O cachorro maltês já foi até para o psicólogo
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Priscila Seijo gasta em média R$ 660 por mês com o seu maltês, Fran (Foto: Acervo Pessoal)
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Até
o nome dele é chic: François. Para os mais íntimos, apenas Fran. O
maltês de Priscila Seijo, consultora de imagem, usa e abusa dos cuidados
da dona, sempre antenada em todas as novidades do mercado. "Confesso
que Fran é careiro". Porém, logo no pet shop, foi paixão à primeira
vista. "Sempre tive pavor de cachorro, mas quando o vi me apaixonei e
tive que perder o medo por causa disso".
Fran possui várias roupinhas e também diversos
acessórios. Mas é fã mesmo de sapatinhos. Na verdade são 12 ‘pares’, que
vieram diretamente de Miami. "Só sai para passear de sapatinho para não
sujar a patinha. Eu ainda tenho guardado de estoque mais 3 caixinhas
com 12".
Todo dia, Fran ainda ganha um presentinho por cada coisa certa que faz. "É sempre um biscoitinho ou alguma coisinha legal que vejo, não resisto e compro". Priscila afirma que gasta, e muito, com o cachorrinho, principalmente com saúde e higiene. Fran atualmente tem problemas no intestino, olhos, dentes e pele.
Todo dia, Fran ainda ganha um presentinho por cada coisa certa que faz. "É sempre um biscoitinho ou alguma coisinha legal que vejo, não resisto e compro". Priscila afirma que gasta, e muito, com o cachorrinho, principalmente com saúde e higiene. Fran atualmente tem problemas no intestino, olhos, dentes e pele.
Ao todo, precisa de oito tipos de remédios. A comida
custa R$ 82. O colírio, R$ 100. A solução bucal contra tártaro, R$ 78. O
shampoo, mais R$ 100. Os outros medicamentos somam R$ 300. No total: R$
660 por mês. Isso porque ainda não se falou das cirurgias que Fran já
fez. "Ele tirou três cistos: um no olho, um nas costas e outro na boca.
Tudo custou R$ 1.500", calcula.
E vai fazer ainda uma cirurgia de hérnia (R$ 6.500) e mais a castração (R$ 700), além do tratamento de tartarectomia, que leva R$ 1,5 mil por ano. "Eu gasto um milhão, dois, três, mas não vendo Fran por nada. É muito amor". O maltês já foi até para o psicólogo. Cada sessão custou R$ 45. "Ele queria morder todo mundo", justifica.
Se forem somados todos os gastos que Priscila teve com Fran ao longo de sua vida canina, mais o valor das cirurgias, chegamos a uma estimativa de R$ 56 mil. "Não medimos esforços. Tudo que ele precisa, independente do valor, a gente busca atender, porque Fran merece muito", derrete-se a dona.
E vai fazer ainda uma cirurgia de hérnia (R$ 6.500) e mais a castração (R$ 700), além do tratamento de tartarectomia, que leva R$ 1,5 mil por ano. "Eu gasto um milhão, dois, três, mas não vendo Fran por nada. É muito amor". O maltês já foi até para o psicólogo. Cada sessão custou R$ 45. "Ele queria morder todo mundo", justifica.
Se forem somados todos os gastos que Priscila teve com Fran ao longo de sua vida canina, mais o valor das cirurgias, chegamos a uma estimativa de R$ 56 mil. "Não medimos esforços. Tudo que ele precisa, independente do valor, a gente busca atender, porque Fran merece muito", derrete-se a dona.
Mesmo membro da família, pet continua a ser bicho
Para o médico veterinário que trabalha com psiquiatria veterinária, Stéfano Lima, a relação entre humanos e animais em termos de afeto e vínculo é realmente verdadeira. Porém, é necessário se respeitar os limites disso. "É válido ter a consciência de que a outra espécie não é um humano em miniatura e sim um animal, com sua própria personalidade e racionalidade também", explica. Segundo ele, o exagero está em humanizar o animal. "Isto pode gerar vários transtornos, inclusive os de ansiedade, estresse e frustrações, que ocasionam ainda doenças somatizadas, principalmente as de pele e ouvido".
A sensação de apego é normal, mas é importante tratar cada espécie com suas necessidadades particulares, sem agredir a natureza do bicho. "É fundamental manter a qualidade de vida e a saúde psicológica do animal", considera Lima.
Antes de pensar em criar um pet em casa, o médico veterinário recomenda alguns cuidados. Em primeiro lugar é preciso tempo disponível. "O dono tem que dispor de tempo para dar atenção, alimentar, passear, brincar, levar ao veterinário. Não é uma rotina fácil". Nesse sentido, se faz necessário um planejamento familiar. Todos na casa estão de acordo em receber um novo bichinho? "É uma escolha que, de uma forma ou de outra, irá impactar na vida de todos". Outro fator indispensável: espaço. "Se eu moro em um quarto e sala é melhor pensar em um pássaro, ou em um peixe e não em um labrador, por exemplo", aconselha.
O estilo de vida do futuro dono também é determinante. "Escolha um animal que realmente combina com você e não só pela beleza ou pela moda". Entre comprar ou adotar um bichinho, Stéfano é a favor da adoção. "Um animal sem raça definida é mais resistente a doenças, adapta-se melhor ao ambiente e criam vínculos mais fortes com o seu dono", defende o médico.
Para o médico veterinário que trabalha com psiquiatria veterinária, Stéfano Lima, a relação entre humanos e animais em termos de afeto e vínculo é realmente verdadeira. Porém, é necessário se respeitar os limites disso. "É válido ter a consciência de que a outra espécie não é um humano em miniatura e sim um animal, com sua própria personalidade e racionalidade também", explica. Segundo ele, o exagero está em humanizar o animal. "Isto pode gerar vários transtornos, inclusive os de ansiedade, estresse e frustrações, que ocasionam ainda doenças somatizadas, principalmente as de pele e ouvido".
A sensação de apego é normal, mas é importante tratar cada espécie com suas necessidadades particulares, sem agredir a natureza do bicho. "É fundamental manter a qualidade de vida e a saúde psicológica do animal", considera Lima.
Antes de pensar em criar um pet em casa, o médico veterinário recomenda alguns cuidados. Em primeiro lugar é preciso tempo disponível. "O dono tem que dispor de tempo para dar atenção, alimentar, passear, brincar, levar ao veterinário. Não é uma rotina fácil". Nesse sentido, se faz necessário um planejamento familiar. Todos na casa estão de acordo em receber um novo bichinho? "É uma escolha que, de uma forma ou de outra, irá impactar na vida de todos". Outro fator indispensável: espaço. "Se eu moro em um quarto e sala é melhor pensar em um pássaro, ou em um peixe e não em um labrador, por exemplo", aconselha.
O estilo de vida do futuro dono também é determinante. "Escolha um animal que realmente combina com você e não só pela beleza ou pela moda". Entre comprar ou adotar um bichinho, Stéfano é a favor da adoção. "Um animal sem raça definida é mais resistente a doenças, adapta-se melhor ao ambiente e criam vínculos mais fortes com o seu dono", defende o médico.


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