MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Supremo em silêncio vergonhoso; até agora, apenas Marco Aurélio apoiou Toffoli


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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)
Carlos Newton
Pode-se dizer que o Supremo Tribunal Federal se transformou numa “Fogueira das Vaidades”, parodiando a obra do genial escritor americano Tom Wolfe, especialmente depois que colocaram a TV Justiça transmitindo as sessões ao vivo. Foi a partir daí que se exacerbaram os pecados capitais que caracterizam o dia a dia dos ministros, como ostentação, jactância, futilidade, gabarolice, orgulho, futilidade e bazófia.
Sob o acompanhamento atento das câmaras de TV, as sessões de julgamento de temas importantes, capazes de despertar maior repercussão, se tornaram intermináveis. Cada voto leva mais de uma hora, com citações em latim e outras línguas mortas ou vivas, uma chatice.
DUAS BANCADAS – Em meio a esses espetáculos de suposta erudição e sabedoria, o excelso tribunal se apresenta dividido em duas bancadas de cinco integrantes cada, com o ministro restante funcionando como coringa e desempatando o jogo, seja para um lado ou para o outro.
Interessante notar que essa separação não ocorre por divergências ideológicas ou culturais. O fator que divide as bancadas é de ordem doutrinária. Um desses grupos defende a “descriminalização da política”, uma justificativa que encontraram para alegar que caixa 2 é prática normal, não caracteriza abuso de poder econômico e a corrupção política deve ser aceitável para facilitar obras públicas, vejam a que ponto de desfaçatez chegamos.
Como não têm coragem de assumir essas baixezas, esses ministros preferem se declarar “garantistas”, alegando que defendem o cumprimento da lei nos mínimos detalhes, para “garantir segurança jurídica” ao país, desde que a interpretação das normas jurídicas coincida com seus objetivos de descriminalização da política e licenciamento da corrupção.
CONTRA A CORRUPÇÃO – A outra suprema bancada, que se opõe a esse estado de coisas, é formada pelos cinco ministros que são claramente a favor do combate direto à corrupção, sem subterfúgios. Em tradução simultânea, para facilitar o entendimento da situação, pode-se classificar essas duas bancadas como (1) contra e (2) a favor da Laja Jato. Simples assim.
Neste momento entramos na fase de decisão. Exatamente como ocorreu na Itália com a operação Mãos Limpas na década de 90, a Lava Jato passou a enfrentar um ataque em massa. Não foi por mera coincidência que tenham surgido, simultaneamente, as denúncias do The Intercept, os recursos em massa para libertar Lula da Silva e a decisão de Dias Toffoli neste recurso de alcance amplo, geral e irrestrito.
O movimento contra a Lava Jato reúne forças sinistras e maquiavélicas que se unem com o mesmo objetivo de libertar corruptos como Lula, Dirceu, Cunha, Paulo Preto e Vaccari, além de evitar a prisão de outros envolvidos, como Temer, Aécio, Moreira, Padilha, Renan, Juca e o resto da gangue pluripartidária.
MÃOS SUJAS – Na Itália, o movimento contra a operação Mãos Limpas acabou saindo vitorioso, o megacorrupto Silvio Berlusconi assumiu o poder e o país jamais se livrou de suas máfias criminosas e políticas.
Duas décadas depois da derrocada da Mãos Limpas, aqui no Brasil chegamos à hora da verdade. Para facilitar o correto conhecimento das forças que se antepõem, é conveniente que cada um dos brasileiros defina se é a favor ou contra a Lava Jato, porque estamos num país cada vez mais bipolar, no mau sentido.
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