Escultor de 38 anos tem oficina de arte onde trabalha em Tangará da Serra.
Artista retrata personagens de Mato Grosso e até Dom Quixote.
Cavalo alado feito com peças de motocicleta e parafusos. (Foto: Assessoria)Nascido no Paraná, o escultor de 38 anos diz que desde criança se interessou em artes plásticas e tinha uma vantagem: o pai era dono de uma oficina mecânica. “Queria fazer uma arte sustentável, não só como instrumento de beleza, mas para chamar a atenção a esse ponto”, disse em entrevista ao G1.
Personagem Dom Quixote também foi retratadopelo artista. (Foto: Assessoria)
Antes de investir na carreira de artista, ele lembra que tentou trabalhar nas áreas que é formado. “Aconteceu várias coisas na minha vida e decidi investir naquilo que eu gostava de fazer realmente, que era a arte”, conta. O impulso veio após ser convidado para expor os trabalhos em uma igreja do município, onde vendeu todas as peças que levou.
Ele viajou para Porto Seguro (BA) onde moram os pais dele, conheceu artistas e começou a projetar ideias de como se manter nesse ramo. Desde então o artista se sustenta com a venda de peças através de encomendas ou na própria oficina. Ele também investiu em cursos de design, desenho e pintura.
Sobre as peças, que variam entre 20 centímetros até 1,5 metro de altura, o escultor diz que já fez mais de mil obras. Já o valor das peças varia entre R$ 20 até R$ 500. “As motocicletas saem muito, mas as peças mais pequenas de até 50 centímetros são mais fáceis de transportar e mandar pelos Correios, então o pessoal procura mais também”, destaca o artista.
Motocicleta é um dos objetos mais vendidos pelo artista.(Foto: Assessoria)
Outra da coleção preferida é o conhecido cavaleiro Dom Quixote de La Mancha. O escultor também faz retrato de figuras regionais como o pantaneiro e seu berrante, animais e plantas de Mato Grosso.
No processo de criação, Dwanski explica que para fazer as obras ele formulou quatro fases. “Primeiro eu corto as peças para poder moldar melhor. Passo pra soldagem e modelagem e vou montando as formas que quero. Depois eu passo uma escova para poder tirar a ferrugem. O último é a parte da pintura”, conta.
Dwanski diz que a inspiração vem da filha dele, que têm cinco anos. Neste ano, o escultor pretende fazer mestrado em artes plásticas.
Dwanski é escultor e mora em Tangará da Serra. (Foto: Assessoria)
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