MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 25 de setembro de 2011

Mesmo sem Damião, Inter vence o Atlético-MG e se aproxima do G-5

 

Apesar da ausência do seu principal jogador, Colorado tem o melhor ataque

Por Eduardo Cecconi Porto Alegre
 
Lesionado, Leandro Damião apenas assistiu ao jogo da tarde deste domingo, no Estádio Beira-Rio. E, das arquibancadas, viu o Inter vencer o Atlético-MG por 2 a 1, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ausência do centroavante, artilheiro do Brasil, o Inter, ainda assim, encontrou o caminho para marcar - Bolatti e Fabrício fizeram os gols do melhor ataque da competição. Renan Oliveira descontou para o Atlético-MG.
Com a vitória, o Colorado sobe para 40 pontos ganhos, apenas um atrás do G-5 - o líder Vasco está classificado para a Taça Libertadores em razão do título da Copa do Brasil a abre uma vaga. Já o Atlético-MG segue com apenas 25, abrindo a zona de rebaixamento.
Ambos voltam a jogar às 16h do próximo domingo, pela 27ª rodada. O Atlético-MG recebe o Ceará na Arena do Jacaré, e o Inter visita o Atlético-PR na Arena da Baixada.
bolatti  internacional x atlético-mg (Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)Bolatti marca para o Inter no primeiro tempo (Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)
De área a área
Cuca surpreendeu ao anunciar uma escalação supostamente no 4-4-2, mas apresentou na prática o Atlético-MG no 3-4-2-1. Triguinho atuou como zagueiro da sobra pela esquerda, permitindo a Réver marcar Jô, e a Leonardo Silva perseguir Andrezinho. Enquanto isso, Mancini e Richarlyson foram alas, ofensivos e agressivos, em auxílio aos meias Daniel Carvalho e Bernard na articulação.
E a estratégia atleticana proporcionou ataques nas duas áreas. Isso porque as investidas dos alas e dos meias aconteciam nos "pontos cegos" do 4-2-3-1 colorado: exatamente pelos lados do campo. Em contrapartida, com a proposta de realizar marcações individuais, Cuca desarticulou a própria defesa.
Com Oscar, D'Alessandro, Andrezinho e Jô combatidos centímetro a centímetro, Dorival Júnior liberou o volante Bolatti para jogar. E foi o argentino, em tabela com o compatriota D'Alessandro, quem marcou o gol do 1 a 0 do primeiro tempo, passando totalmente desmarcado.
Neste vaivém das equipes aproveitando-se dos espaços nos sistemas táticos adversários, o jogo foi divertido de se ver, com muita alternância de ataques e contra-ataques, conclusões a gol - 20 nos primeiros 45 minutos (11 do Inter e 9 do Atlético-MG) - e defesas dos goleiros.
Burro?
Com a derrota parcial, o Atlético-MG voltou do vestiário visitante do Beira-Rio sem Richarlyson. Entrou Renan Oliveira, mas o 3-4-2-1 se manteve, com Bernard passando para a ala esquerda. E foi por este setor que o lateral colorado Nei passou a apoiar.
Controlando o jogo, o Inter se mostrou ainda melhor com a troca no Galo. Infelizmente para os colorados, entretanto, a pontaria do centroavante Jô - substituto do lesionado Leandro Damião - estava absolutamente descalibrada, e ele desperdiçou as finalizações. Como castigo, Renan Oliveira empatou para o Atlético-MG, que chegou a ameaçar uma virada.
Sucederam-se trocas. A mais curiosa foi no Inter. Oscar saiu, entrou Fabrício, e colorados nas sociais vaiaram o técnico. Chamaram Dorival Júnior de "burro". Pois no primeiro lance Fabrício marcou o gol da vitória do Inter. Ninguém na arquibancada se redimiu, quem sabe gritando "inteligente". Nada.
O auxiliar Dilbert Pedrosa Moisés chegou a anular o lance, apontando impedimento. Mas o árbitro Péricles Bassols Cortez argumentou que a bola viera do adversário, validou o lance e precipitou a revolta que levou à expulsão do zagueiro Réver. A vitória, para o Inter, era irreversível: 2 a 1, com o melhor ataque, e a um ponto da zona de classificação à Taça Libertadores.

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