O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) teve expedida a ordem de
prisão nesta quarta-feira (10), pela Operação Cash Delivery. Perillo
foi candidato ao Senado de Goiás nestas eleições e não foi eleito no
último domingo (7). De acordo com a Globo News, ele não teve a ordem de
prisão determinada antes em decorrência das Lei Eleitoral que impede que
candidatos sejam presos. Perillo é suspeito de receber R$ 12 milhões de
propina da empreiteira Odebrecht, em um desdobramento das investigações
da operação Lava Jato, informou o Ministério Público Federal. Em nota, a
defesa de Perillo se diz "perplexa" com a prisão. "O Tribunal Regional
da Primeira Região ja concedeu 2 liminares para determinar a liberdade
de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões
de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente
um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por
determinação do TRF 1", diz. "Não há absolutamente nenhum fato novo que
justifique o decreto do ex-governador Marconi Perillo, principalmente
pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de
prisão neste momento", completa o texto.
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