MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

terça-feira, 23 de março de 2021

Consumidores tendem a valorizar alimentos produzidos na agrofloresta

 

PRETATERRA

Comunicado à Imprensa


O casal de engenheiros florestais Paula Costa e Valter Ziantoni ajuda a desvendar novo sistema produtivo

Quem vem primeiro: as árvores ou a agricultura? A agrofloresta é um sistema produtivo inspirado em ecossistemas naturais, bem diferente das conhecidas monoculturas, que começa a despertar interesse também no consumidor, cada vez mais atento à origem dos alimentos. Na prática, a presença de árvores ao lado da diversificação de cultivos beneficia tanto o produtor quanto o meio ambiente.

Para ajudar a entender essa transformação que se espalha pelas propriedades do Brasil e do mundo todo, os fundadores da PRETATERRA, os engenheiros florestais Paula Costa e Valter Ziantoni têm desmistificado e disseminado esse sistema produtivo. Ela, formada pela ESALQ/USP, é também bióloga pela UNESP e foi premiada pela Sociedade Brasileira de Silvicultura. Ele, especialista em Gerenciamento pela FGV, é também mestre em Agrofloresta pela Bangor University (Reino Unido). Juntos, eles já implementaram mais de 100 projetos em todo o território nacional e em outros continentes. A PRETATERRA,iniciativa que se dedica à disseminação de sistemas agroflorestais regenerativos pelo mundo, é há mais de cinco anos o maior e mais reconhecido hub de inteligência agroflorestal do mundo. Parte desse reconhecimento vem com a honra do convite de liderar a frente agroflorestal da Aliança pela Bioeconomia Circular, projeto global encabeçado pela família real Britânica, na pessoa de Sua Alteza Real, o Príncipe Charles.

Ao contrário da monocultura, a agrofloresta levanta a bandeira dos cultivos múltiplos, incluindo espécies perenes (árvores) na tradicional paisagem agrícola. Investir na biodiversidade tem se demonstrado um caminho inteligente para o produtor rural. Sítios e fazendas adaptadas têm produções que podem ser 60% maiores do que antes do novo modelo. Em uma área destinada à produção de hortaliças, por exemplo, é possível cultivar árvores frutíferas e florestais. “Diversificar o investimento prepara o agricultor para mudanças na Economia e amplia os mercados de atuação. Os benefícios são vistos em médio e longos prazos”, comenta Paula Costa.

O conceito de design replicável difundido pela PRETATERRA traz viabilidade para a agrofloresta  em larga escala. Isso significa transformar a paisagem em um sistema ecologicamente equilibrado, substituindo o  monocultivo por áreas biodiversas e perenes a partir da adoção de práticas regenerativas. A sistematização de designs permite que a agrofloresta possa ser implantada em qualquer bioma e em qualquer cultivo, de grãos à pecuária, em qualquer parte do planeta.

Valter Ziantoni explica: “Na agrofloresta, não agrupamos as plantas por tipo, mas por função. Posso colocar, por exemplo, duas árvores frutíferas entre duas árvores florestais. Os projetos se tornam ‘elásticos’, o que permite que um projeto pensado para o sul do País possa ser implantado também na Amazônia. Neste caso, trocaríamos a araucária por sumaúmasem alterar a funcionalidade e a lógica daquilo que chamamos de nicho funcional”.

As árvores, além de contribuírem com a renovação do solo e controle de temperatura, podem ser fontes de produtos como madeira serrada (o mais sustentável de todos os materiais de construção), lenha, carvão e celulose, e produtos florestais não madeireiros, como óleos e castanhas. “Os consumidores estão cada vez mais conscientes sobre a origem dos produtos que encontram em um supermercado. Já é uma realidade essa preferência pelo que é produzido de forma alinhada ao futuro do nosso planeta”, acrescenta Paula Costa.

Em um dos cases da PRETATERRA, em Avaré, no interior de São Paulo, foram plantadas mudas de Khaya grandifoliola, também conhecida como mogno africano. Convivendo com pés de café e banana nanica, essas árvores podem ser colhidas em 14 anos, o que abre caminho de uma renda extra para o agricultor agroflorestal. A lista de subprodutos com árvores também inclui: forragem, látex, fibras, óleos, resinas e frutos.

A alta densidade nutricional de uma planta está diretamente relacionada com a fertilidade do solo. “Uma planta que germina em solo fértil cresce, inclusive, mais resistente a insetos, bactérias, fungos, vírus, ácaros, nematoides e similares”, comenta Valter. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem cerca de 600 pragas quarentenárias identificadas. Elas são chamadas de ausentes porque ainda não foram identificadas em território brasileiro, mas 20 delas são chamadas de presentes e fazem estragos em produções como maçã, goiaba, milho, soja, banana, batata, dentre muitas outras. A agrofloresta pode reduzir o impacto dessas pragas em mais de 50%.

Sobre a PRETATERRA

Iniciativa que se dedica à disseminação de sistemas agroflorestais regenerativos, desenvolvendo designs replicáveis e elásticos, combinando dados científicos, informações empíricas e conhecimentos tradicionais com inovações tecnológicas, construindo um novo paradigma produtivo:sustentável, resiliente e duradouro.  

Na vanguarda da Agrofloresta, a PRETATERRA projetou, implementou e modelou economicamente o design agroflorestal que ganhou, em 2019, o primeiro lugar em Sustentabilidade do Prêmio Novo Agro, do Banco Santander e da ESALQ, com o case “Café dos Contos”, em Monte Sião (MG). Em 2018, a PRETATERRA ganhou o primeiro lugar em negócios inovadores no concurso de startups no Hackatown. Em 2021 a PRETATERRA passou a encabeçar a maior iniciativa regenerativa do mundo em sua frente Agroflorestal, a Circular Bioeconomy Alliance.

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