão aqui e atendam os 30% dessas notas. Eles tem que atender quem está aqui e não os 30% que atendiam no ano passado. O ano passado é outra história e queremos ser atendidos agora”, disse.
Polícia Federal analisa danos no portãodo prédio da Suframa, após protesto
(Foto: Renato Santos/Arquivo Pessoal)
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa), Renato Santos, seis caminhoneiros foram atendidos nesta sexta-feira (29), sendo atingido a cota diária de 30%. Ele conta que após encerrarem o atendimento, os caminhoneiros se revoltaram tirando o portão dos trilhos e tentando entrar no prédio e a Polícia Militar e Federal foram acionadas para garantir a integridade dos servidores.
“A gente entende a situação difícil deles, sabemos que não tem banheiro, mas a questão é governamental. A Suframa já era para estar na entrada da cidade, com uma estrutura melhor, banheiro e até restaurante como tem em Vilhena (RO). No entanto, o governo procrastina tudo e não libera recursos. Então, um lado sempre vai acabar perdendo”, explica.
Ainda segundo Renato, a greve continuará por tempo indeterminado e que será dada prioridade para perecíveis e medicamentos. O movimento é para tentar derrubar o veto da Medida Provisória 660, referente ao Plano de Cargos e Carreiras (PCC) do servidores, realizado no último dia 8 de maio pela Presidência da República. No Acre, a Suframa conta com 27 funcionários. A greve ocorre em todo Brasil.
“A decisão do sindicato é manter a greve. Estamos atendendo até mais do que a legislação pede. Temos de sete a oito pessoas atendendo. Por dia podemos atender até 14 motoristas, essa semana foram liberadas 39 carretas somente em Rio Branco. Não há nada definido, o governo está fazendo o jogo do silêncio, querendo nos vencer no cansaço. Estamos nos articulando para a derrubada do veto, pois o prazo é até 11 de junho e a greve durar no mínimo até lá”, finalizou.
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