"Ele leu tudo e também ficou sem entender como ele poderia estar vivo agora", disse tia de paciente
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Waldelúcio estava vivo dentro de necrotério do hospital
(Foto: Acervo Pessoal) |
Médico patologista, Marco Antonio Almeida, do Cremeb, não crê em milagre e considera que o caso pode ser catalepsia – doença que deixa os músculos rígidos e é difícil definir os sinais vitais.
“Não acredito em milagre, não. Acredito e
desacredito no ser humano. É diferente. Esses casos de morte aparente,
ou catalepsia, são muito controversos na medicina. Não conheço nenhum
caso. Em 34 anos de profissão, já fiz várias necropsias e nunca vi
nenhum caso (parecido)”, garante o médico.
No entanto, o
conselheiro corregedor também diz não entender como um paciente assim
como Valdelúcio, que precisava de traqueostomia para respirar, conseguiu
passar quase duas horas sem nenhum tipo de aparelho.
“Se ele realmente estivesse dependente da ventilação
mecânica, com duas horas, ou muito menos que isso, ele teria morrido.
Pelo que eu soube, ele ficou independente da respiração assistida e
reagiu bem”, comenta. Para esclarecer as dúvidas, apenas tendo acesso ao
relatório emitido pelo Menandro de Farias. O prontuário foi entregue
pela família ao Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce, na
segunda-feira (25).
Segundo Áurea Gonçalves, a tia de Valdelúcio, o
médico que acompanhava o tratamento de Valdelúcio anteriormente teve
acesso ao relatório e ficou espantado com o que viu. “Ele leu tudo e
também ficou sem entender como ele poderia estar vivo agora”, descreve.
A assessoria de comunicação da Osid informou ontem que a entidade não
irá se pronunciar sobre o assunto.

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