As mortes no Brasil chegam a 65% dos casos em UTIs, enquanto a média mundial está em torno de 30 a 40%.
Foto: DivulgaçãoA Sepse, termo médico usado para a infecção generalizada, é uma doença que atinge de 15 a 17 milhões de pessoas por ano no mundo, sendo 600 mil só no Brasil, segundo dados do ILAS - Instituto Latino-Americano de Sepse. Neste mês de setembro, quando se comemora o Dia Mundial da Sepse (13.9), instituições do setor saúde alertam para a conscientização sobre os cuidados e identificação precoce da doença que possui mortalidade elevada nas unidades de terapia intensiva (UTIs) espalhadas pelo país, com 240 mil óbitos por ano.
As mortes no Brasil chegam a 65% dos
casos em UTIs, enquanto a média mundial está em torno de 30 a 40%. Com a
pandemia da Covid-19, o panorama se tornou ainda mais grave.
Entretanto, a incidência de casos pode ocorrer em pessoas não
hospitalizadas e com bom estado geral de saúde.
A sepse é uma
síndrome clínica causada por uma infecção, que pode levar à síndrome de
disfunção de múltiplos órgãos e óbito. Qualquer infecção pode causar
sepse. A doença frequentemente se apresenta como a deterioração clínica
de infecções comuns e evitáveis, como as do trato respiratório,
gastrointestinal e urinário, ou de feridas na pele. A doença pode ser
subdiagnosticada em um estágio inicial, quando ainda é potencialmente
reversível.
A maioria dos tipos de microrganismos pode causar
sepse, incluindo bactérias, fungos, vírus e parasitas. No entanto,
também pode ser causada por infecções com vírus da influenza sazonal,
vírus da dengue e patógenos altamente transmissíveis de interesse de
saúde pública; como os vírus da gripe aviária e suína, Ebola e vírus da
febre amarela. O diagnóstico da sepse é feito com base na identificação
do foco infeccioso e na presença de sinais de mau funcionamento de
órgãos.
Não há exames específicos, mas sim aqueles voltados
para a identificação da presença de infecção, como o hemograma, e para a
identificação do foco, como radiografia de tórax, e exames de urina. É
também importante a identificação do agente infeccioso, com coleta de
culturas de todos os locais sob suspeita de infecção, mas principalmente
do sangue. São também importantes os exames para identificar a presença
de mau funcionamento dos órgãos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário