“Los hermanos” têm a sua própria casa da moeda mas, usando toda a sua capacidade instalada, ela não está dando conta de produzir tanto dinheiro. Fernão Lara Mesquita, via Vespeiro:
A
Casa da Moeda do Brasil fechou contrato para imprimir o peso argentino.
Com o nível “século 20” da inflação lá, mais uma conquista do
kirchnerismo da especial predileção da dupla Lula/Dilma e outros
expoentes do “progressismo” pátrio, o peso argentino requer edições de
“best seller”. “Los hermanos” têm a sua própria casa da moeda mas,
usando toda a sua capacidade instalada, ela não está dando conta de
produzir todo o dinheiro impresso “que a pandemia tornou necessário”.
Assim, nossa “viuva” vai imprimir 400 milhões de cédulas para eles, o
que dará uma receita de US$ 20,6 milhões, o bastante para fechar o ano
no azul depois de três seguidos de prejuízos.
Isto, é claro, no caso da Argentina vir a pagar a conta…
Poucos
brasileiros sabem disso hoje, mas o Brasil é um aprendiz da Argentina.
Getulio Vargas, que implantou esse sistema de corrupção de um povo
inteiro pela base que é a nossa “Justiça do Trabalho” de cartas
marcadas, copiou tudo de seu ídolo Juan Domingo Perón. Trocado em miúdos
esse tipo de “trabalhismo” equivale a acender um imenso anuncio
luminoso nos céus da nação convocando o povinho mais miúdo: “Minta,
traia (o seu empregador), corrompa-se que o governo garante” que
arrebentou o país não só econômica mas, principalmente moralmente.
Essa
é a principal explicação para existir no Brasil mais “escolas de
direito” que no resto do mundo inteiro somado (confira, não é fake não).
Um vasto contingente delas forma “advogados” que nunca leram um livro,
mas são encontráveis nas mesas de todos os botequins do país encostando
em trabalhadores lá de baixo da escala para cochichar-lhes nos ouvidos:
“Tá com dificuldade? Não consegue resgatar aquele carnezinho? Vai ter de
devolver a moto que comprou usada? Sai dessa, mano! Vamos tomar um
dinheiro daquele otário do teu patrão. É garantido. Você não arrisca
nada e a gente racha o resultado”…
Esquemas
como esse, que a reforma trabalhista mal-e-mal privou dos seus dentes
mais agressivos, estão garantidos pela Constituição de 1988 o que enseja
a editorialistas, “especialistas amestrados” que dão entrevistas
diariamente pelo país afora, assim como às OABs da vida, defende-los
como elementos intocáveis do nosso “estado democrático de direito”.
Como
dona original da ideia em parceria com a Itália de Mussolini, a
Argentina está sempre uma ou duas gerações à frente do Brasil nesse
processo deletério de socialização da corrupção. Quando eu ainda
militava nas redações, no tempo em que jornais como O Estado de S. Paulo
ainda eram contra a censura, nos momentos em que a barra no Brasil se
tornava muito deprimente, eu dizia pro pessoal: “Leiam os jornais da
Argentina durante uma semana e vocês acabarão acreditando que o Brasil é
quase uma Inglaterra”.
Mas a distância está encurtando…
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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