Pessoa infectada teve contato com outras quatro em sala de emergência.
Todos os pacientes foram isolados e hospital aguarda resultado de testes.
Cinco pacientes estão isolados(Foto: Neiva Daltrozo / Secom)
A KPC quebra o efeito de medicamentos no organismo e exige o isolamento dos internos, já que é transmitida pelo contato.
Na sexta, o paciente infectado com KPC esteve na sala de emergência do Hospital Regional com mais quatro pessoas. A unidade de saúde informou que, imediatamente após a detecção, todos os cinco pacientes foram para leitos isolados, o serviço de controle de infecção hospitalar foi acionado, a sala de emergência foi fechada para desinfecção e o fluxo de pacientes foi controlado.
Por volta das 16h começou o trabalho de desinfecção na emergência. Conforme o hospital, a sala foi reaberta já no início da noite. Foi colhida cultura dos quatro pacientes que estavam no mesmo ambiente que a pessoa infectada para identificar se estão com a enzima.
O hospital aguardava o resultado dos testes no início da tarde deste sábado (27). Todos os cinco pacientes estão isolados. Este é o primeiro caso de KPC do ano na unidade. Em 2014, houve um surto da enzima em Joinville, mas no Hospital Municipal São José. Naquela ocasião, foram confirmados 16 casos.
Segundo o médico infectologista Fabio Gaudenzi de Faria, da Secretaria de Estado de Saúde, a tendência da transmissão é em ambientes hospitalares. "A superexposição e o uso abusivo de antibióticos cria resistências no organismo e causa a própria anulação dos efeitos dos medicamentos", afirma. O médico reforça que pessoas que já se encontram debilitadas, como as que passaram por cirurgias, têm maior tendência a sofrer o efeito da KPC.
"Geralmente ela se instala em local já afetado por outras doenças. O agravamento pode causar infecções como pneumonia, sepsis (infecção generalizada na corrente sanguínea) e doença no trato urinário", afirma. O médico alega que o risco de óbito é maior com a enzima. Em 2014, cinco pacientes que estavam com KPC morreram no Hospital São José.
Faria reforça que hábitos de higiene simples evitam a transmissão da bactéria. "Ela é carregada pelas mãos. É uma bactéria que não fica no ar. Precisa ser levada de uma pessoa a outra. Por isso o hábito de higiene é a solução para a prevenção da retransmissão", esclarece.
A KPC foi identificada no final dos anos 1990 e teve o primeiro caso computado no Brasil em 2006. Em 2010, médicos identificaram a enzima em Santa Catarina. A análise para a detecção do gene que codifica a enzima é feita no Rio de Janeiro, no Laboratório Fiocruz.
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