A carga com cerca de 71,5 toneladas foi transportada de Vitória da
Conquista para Simões Filho em quatro carretas e totalmente destruída
numa empresa especializada em destinação de resíduos
Mais de 2,5 milhões de maços de cigarros avaliados em mais de 12 milhões de reais foram destruídos pela Receita Federal na Bahia nos últimos 30 dias.
A carga com cerca de 71,5 toneladas foi transportada de Vitória da Conquista para Simões Filho em quatro carretas e totalmente destruída numa empresa especializada em destinação de resíduos.
Lá os cigarros foram triturados duas vezes e misturados a outros resíduos. O processamento funciona da seguinte forma: os materiais são triturados e misturados, observando alguns procedimentos, como medidas de PH, cloro, umidade, poder calorífico, tamanho etc., de modo que possam ser absorvidos pelos fornos da indústria de cimento, onde são queimados a 1.400 graus, gerando energia para a fabricação do cimento. O que sobra de cinzas, cerca de 3 a 5%, é utilizado no próprio cimento.
Os cigarros estrangeiros foram apreendidos pela Receita Federal por terem sido introduzidos clandestinamente no país.
O contrabando de cigarros acarreta elevadas perdas de arrecadação tributária e afeta diretamente a indústria nacional pela concorrência desleal. Também acaba sendo utilizado para financiar o crime organizado, que encontra no comércio ilegal de cigarros uma fonte lucrativa de renda para condução de diversas outras atividades ilícitas.
É importante destacar que diversos laudos técnicos têm demonstrado, na composição dos cigarros provenientes do contrabando, altos teores de alcatrão e nicotina e a presença de diversos componentes danosos à saúde do consumidor, como resíduos de insetos, de plástico e de inseticidas há mais de 20 anos proibidos no país por serem cancerígenos.
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