João Roma repetiu o pedido que fez o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e defendeu a não realização de uma paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil
Foto: DivulgaçãoPor Henrique Brinco
Políticos
baianos divulgaram comunicados nas redes sociais direcionados aos
caminhoneiros bolsonaristas que fazem bloqueios em estradas
brasileiras. Aos poucos as rodovias têm sido liberadas, principalmente
após divulgação de áudio do presidente Jair Bolsonaro que solicitou esta
posição aos manifestantes. O movimento é organizado por motoristas
autônomos e começou um dia após manifestações de Sete de Setembro.
Na
Bahia, as restrições aconteceram em pontos das BRs 242, 116, 101, 030 e
349. Algumas vias foram liberadas a partir das 10h30, pelas polícias
Militar e Rodoviária Federal. As manifestações defenderam pautas
antidemocráticas e contra a Constituição Federal, como a destituição de
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira, os
caminhoneiros também bloquearam apenas pontos das BRs 242, 020 e 116.
O
ministro da Cidadania, João Roma, repetiu o pedido que fez o ministro
da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e defendeu a não realização de uma
paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil. “Vivemos o desafio da
retomada econômica. Dia 7, o recado foi dado em reconhecimento ao
trabalho do governo @jairbolsonaro. Agora, vamos voltar nossos esforços à
produção, ao avanço da nossa economia e à retomada do crescimento e do
desenvolvimento do Brasil”, disse.
Roma disse ainda que
precisa “do apoio indispensável dos caminhoneiros que unem o país de
ponta a ponta”. “Estamos trabalhando em sinergia para minimizar os
impactos da crise econômica, principalmente sobre os cidadãos que mais
precisam e, portanto, precisamos que todos estejam engajados nessa
luta”, enfatizou.
“Aproveito para parabenizar o ministro
@tarcisiogdf pelo excelente pronunciamento, pregando de forma serena e
responsável a cooperação e a união que são essenciais para superarmos os
desafios da crise que têm atingido tantos brasileiros”, completou.
O
deputado estadual Capitão Alden (PSL), em entrevista à rádio Brado
ontem, comentou sobre a paralisação. Mantendo o discurso alinhado com o
Governo Federal, que recomendou que as estradas fossem liberadas para
que a economia não fosse atingida, o parlamentar enfatizou a declaração
do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, o momento é de alinhamento e de
análise do atual cenário do país para que a população não seja atingida
pela manifestação.
"Mais uma vez eu reitero: vamos confiar no presidente Jair Bolsonaro. O presidente tem razão quando diz que devemos ter foco, um planejamento estratégico. Bolsonaro passou toda a pandemia tentando deixar o comércio aberto, tentando fazer com que a economia não tivesse danos e a vida fosse normalizada. Então, esse momento é crucial para que o Brasil continuemos retomando o crescimento, mesmo contrariando as previsões de especialistas", disse o deputado.
"Os
caminhoneiros estão com o presidente, abraçam as pautas de liberdade e
democracia do Governo Federal, mas precisamos analisar o contexto, o que
está em jogo, qual o cenário atual do país", completou o parlamentar.
Em
nota, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
(NTC&Logística) manifestou "total repúdio" às paralisações.
"Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das
bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o
apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”, explicou a
entidade.
O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), que
não é considerado bolsonarista, mas que também tem alinhamento com o
presidente, rechaçou o movimento, ocorreu em 16 estados brasileiros,
incluindo a Bahia, e no Distrito Federal. "Nós estamos numa confusão.
Aonde estão levando o meu Brasil? Não está correto, gente, você mandar
parar os caminhoneiros. Nós não temos sentido nenhum de parar esses
caminhoneiros. Os caminhoneiros precisam trabalhar pra trazer alimento,
levar carga, pra nós exportarmos", declarou Leão, em vídeo.
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