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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Reajustes de escolas serão o dobro da inflação


João Pedro Pitombo A TARDE

  • Eduardo Martins | Ag. A TARDE
    Percentuais de aumento vão variar entre 9% e 13% em 4 colégios
Pelo segundo ano consecutivo, as principais escolas particulares de Salvador terão reajustes acima da inflação projetada para o período. A TARDE  fez levantamento em nove colégios tradicionais da capital baiana e, destes, quatro escolas já definiram os percentuais de reajuste que variam entre 9% e 13% nas mensalidades do próximo ano. A reportagem ouviu representantes do setor financeiro dos colégios Anchieta, Antônio Vieira, Dois de Julho, Integral, Isba, Marista, Módulo, Oficina e São Paulo.
No colégio Isba, os reajustes variam entre 10%, para o ensino infantil, e 13%, para o 3º ano do ensino médio. O Colégio Antônio  Vieira definiu aumento entre 8,8% e 9,6%. No Colégio Integral, o reajuste definido será de até 11,5%, enquanto no Colégio Marista, o aumento será de 9%.. Os outros cinco colégios ouvidos por A TARDE ainda não definiram os   percentuais de reajuste.
De acordo com o último Boletim Focus, do Banco Central, a projeção para 2013 do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)  - principal índice que mede a inflação - é de 5,39%. Ou seja, os reajustes das escolas representam, em média, o  dobro da inflação projetada para o ano que vem.
Índice de expectativa - Coordenador de disseminação de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Joílson Rodrigues explica que os reajustes escolares são definidos com base em projeções de  custos ao longo do ano letivo, já que o aumento dos preços  acontece  uma vez no ano. "Os percentuais refletem o que as escolas assimilaram como possíveis custos que terão ao longo do ano. É o que chamamos de índice de expectativa", diz Rodrigues.
Pai de um aluno da 5º ano num colégio particular de Salvador, Walter Caires cobra mais transparência das escolas em relação aos seus custos: "O aumento tem que ser devidamente justificado". A reportagem entrou em contato com o Sindicato das Escolas Particulares do Estado da Bahia (Sinepe), mas não obteve sucesso.

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