Às vésperas de pesquisa eleitoral que pode confirmar ascensão de Marina Silva, bolsa subiu 2,27% e terminou no maior nível desde o dia 1º de fevereiro de 2013
Crescente possibilidade de Marina vencer Dilma Rousseff em
um eventual segundo turno contribuiu para a alta da Bovespa
(Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/VEJA)
Para Thiago Montenegro, da Quantitas Asset Management, a valorização pode ter sido influenciada pela movimentação de investidores com base em pesquisas particulares ou por boatos sobre pesquisas telefônicas feitas pelos próprios partidos, que mostram a evolução das intenções de voto em Marina.
Na primeira e única pesquisa eleitoral até o momento com Marina Silva já como candidata do PSB, feita pelo Datafolha, a ex-senadora apareceu empatada tecnicamente com Dilma em um eventual segundo turno. O levantamento foi divulgado na última segunda-feira e indicou Marina com 47% das inteções de voto, contra 43% de Dilma. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
André Perfeito, da Gradual Investimentos, pondera, no entanto, que houve uma leitura bastante “precipitada” em relação às consequências de uma possível vitória de Marina. “Acho que esta alta é reação muito forte ao descontentamento em relação à presidente Dilma, mas o mercado ainda não incorporou de forma serena o que de fato significaria um mandato de Marina”, afirmou.
No pregão desta segunda-feira, os papéis do setor imobiliário também se destacaram entre as altas, como os da Rossi Residencial, que avançaram 3,97%. Já as ações da Vale destoaram da tendência positiva do Ibovespa e terminaram em retração de menos de 1%, em mais uma sessão de queda nos preços do minério de ferro na China.
Ainda no radar do mercado está o primeiro debate entre os candidatados à Presidência na emissora de televisão do grupo Bandeirantes, nesta terça-feira. Além disso, os investidores estarão atentos à próxima pesquisa MDA/CNT e à entrevista de Marina ao Jornal Nacional da TV Globo, ambas marcadas para a próxima quarta-feira.
(Com Reuters) VEJA.COM
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