Lideranças também traçaram as perspectivas para o mercado automotivo |
São Paulo, 10 de setembro de 2021 - Os desafios impostos pela pandemia da Covid-19 aceleraram o processo de digitalização das empresas. No mercado automotivo, as transformações tecnológicas envolveram todo o ecossistema, incluindo o financiamento de veículos, fundamental para a retomada das vendas do setor.
Nesta semana, a ACREFI (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) reuniu lideranças para debater os impactos da tecnologia e as perspectivas para o setor durante os dois dias do evento online “Financiamento de Veículos: Digital e Presencial na Geração de Negócios”.
Na quinta-feira (09), último dia do encontro, Wanderley Vettore, vice-presidente da ACREFI, destacou a importância para a economia do setor automotivo, que mostrou força durante a pandemia, com o apoio de inovações trazidas pelas instituições financeiras de crédito.
“O segmento tem se mostrando extremamente dinâmico. Quem diria que faríamos um financiamento de veículos por meio de aplicativo no celular? Os representantes do setor aqui presentes no evento se anteciparam e criaram soluções inteligentes para valorizar sempre o tomador e oferecer o melhor serviço. Com esse encontro, a ACREFI reforça o seu compromisso em levar e democratizar o conhecimento””, afirmou.
Nesse contexto, Enílson Sales, vice-presidente da FENAUTO (Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores), disse que o mercado de usados vem se mantendo em crescimento constante. Segundo ele, os números de agosto superaram os de junho em 1%; em comparação com agosto de 2020, houve uma expansão de 13,8%.
“Se olharmos o acumulado deste ano em comparação com o acumulado do ano passado, a gente superou em 47,2%, portanto os números são muito positivos. Mas não podemos também ficar fugindo muito da realidade diante de uma visão no horizonte de uma economia com um Bolsa que tem oscilado muito”, comentou.
Segundo Nelson Aguiar, Presidente da Yamaha Serviços Financeiros, o mercado de motocicletas também vem apresentando um crescimento expressivo, mas ainda há muitas incertezas no mercado, devido aos impactos da pandemia, principalmente após a cepa que surgiu agora.
“No segundo semestre, esperamos crescimento de 24% em relação ao primeiro, mas há incertezas sobre disponibilidade de componentes e impactos na logística. De forma geral, o segmento de motocicletas conseguiu se superar e já teve uma retomada. Neste momento, falamos de crescimento sustentável”, ponderou.
Wilson Diniz, Superintendente Executivo no Banco PAN, falou sobre a carência de oferta de veículos no mercado. Na sua avaliação, o consumo forte veio da necessidade do senso de propriedade em virtude da pandemia, com as pessoas procurando se proteger em seu próprio meio de transporte, entre outros fatores.
Para ele, o mercado vai se estabilizar no segundo semestre de 2022 e normalizar em 2023. “E a tendência dos veículos usados é serem supervalorizados, não vejo isso trazendo um impacto nem a curto e nem a médio prazo”, disse.
Os investimentos em tecnologia na área de financiamento de veículos têm sido um dos grandes aliados na retomada do setor automotivo. E, segundo representantes de instituições, as mudanças tecnológicas devem avançar ainda mais.
Agnaldo Prado, Diretor Comercial do Banco Losango e Bradesco Financiamentos, disse que a pandemia tornou o processo de contratação online quase obrigatório. “Um processo que já estava em mudança foi acelerado porque hoje o consumidor compra e formaliza o contrato eletronicamente. E as transformações estão apenas começando. O carro por assinatura é uma tendência assim como os veículos de propulsão de energia limpa é uma necessidade”, previu.
Para Prado, do ponto de vista governamental, também há muitas mudanças que precisam ser feitas para dar impulso ao segmento. “Uma que pode alterar o apetite de risco dos bancos e financeiras é a da retomada de veículos, que hoje é feita através do Judiciário, de forma altamente dispendiosa e em certa medida ineficiente. Se trabalhássemos com a constituição da mora como início do processo de apreensão, fora do Judiciário, certamente as possibilidades de perdas diminuiriam, o que consequentemente aumentaria o apetite do financiador”, avaliou.
André Novaes, Diretor da Santander Financiamentos, disse que um conceito na instituição é de que o seu papel não se restrinja a ser só mais uma financeira. Nesse sentido, a tecnologia tem contribuído para uma atuação mais ampla.
“Participamos do processo de compra, ajudando nossos parceiros e o cliente final. Isso inclui o online; ao longo do tempo vimos que o mundo digital vem trazendo outras oportunidades. Em 2016, criamos uma plataforma simplificada no mercado de financiamento. Se você está dentro de uma jornada simplificada, você cria muito mais valor para o mercado, para o parceiro e o cliente, que ganha agilidade e poder no mercado do crédito. Vemos as mudanças e tentamos perceber o quanto isso tem valor”, acrescentou.
Rodnei Bernardino de Souza, Diretor de Veículos do Itaú Unibanco, também afirmou que o apoio do digital tem sido fundamental para o crescimento da instituição. Segundo ele, o banco melhorou muito os processos para a oferta de crédito a consumidores e lojistas.
“A formalização se tornou muito simples através de biometria facial e assinatura eletrônica. Não há necessidade de papel. Lógico que pandemia acelerou esse processo. Antes da pandemia, 30% das nossas contratações eram online; hoje são quase 100%. Agora, a gente consegue atender o lojista de forma mais simples. Com a mesma força comercial que atendia 10 mil pontos de venda, hoje atendemos mais de 20 mil. E a produtividade por ponto de venda vem crescendo muito em função dessa melhoria”, acrescentou.
Presente no debate, Ricardo Bonzo, Head de Veículos do C6 Bank, disse que a instituição tem a ambição de ser um banco completo, o que passa por uma carteira relacionada ao crédito e financiamento de veículos.
“Viemos para ser um player relevante no mercado de financiamento de veículo. Vamos operar também em parceria com as revendas concessionárias do Brasil, mas o mais importante de tudo é a necessidade do cliente; como oferecemos a ele uma jornada que seja a mais prazerosa possível e um hall de soluções integradas para que ele de fato usufrua do veículo”, revelou.
O evento contou com a mediação de Cleber Martins, Consultor de Operações da ACREFI e tradução simultânea em Libras.
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