O voto feminino no Brasil está entre uma das principais conquistas no cenário nacional em relação ao reconhecimento dos direitos femininos, uma jornada em busca de igualdade econômica e social que segue até hoje a passos curtos na procura por esse equilíbrio.
Ainda hoje, mesmo diante de uma sociedade que reconhece os direitos femininos, é fácil encontrar situações onde as mulheres são desfavorecidas unicamente por causa do seu gênero, com destaque para o setor de trabalho, mas antes a situação era ainda pior.
Isso porque os meios legais sequer reconheciam o seu valor como cidadãs, ignorando assim suas vozes em qualquer assunto que fosse requerida a opinião da população acerca das decisões a serem tomadas para o bem de todo um meio coletivo.
E assim como um cabo de aço para movimentação de carga é necessário para garantir o transporte correto de materiais para uma fábrica, quando se trata sobre o fluxo de direitos e deveres em uma sociedade, essa balança torna-se desequilibrada ao ignorar as mulheres.
Ainda mais se levarmos em conta o fato de que o número de mulheres no mundo é praticamente equivalente à quantidade de homens. No Brasil a situação até se inverte, com as mulheres ocupando uma porcentagem de 52,2% em relação à distribuição da população.
Esses índices levantados em 2019 pelo IBGE servem para explicar a importância de se reconhecer o espaço a ser ocupado pelo público feminino, já que o gênero corresponde ao maior percentual de pessoas dentro do território nacional, por exemplo.
No entanto, quando se observa os cargos profissionais ocupados por esse público, a situação não é muito igualitária, já que o número de mulheres em cargos de chefia, como em serviços industriais de aluguel de transpaleteira elétrica, é muito baixo.
Um cenário que revela a luta diária por reconhecimento, que continua a ser travada pelas mulheres na sociedade, uma batalha que já conquistou diversas vitórias, mas que continua a contar com desafios e entraves que precisam ser derrubados diariamente.
E um dos primeiros bloqueios neste sentido foi o direito ao voto, uma atividade que está diretamente ligada ao reconhecimento das mulheres como um ser social tendo direito de opinar e decidir sobre o futuro do país em que residem. Ainda mais no Brasil, onde tal público encontra-se em maioria.
O histórico do voto feminino
Com o fim do período dos grandes reinados, as sociedades passaram a se organizar em um novo modelo político, dando voz à própria população em relação à escolha dos seus líderes, chegando assim ao modelo presidencialista presentes nos mais diversos países.
A ideia por trás dessa decisão está em escutar o próprio povo sobre o que se trata da escolha de representantes políticos, que têm poder para tomar decisões que sirvam ao gosto da população, a partir de uma boa gestão dos recursos governamentais.
O problema é que parte da população foi silenciada no que se refere a escolha desses governantes, uma ação realizada através do voto, algo que foi negado a grupos específicos da sociedade, como foi o caso da população feminina.
Uma proibição que se destacava como apenas uma entre as diversas pelas quais as mulheres encontravam na sociedade e que tiveram que lutar contra para garantir o seu espaço de direito nos mais diversos espaços sociais, como na política.
O mesmo sobre o mercado de trabalho, pois se hoje o público feminino pode passar diariamente por um controlador de acesso empresas até suas salas em um escritório de advocacia, é por causa da luta travada por suas antecessoras.
Essa luta envolveu principalmente o direito ao voto, algo conquistado pelo movimento sufragista nos EUA durante a década de 1920, que buscava o reconhecimento dos direitos femininos, que também encontrou fortes representantes no cenário brasileiro.
Luta essa que mostrava início ainda no século XIX, com a organização de grupos feministas com o objetivo de garantir o respeito merecido ao público feminino, levantando pautas como a entrada do mercado de trabalho, leis que protegessem as mulheres, entre outros temas.
E um dos tópicos em grande destaque nesses grupos era o direito ao voto, algo que no Brasil veio a ser oficializado apenas em 1932, durante o processo de reorganização do país, por meio de um decreto do presidente Getúlio Vargas.
Essa vitória abriu portas para que, no futuro, as mulheres pudessem ocupar cargos em diversas companhias, trabalhando não apenas com limpeza ou culinária, mas também exercendo suas habilidades em uma assistência técnica aquecedores cumulus.
Em termos políticos, tivemos até mesmo uma mulher no cargo de presidente, com o nome de Dilma Rousseff. Mas se tudo isso foi possível hoje, é graças também à luta de diversas mulheres cujos nomes precisam ser reconhecidos nessa luta pelo direito ao voto.
Mulheres importantes ao voto feminino no Brasil
Se a luta pelos direitos das mulheres conta com nomes de alcance internacional, como Angela Davis e Gloria Steinem, o Brasil também possui figuras de grande relevância nesse sentido, ainda mais em relação ao tópico de conquista da mulher ao voto.
Entre as pessoas envolvidas nesse fato é importante destacar:
Isabel de Souza Mattos
Isabel Mattos foi uma dentista e poetisa conhecida também por ter sido a primeira mulher a ter conquistado o direito ao voto, mesmo que tenha tido de recorrer a um pedido na justiça para tal feito, ainda em 1881, em pleno período colonial.
Isso ocorreu por causa da instituição da lei Saraiva, que estabelece a ideia por trás do Título de Eleitor, um sistema que estabeleceu o voto para cadeira no senado e outros cargos e o reconhecimento de um título científico para estudiosos do país.
Foi justamente nesse sentido que Isabel entrou com um pedido para ser reconhecida como uma cientista nacional, tendo então direito ao voto. Uma pessoa que, em relação a montagem de painel comando elétrico, seria apenas o surgimento da primeira fagulha.
Leolinda de Figueiredo Daltro
A busca pelo direito ao voto dependeu da luta de um grupo de mulheres que buscavam ser reconhecidas como entidades importantes para a política, como na criação do Partido Republicano Feminino, criado pela professora Leolinda Daltro em 1910.
Bertha Lutz
No mesmo ano em que nos EUA as mulheres conquistaram o voto, no Brasil essa luta seguia em busca dos seus objetivos de igualdade política. Reivindicação essa que contou com o apoio da Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher.
Foi esse grupo político que, depois renomeado como Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, sob o comando da ativista Bertha Lutz lutou por uma série de pautas, como:
Inserção da mulher no mercado de trabalho;
Direito à educação;
Igualdade diante o público masculino;
Conquista do voto feminino.
Pautas essas que foram defendidas amplamente em 1922 por meio de um congresso internacional pelo voto feminino, um passo importante para que qualquer portaria terceirizada permita a entrada das mulheres no meio empresarial, por exemplo.
Celina Guimarães Viana
Essa luta por direito mostrou os seus primeiros resultados de fato em relação à conquista do voto em 1927 com Celina Viana, a primeira mulher a se alistar ao voto no Brasil e na América Latina como um todo.
Fato que ocorreu no Rio Grande do Norte com o auxílio de uma lei estadual que reconheceu o direito de voto às mulheres, algo que serviu de inspiração para o movimento feminista lutar ainda mais pela expansão nacional desse direito.
Uma luta pela qual as vozes se tornaram cada vez maiores, sendo um desafio até mesmo para uma empresa de barreira acústica, a atuar com o processo de isolamento acústico de um espaço.
Alzira Soriano
Já em 1928, no Rio Grande do Sul, a abertura local ao voto feminino mostrou seus primeiros impactos com a eleição de Alzira Soriano como prefeita na cidade de Lages, sendo a primeira mulher eleita como prefeita também em toda a América Latina.
Nomes esses importantes de serem reconhecidos, pois cada uma teve um marco na história do país em relação ao reconhecimento dos direitos femininos ao voto, uma luta que é benéfica para o todo país diante do processo de reconhecimento social.
Garantindo assim que todas as vozes sejam escutadas e representadas no Brasil. Uma situação que permite hoje, por exemplo, que as mulheres possam atuar em uma empresa de isolamento acústico para janelas de vidro, por exemplo, independente do seu cargo.
A luta hoje é para que o público feminino tenha o seu valor reconhecido, tendo a chance de ocupar posições importantes nessas companhias, algo que teve início com o direito ao voto, que reconheceu a importância da mulher dentro da nossa sociedade.
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.
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