O apoio popular ao ex-juiz Sergio Moro e a reforma da Previdência são
visíveis nas ruas. Eu não olho mais essas pesquisas de opinião porque
depois do que eu vi nas eleições eu fiquei com o pé atrás. Coluna de
Alexandre Garcia, via Gazeta do Povo:
Reforma da Previdência na pauta. Eu fico lembrando dos tempos de
Temer em que estava dando tudo certo e aí chamaram o Joesley. Será que
não chamaram o tal do The Intercept exatamente para ver se não dava
certo a reforma da Previdência, as outras reformas e a Lava Jato
principalmente? Só que não está dando...
O apoio popular ao ex-juiz Sergio Moro e a reforma da Previdência são
visíveis nas ruas. Eu não olho mais essas pesquisas de opinião porque
depois do que eu vi nas eleições eu fiquei com o pé atrás.
A gente vê que os partidos estão quase unânimes. O PT e o Psol
contra; o PSL, o PSDB, o DEM, o MDB e outros partidos votaram para
reformar realmente a Previdência. Alguns partidos se dividiram, como o
PDT e o PSB. Mas não tem saída: é uma questão prática.
Há uma presença muito grande de deputados, isso é louvável. Há um
trabalho muito grande do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é
louvável também.
Em cima da proposta do presidente Bolsonaro de mudar a Previdência
para que ela consiga sobreviver e existir em um momento em que as
pessoas estão vivendo mais e tem mais recursos médicos para trabalhar
por mais tempo. Senão a conta não vai fechar: tem cada vez mais
aposentado e cada vez menos gente contribuindo para Previdência.
Outras boas notícias
A inflação de junho foi de 0,01%. Uma coisa incrível. Isso aconteceu
graças aos transportes e à alimentação que seguraram a inflação. Neste
ano, o total no semestre fechou com 2,23%. Se eu pensar que há alguns
anos a inflação era de 84% ao mês, e agora em seis meses é de 2,23% é
uma grande conquista.
O Banco Central já até pode cortar a Selic que é a taxa básica de juros, talvez ela caia para 5,5% ou para 5,0% ao ano.
A outra boa notícia é que foi aprovado na Comissão de Assuntos
Sociais, no Senado, um projeto de lei que obriga fazer uma avaliação
periódica do desempenho do funcionário público - ou melhor dizendo, o
funcionário do público.
O projeto prevê a avaliação da produtividade, a frequência, a
assiduidade e a competência. Com isso, vão ser demitidos os que não
servem para servir o público. O projeto já vai para plenário com carimbo
de urgente.
Outra questão
Duas reformas tributárias estão sendo tratadas nesse momento. Elas
são mais ou menos parecidas. A de Paulo Guedes, que está na Câmara já
formando Comissão para tocar para frente, e a do deputado Luiz Carlos
Hauly (PSDB-PR), que os senadores assinaram.
Ambas falam de imposto único, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado),
que pacifica - com algumas alíquotas diferenciadas - a famosa guerra
fiscal que atrapalha o sistema tributário, porque os estados querem o
melhor para si.
Os estados e os municípios estão quebrados - não todos, graças a bons
administradores. Mas, enfim, essas reformas vêm no momento em que se
pede socorro a um país que, depois do governo Dilma, estava com 12
milhões de desempregados. Está na hora de estimular isso.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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