O Brasil vive um cenário tão grave que
ainda que se abra novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e
se contrate reforço profissional especializado para operá-los, o
desabastecimento de oxigênio hospitalar e de medicamentos utilizados
nessas vagas é uma ameaça iminente. O alerta é da Frente Nacional de
Prefeitos (FNP), em nota remetida ontem ao Ministério da Saúde. “Já há
registros, de Norte a Sul do país, de escassez e iminente falta desses
insumos imprescindíveis para enfrentar à covid-19. O aumento sem
precedentes no número de contaminados com o novo coronavírus e da
demanda por atendimento hospitalar aponta para um cenário potencialmente
ainda mais trágico já nos próximos dias: a falta de oxigênio e de
medicamentos para sedação de paciente intubados”, alerta o documento. A
possível falta de oxigênio e a hipótese de que as cenas de desespero e
correria vistas em Manaus, em janeiro passado — quando a população
buscava balas do insumo para tentar salvar a vida daqueles que estavam
morrendo asfixiados nos leitos que deveriam salvá-los —, foram
reconhecidas pelo próprio ministério. Mas a falta de oxigênio não é a
única ameaça. Nota divulgada ontem pelo Conselho Federal de Farmácia
(CFF) faz um apelo à sociedade para que respeite as ações de combate à
pandemia, frisa a importância da vacinação e alerta para a falta de
medicamentos — “escassos ou indisponíveis por conta da pandemia. De
acordo com a entidade, já começa a haver o desabastecimento de
bloqueadores neuromusculares, sedativos e outros fármacos usados em
UTI’s.
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