MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Polícia Federal identificou 5.616 ligações hackeadas

POLITICA LIVRE
Foto: Hélvio Romero/Estadão
Polícia Federal
A Operação Spoofing, que prendeu quatro suspeitos de hackearem o aplicativo Telegram dos celulares do ministro da Justiça Sérgio Moro, de delegados da Polícia Federal e de juízes, se aproveitaram de uma ‘vulnerabilidade da rede de telecomunicações comum a toda as operadoras’. A investigação identificou ‘5.616 ligações em que o número de origem era igual ao número de destino’. De acordo com a PF, o Telegram envia a seus usuários um código para que o serviço possa ser acessado pelo computador. A chave de acesso pode ser recebida via ligação telefônica. Para conseguir acessar o código dos usuários, os hackers clonaram os números das vítimas. Segundo a investigação, a edição de números telefônicos pode ser feita por meio de serviços de voz sobre IP – chamado VOIP – ou por aplicativos que permitem a modificação do número chamador. “O invasor então realiza diversas ligações para o número alvo, a fim de que a linha fique ocupada, e a ligação contendo o código de ativação do serviço Telegram Web é direcionada para a caixa postal da vítima”, relata a Spoofing. A Polícia Federal afirma que, no caso do ministro Sérgio Moro, foi usada a tecnologia VOIP – ‘que permite a realização de ligações via computadores, telefones convencionais ou celulares de qualquer lugar do mundo’. De acordo com a operação, o serviço foi prestado pela microempresa BRVOZ. “O cliente/usuário da BRVOZ utilizando a função ‘identificador de chamadas’ pode realizar ligações telefônicas simulando o número de qualquer terminal telefônico como origem das chamadas”, relata a investigação. “Apurou-se que os clientes BRVOZ e realizaram 5616 ligações em que o número de origem era igual ao número de destino”. Além de Moro, foram vítimas dos hackers o desembargador Abel Gomes (TRF2ª Região) e o juiz Flávio Lucas (18º Vara Federal do Rio de Janeiro), e os delegados de Polícia Federal Rafael Fernandes, de São Paulo, e Flávio Veitez Reis, de Campinas. A PF prendeu Walter Delgatti Neto, o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suellen Priscila de Oliveira e também Danilo Cristiano Marques. A Federal investiga supostos patrocinadores do grupo. Ao decretar a prisão temporária de quatro investigados, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.º Vara Federal de Brasília, apontou para a incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal do casal em dois períodos de dois meses – abril a junho de 2018 e março a maio de 2019 – movimentou R$ 627 mil com renda mensal de R$ 5.058. Leia mais no Estadão.
Estadão Conteúdo

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