Coluna de Alexandre Garcia, publicada pela Gazeta do Povo, agora muito otimista com Eduardo Bolsonaro:
Nesta segunda-feira (22), depois de umas pequenas férias, o ministro
da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro – que foi o grande juiz da
Lava Jato –, está voltando. Ele precisava de um descanso e foi para os
Estados Unidos com a família.
A licença dele esgotou e está voltando hoje sem precisar temer nenhum
processo depois da divulgação daquelas escutas criminosas. Nem ele, nem
Deltan Dallagnol, porque a Constituição no artigo 5.º dos “Direitos e
garantias individuais” diz no inciso 56: “São inadmissíveis no processo
provas obtidas por meios ilícitos”.
O ex-advogado-geral da União do governo Temer, o então ministro Fábio
Medina Osório, lembrou em um artigo desse domingo (21) que as
informações do The Intercept são inúteis para efeitos de processo. Mas
essas informações não são inúteis para responsabilizar os invasores e
seus parceiros. É bom a gente lembrar disso.
A economia dá bons sinais
Na terça-feira (23) o IBGE vai divulgar a previsão da inflação de
julho pelo IPCA 15. Em junho foi de 0,06%, a mais baixa para o mês nos
últimos 13 anos. Sorte nossa que a inflação esteja muito baixa porque
senão a gente poderia falar de estagflação, que é quando a economia
cresce pouco e a inflação fica alta. Mas não, a inflação está lá embaixo
e há uma perspectiva muito boa de crescimento econômico.
Exemplos disso são: o barateamento do gás, com a possibilidade de
comprar direito do distribuidor; a privatização de gasodutos, inclusive o
do gás da Bolívia; e o estímulo à economia com a liberação de 35% das
contas ativas do Fundo de Garantia.
Não se preocupe, a construção civil, porque os fundos de Previdência
abertos e fechados têm R$ 2 trilhões e há uma resolução do conselho
monetário que permite o financiamento da construção civil, ou seja, da
casa própria.
Tem mais acordos bilaterais com o Mercosul, Coreia do Sul e Canadá;
tem a simplificação tributária; tem mais liberdade na economia; e pode
haver mais um ciclo de flexibilização das leis trabalhistas, inclusive
com a desoneração da folha de pagamento para facilitar o emprego. O que
pode levar a um crescimento sustentado pela iniciativa privada. Esse é o
ideal.
Eduardo, um bom embaixador?
Eu falei aqui que o deputado Eduardo Bolsonaro não poderia abandonar
seus 1,84 milhão de eleitores e nem a CPI do Foro de São Paulo.
Ele me respondeu dizendo que a CPI do Foro de São Paulo é muito
importante, mas está difícil conseguir as assinaturas – já foi difícil
conseguir assinaturas para a CPI da UNE.
Contudo, disse também que, dos Estados Unidos, vai acompanhar a
atuação do Brasil não só como embaixador, mas também na ONU e na
Organização dos Estados Americanos que tem sede em Washington.
Eu fico pensando, como Eduardo é amigo do Trump, se ele passar a
frequentar a proximidade do presidente americano, já vai ser um grande
ganho na relação Brasil-EUA. Afinal, é a potência mais forte do mundo e
também a maior economia do mundo.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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