No próximo dia 26 de junho é comemorado o Dia Nacional do Diabetes, uma
síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de produção
de insulina pelo pâncreas, o que ocasiona valores elevados de açúcar no
sangue.
Segundo o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF)
a estimativa da incidência da doença em 2030 é de 21,5 milhões de
pessoas, fazendo com que essa enfermidade se torne uma questão de saúde
pública.
Existem diferentes tipos de diabetes, como a tipo 1 (que concentra entre
5% e 10% do total de pessoas), a diabetes tipo 2, a diabetes
gestacional, etc…A obesidade é um fator de risco importante para a
doença.
Segundo a endocrinologista e Coordenadora Médica da Clínica Médica do
Hospital Icaraí, Doutora Jaqueline Pais é importante o correto
diagnóstico para o tratamento adequado, evitando assim as complicações
crônicas.
“Geralmente o DM1 aparece em crianças e adolescentes, e o DM2 costuma
aparecer após a idade de 40 anos e está mais associado à obesidade e ao
envelhecimento. Porém com a alta taxa de obesidade infantil, a diabetes
tipo 2 pode ocorrer mais precocemente, explica a endocrinologista.
Como funciona a diabetes
No caso da diabetes Tipo 1, o pâncreas não produz mais a insulina, o
que faz com que a glicose fique no sangue, ocasionando alta taxas de
açúcar, a chamada hiperglicemia. Essa condição pode danificar vários
órgãos se não tratada.
Já a diabetes Tipo 2 resulta da resistência à insulina e de deficiência
na secreção de insulina e ocorre em cerca de 90% dos diabéticos.
“O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença autoimune que aparece devido à
destruição das células beta do pâncreas. Em resumo, o paciente já nasce
com as alterações genéticas que favorecem o surgimento dessa patologia”,
explica a Dra Jaqueline Pais, lembrando que ao contrário do que muitos
pensam é a diabetes tipo 2 que apresenta na hereditariedade um fator de
risco mais forte, com mais de 75% dos pacientes apresentando histórico
familiar.
A médica alerta que a enfermidade tem como sintomas mais comuns: perda
de peso sem motivo, muita fome e sede, vontade de urinar toda hora,
cansaço, mudanças de humor, infecções frequentes, formigamentos nas
pernas, mão e pés, diminuição da acuidade visual, e dificuldade em
cicatrizar feridas.
A partir do momento em que surge o diagnóstico, o tratamento correto do
diabetes tipo 1 pode incluir o uso de insulina associada à mudança na
alimentação (evitando carboidratos, açúcares e gorduras) e a prática
constante de exercícios físicos adequado à idade do paciente.
“A mesma dica serve para os pacientes com diabetes tipo 2: manter uma
dieta rica em frutas e legumes e a prática de atividade física regular.
Essas medidas ajudam a controlar as altas taxas de açúcar no sangue e
consequentemente suas complicações como o pé-diabético, infecções e até
infarto agudo do miocárdio” alerta a médica.
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A 2022-06-13 19:24, Mara Luongo - Jornalista escreveu:
> Boa noite, Lilian!
>
> Tudo bem?
> Segue anexo o PDF da seção Tira-dúvidas da Viva Saúde 220, na qual
> contamos com a participação da Andréa Ladislau na questão sobre
> bipolaridade.
> Muito obrigada pela colaboração! =)
>
> Abraços,
>
> Mara Luongo
>
> Jornalista
>
> +55 (11) 99607-7608
>
> mara.luongodias@gmail.com
sábado, 25 de junho de 2022
Dia Nacional do Diabetes traz alerta sobre complicações da doença
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