Um dos presos pela Operação Spoofing por um suposto ataque
hacker contra autoridades, entre elas o ministro da Justiça, Sergio
Moro, Walter Delgatti Neto, 30, dizia que era “investidor” e, pelo menos
uma vez, afirmou ter uma conta bancária na Suíça. Ele gostava de se
vangloriar sobre suas supostas conexões em Araraquara (SP) e fingia ser
aluno de medicina na USP, o que não era verdade. É o que revelam
documentos e depoimentos do próprio Delgatti em inquéritos e processos
de que já foi alvo. Em 2015, ele afirmou ter uma renda mensal de R$
4.000 e o segundo grau completo. Delgatti tinha uma arma de ar
comprimido, do tipo “air soft”, que parecia uma arma de verdade. Gostava
de exibi-la, segundo ele, porque temia ser alvo de ladrões. Nesse mesmo
ano, possuía dois carros, um BMW e um utilitário Hyundai Santa Fe,
avariados em acidentes de trânsito mas que, para Delgatti, poderiam
atrair atenção de bandidos.
Delgatti foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua casa, também em 2015, depois que uma garota de 17 anos, então namorada de seu irmão, o acusou de tê-la dopado e estuprado – ela depois refez seu primeiro depoimento. A delegada de polícia encarregada de cumprir o mandado, Meirilene de Castro Rodrigues, escreveu em relatório que Delgatti teve uma postura desafiante ao receber os policiais em seu apartamento em Araraquara. “O investigado Walter calmamente informou que já havia visto o mandado [de busca e apreensão], dizendo ainda, sarcasticamente: ‘Eu estava esperando por vocês'”.
Quando indagado sobre como sabia do mandado, Delgatti disse que era “uma pessoa influente” e que havia recebido o mandado escaneado “em seu notebook, há dois dias”, e que tinha “amigos no fórum e policiais”, que era amigo de um promotor de Justiça e conhecia uma juíza. Para explicar como teve acesso ao documento, Delgatti mostrou um outro mandado, expedido contra seu irmão, Wisllen, “e mostrou tal documento na tela do seu notebook”.
Delgatti foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua casa, também em 2015, depois que uma garota de 17 anos, então namorada de seu irmão, o acusou de tê-la dopado e estuprado – ela depois refez seu primeiro depoimento. A delegada de polícia encarregada de cumprir o mandado, Meirilene de Castro Rodrigues, escreveu em relatório que Delgatti teve uma postura desafiante ao receber os policiais em seu apartamento em Araraquara. “O investigado Walter calmamente informou que já havia visto o mandado [de busca e apreensão], dizendo ainda, sarcasticamente: ‘Eu estava esperando por vocês'”.
Quando indagado sobre como sabia do mandado, Delgatti disse que era “uma pessoa influente” e que havia recebido o mandado escaneado “em seu notebook, há dois dias”, e que tinha “amigos no fórum e policiais”, que era amigo de um promotor de Justiça e conhecia uma juíza. Para explicar como teve acesso ao documento, Delgatti mostrou um outro mandado, expedido contra seu irmão, Wisllen, “e mostrou tal documento na tela do seu notebook”.
Folhapress
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