MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

terça-feira, 9 de outubro de 2018

“A luta política deixa mágoas profundas” (que poderiam ser evitadas)


“A luta política deixa mágoas profundas” (que poderiam ser evitadas)
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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Antonio Rocha
Certa feita ouvi ou li o título acima e gravei. Desde então tenho acompanhado a assertiva e verifico, com tristeza, ser ela cada vez mais atual. Tenho 66 anos e constato que a atual eleição ganha disparada em matéria de intolerância partidária, ideológica e afins.
Noto que o Brasil está ficando dividido. Se antes a divisão era econômica, cultural, agora também é em outras áreas: laboral, educacional, familiar, religiosa e outras mais.
RADICALIZAÇÃO -Sou professor do Estado, na Baixada Fluminense e “acompanho” mais ou menos algumas famílias de colegas, alunos, funcionários e nunca presenciei, até então, o nível de raiva, discórdia e similares que vejo atualmente.
O mesmo presencio entre parentes e amigos virtuais em outros estados, nas chamadas redes sociais. Pessoas pedindo para serem cortadas/apagadas das listagens porque discordam da posição política do candidato que o outro defende.
Com frequência leio aqui na TI comentários dando a entender que todos ou quase todos os professores seguem o credo de Paulo Freire e são marxistas partidários. Não é verdade. O que esta eleição tem revelado é que os professores pensam muito diferentes entre si. Não há uma unanimidade ideológica/pedagógica.
SISTEMA WALDORF -De minha parte, esclareço que tenho simpatia pela Pedagogia Antroposófica, o sistema filosófico alemão de Rudolf Steiner chamado Waldorf. Com ingredientes do métodos inglês Summerhill e o português Escola da Ponte. As três aproximam-se da Pedagogia Zen-Budista.
Vou ilustrar o que escrevi o título. Uma determinada família da chamada classe média, na Baixada Fluminense, chegou às raias do radicalismo. O casal de idosos vota em Bolsonaro. A filha, o marido dela e a neta votam no PT. As provocações no Facebook foram tantas que mudaram de Estado (outros motivos contribuíram para a separação); bolsonaristas para um lado e lulistas para o outro. Não querem se ver, nem saber das respectivas caras.
TUDO PASSA – Budisticamente, eu então lembro que tudo passa, que tudo é impermanente, que tudo é ilusório. Mas pelo visto, a distância entre eles vai continuar, por causa da “mágoa” acima descrita. E sabemos que todos estes estados e estágios negativos fazem muito mal à saúde dos envolvidos.
Citei apenas um caso, mas conheço outros. Parece que é um carma negativo brabo do Brasil. Não estou defendendo nenhum dos dois lados da polêmica, mas sendo um seguidor da Filosofia Budista concordo com o Mestre Buda de que a razão, o equilíbrio, o discernimento está no meio, no centro. E as partes beligerantes devem sentar à mesa e conversar educadamente, sem paixões, assim a Nação ganha, caso contrário, todos perdemos.
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