Problema na adenoide complicou quadro de saúde da adolescente, que há dois anos aguarda atendimento público
Vinicius MamedeA vida da jovem Claudiorrane Carvalho, de 14 anos, nunca foi fácil. Vítima de constantes convulsões, ela sempre teve problemas na escola e até em casa, onde precisa ser observada de perto pela mãe, a comerciante Selma de Carvalho Prado, de 47 anos.
Como se só os desmaios não fossem o bastante, a menina acabou por desenvolver também um problema na adenoide e hoje mal consegue dormir à noite por causa da dificuldade na respiração.
A mãe conta que tenta, há dois anos, conseguir a cirurgia de retirada das adenoides da menina por meio do sistema público de saúde, em Trindade. Como, infelizmente, não pode pagar pelo procedimento na rede particular, Selma declara ter de ver a filha ir mal nos estudos e não ter mais ânimo sequer para sair de casa. “Ela passa os dias deitada e já não consegue nem estudar”, diz.
Apesar de ter um pequeno comércio em frente de casa, Selma esclarece que vive de favor e que o pequeno estabelecimento foi o único meio encontrado pela família para manter, ao menos, a subsistência. “Quem chega aqui e vê essa pequena vendinha, em frente de casa, pode até pensar que temos dinheiro. Mas a verdade é que o pouco que fazemos aqu, mal é suficiente para nossas contas, que têm ficado cada vez maiores por causa dos remédios e de todos os gastos que temos para levar a Claudiorrane aos hospitais”, justifica.
Desespero
A situação é tão perturbadora que, apesar dos 14 anos, Claudiorrane não sabe ler nem escrever. Déficit de aprendizagem que a mãe dela acredita ser culpa das convulsões, que estão cada vez mais difíceis de ser controladas por causa dos problemas respiratórios. “Tenho certeza que esse problema é causado pela adenoide, pois deixamos até de comer em casa para não deixar ela sem os remédios”, informa ela sobre as drogas que nem sempre são encontradas na rede pública.
Selma declara que o maior medo da família hoje é o de que Claudiorrane acabe morrendo em uma dessas crises respiratórias, que têm se tornado cada vez mais constantes. “Há vezes em que ela se emborca toda e age como se estivesse afogando”, relata a mãe da garota. Como a menina fica bastante nervosa, inevitavelmente acaba sofrendo também com espasmos e crises convulsivas. “Como fico desesperada ao vê-la assim, o máximo que consigo fazer é chamar pelo pai dela ou gritar para que os vizinhos possam socorrê-la.”
A mãe ainda reclama de um possível descaso por parte da Prefeitura de Trindade no caso da menina. “Pois já são dois anos que estamos indo toda semana nos Cais da cidade com ela, e a única coisa que me dizem é que tenho que esperar em casa por uma ligação que nunca acontece”, acrescenta Selma.
Ajude
Avenida das Paineiras, Qd.87,
Lt. 23 – Setor Ponta Kayana,
em Trindade
Contato: (62) 9398-6081

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