Brasil quer atrair farmacêuticas para produzirem vacinas no país
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Foto: Gabriel Albuquerque/ MRE
O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França,
aproveitou a Cúpula Global de Saúde do G20 (grupo das 20 maiores
economias mundiais), que ocorre hoje (21) de forma remota, para tentar
atrair, para o Brasil, o investimento financeiro de empresas
farmacêuticas internacionais.
“Estamos prontos
para firmar novas parcerias com empresas interessadas em produzir no
Brasil, beneficiando-se de nossas instalações industriais, força de
trabalho e experiência no desenvolvimento, produção e distribuição de
vacinas”, disse França ao participar da abertura do evento que reúne
líderes políticos do G20, chefes de organismos internacionais e
empresários. Em seu discurso representando o Brasil no encontro, França
declarou que a cooperação internacional será essencial para que o mundo
supere a pandemia da covid-19, e que as empresas farmacêuticas têm um
papel “essencial” neste processo.
“Para
acelerar o processo global de vacinação e fortalecer o combate ao novo
coronavírus, o Brasil defende a adoção de medidas concretas para
fortalecer a produção internacional de vacinas, medicamentos e
equipamentos em um grande número de países em desenvolvimento, bem como a
facilitação de acordos e a transferência de tecnologias”, acrescentou o
chanceler.
França acenou aos executivos
farmacêuticos estrangeiros destacando que o Brasil não só possui um dos
maiores sistemas de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde
(SUS), como tem projetos para ampliar a capacidade produtiva nacional,
como o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde que a Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do
Estado do Rio de Janeiro (Codin) estão construindo na zona oeste do Rio
de Janeiro.
“Estamos investindo na aceleração
de nossa capacidade produtiva com a construção do complexo do [bairro
de] Santa Cruz, no Rio de Janeiro, que será o maior polo biofarmacêutico
da América Latina. E também planejamos instalar, futuramente, no país,
um laboratório do mais alto nível de biossegurança”, comentou o
ministro.
Admitindo que o Brasil ainda precisa
de assistência internacional para lidar com a pandemia, França agradeceu
o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos países que têm
colaborado com vacinas, medicamentos, equipamentos e outros insumos
hospitalares. Mas também criticou as desigualdades entre nações na
distribuição dos suprimentos.
“Infelizmente, o
acesso equitativo às vacinas, testes e tratamentos com que nós, membros
[de organismos internacionais], nos comprometemos a fim de garantir que
ninguém ficasse para trás, ainda não é uma realidade”, lamentou França.
“Enquanto alguns países ricos têm abundância de vacinas, os países menos
desenvolvidos estão sofrendo as consequências da pressão sobre seus
sistemas de saúde, sem o mesmo acesso aos suprimentos e tratamentos
existentes.”
Fonte: Agência Brasil
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