Caso raro foi registrado em uma fazenda localizada em Grandes Rios (PR).
Bezerro foi chamado de 'Talismã' e proprietário não quer sacrificá-lo.
Bezerro
'Talismã' nasceu sem uma das patas dianteiras e com a ajuda da mãe
conseguiu ficar em pé e mamar (Foto: Gilberto Bernini/Divulgação)De acordo com Gilberto, duas horas depois que Talismã nasceu, o animal levantou e conseguiu mamar em pé. Para levantar, o bezerro utilizou o fusinho e contou com uma ajuda importante . “A 'mãe' de Talismã foi ajudando e aos poucos a vaquinha conseguiu se alimentar”, conta.
“A vaca que gerou o bezerrinho não rejeitou a cria, é incrível”, acrescenta. Segundo o proprietário, em duas semanas de vida – o nascimento foi registrado no dia 13 de agosto – Talismã ganhou sete quilos. “Ela está em perfeita saúde, o médico veterinário da fazenda fez todos os exames e não identificou outro problema. Ela tem uma fome danada”, diverte-se.
A preocupação é como o animal vai conseguir semanter em pé quando estiver na fase adulta, com
mais de 800kg (Foto:Gilberto Bernini/Divulgação)
Segundo a médica, uma anormalidade genética pode ser a causa para a má formação e as consequências do animal ter apenas três patas serão sentidas na fase adulta. “Dificilmente o bezerro vai ter qualidade de vida, porque ele pode chegar a 800 kg e não terá estrutura óssea para aguentar o peso”, explica. “A solução para melhorar a vida desse animal é fazer uma prótese, mas o custo para o proprietário pode ser muito alto, porque no mercado só existe prótese para cães e gatos. A tecnologia existe, resta saber se o proprietário quer investir”, destaca Daniele Chefer.
A médica ainda explica que as próteses precisarão acompanhar o tamanho do animal, ou seja, na medida que o animal for crescendo as próteses precisarão ser trocadas.
Mesmo com a má formação, o pecuarista não pensa em sacrificar ou se desfazer do animal. A esperança é que uma universidade estude o caso e possa dar alternativas para o bezerro ter qualidade de vida e não precise enfrentar mais problemas quando for adulto. “Estou meio sem saber o que fazer, porque o animal vai crescer e vai produzir cerca de 50 litros de leite, ou seja, vai ser mais uma dificuldade. Uma das patas vai ficar sobrecarregada e pode ter problemas nos joelhos. Mas, não quero sacrificá-la, tenho esperança que uma universidade se interesse”, assegura.
Conforme a médica veterinária Daniele Chefer, a boa notícia é que se o animal não tiver outra má formação, Talismã vai poder reproduzir e ainda produzir leite, assim como outras vacas da espécie.
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