Ana Amélia faz alerta sobre ameaças de Lula vindas diretamente da prisão
02/12/2018 às 21:54 JORNAL DA CIDADE ONLINE
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva age verdadeiramente como chefe de quadrilha.
De dentro da prisão, o famigerado meliante, corrupto e lavador de dinheiro, discorre uma série de infâmias e ameaças.
A senadora Ana Amélia, sempre atenta e diligente, fez um importante alerta sobre a nova manifestação do petista.
Eis o texto:
“Bom
dia, amigos! Em carta aos líderes petistas, o ex-presidente Lula, da
prisão em Curitiba, dispara sua metralhadora verbal contra as
instituições, a Lava Jato e o presidente eleito Jair Bolsonaro!
Não
bastaram provas contundentes, nem o testemunho de Antonio Pallocci que
presenciou a liderança do réu no comando do Petrolão, para impedir a
sobrevivência da narrativa da “perseguição política”.
Nessa
carta, Lula, por conveniência, não escreve uma linha com autocrítica e
chega ao ponto de proclamar que o “povo deu ao PT a missão de defender a
democracia”.
Que tipo de democracia quer o PT que não aceita o contraditório e sequer respeita o resultado soberano das urnas?
O papel da oposição é criticar, fiscalizar e contribuir para tirar o Brasil do atoleiro criado pelo PT!
Mas não é isso que Lula e seus aliados querem!
Estão ameaçando com ações para desestabilizar o novo governo!
A sociedade não tolerará essa radicalização!”
Abaixo, a íntegra da carta de Lula:
“Companheiras e companheiros,
Do
fundo do meu coração, agradeço por tudo o que fizeram neste processo
eleitoral tão difícil que vivemos, absolutamente fora da normalidade
democrática. Quero que levem meu abraço e minha gratidão a cada
militante do nosso partido, pela generosidade e coragem diante da mais
sórdida campanha que já se fez contra um partido político neste país.
Agradeço
à companheira Gleisi Hoffmann e a toda a nossa direção nacional, por
terem mantido o PT unido em tempos tão difíceis; por terem sustentado
minha candidatura até as últimas consequências e por terem se engajado
totalmente, com muita força, na candidatura do companheiro Fernando
Haddad.
Agradeço ao companheiro Fernando Haddad por ter se
entregado de corpo e alma à missão que lhe confiamos. Ele enfrentou com
dignidade as mentiras, a violência e o preconceito. Saiu das eleições
como um líder brasileiro reconhecido internacionalmente.
Agradeço à companheira Manuela D’Ávila e aos partidos que nos acompanharam com muita lealdade nessa jornada.
Saúdo
os quatro governadores que elegemos, em especial a companheira Fátima
Bezerra, e também os que não conseguiram a reeleição mas não desistiram
da luta nem dos nossos ideais. Saúdo os senadores e deputados eleitos e
todos os que, generosamente, se lançaram candidatos, fortalecendo a
votação em nossa legenda.
A luta extraordinária de vocês nos levou
a alcançar 47 milhões de votos no segundo turno. Apesar de toda
perseguição, de todas as tramoias que fizeram contra nós, o PT continua
sendo o maior e mais importante partido popular deste país. E isso nos
coloca diante de imensas responsabilidades.
O povo brasileiro nos
deu a missão de manter acesa a chama da esperança, o que significa a
defesa da democracia, do patrimônio nacional, dos direitos dos
trabalhadores e do povo que mais precisa. Tudo isso está ameaçado pelo
futuro governo, que tem como objetivo aprofundar os retrocessos
implantados por Michel Temer a partir do golpe que derrubou a
companheira Dilma Rousseff em 2016.
Esta não foi uma eleição
normal. O povo brasileiro foi proibido de votar em quem desejava, de
acordo com todas as pesquisas. Fui condenado e preso, numa farsa
judicial que escandalizou juristas do mundo inteiro, para me afastar do
processo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral rasgou a lei e
desobedeceu uma determinação da ONU, reconhecida soberanamente em
tratado internacional, para impedir minha candidatura às vésperas da
eleição.
Nosso adversário criou uma indústria de mentiras no
submundo da internet, orientada por agentes dos Estados Unidos e
financiada por um caixa dois de dimensões desconhecidas, mas certamente
gigantescas. É simplesmente vergonhoso para o país e para a Justiça
Eleitoral que suas contas de campanha tenham sido aprovadas diante de
tantas evidências de fraude e corrupção. É mais uma prova da
seletividade de um sistema judicial que persegue o PT.
Se alguém
tinha dúvidas sobre o engajamento político de Sergio Moro contra mim e
contra nosso partido, ele as dissipou ao aceitar ser ministro da Justiça
de um governo que ajudou a eleger com sua atuação parcial. Moro não se
transformou no político que dizia não ser. Simplesmente saiu do armário
em que escondia sua verdadeira natureza.
Eu não tenho dúvida de
que a máquina do Ministério da Justiça vai aprofundar a perseguição ao
PT e aos movimentos sociais, valendo-se dos métodos arbitrários e
ilegais da Lava Jato. Até porque Jair Bolsonaro tem um único propósito
em mente, que é continuar atacando o PT. Ele não desceu do palanque e
não pretende descer. Temos de nos preparar para novos ataques, que já
começaram, como vimos nas novas ações, operações e denúncias arranjadas
que vieram neste primeiro mês depois das eleições.
Jair Bolsonaro
se apresentou ao país como um candidato antissistema, mas na verdade ele
é o pior representante desse sistema. Foi apoiado pelos banqueiros,
pelos donos da fortuna; foi protegido pela Rede Globo e pela mídia, foi
patrocinado pelos latifundiários, foi bancado pelo Departamento de
Estado norte-americano e pelo governo Trump, foi apoiado pelo que há de
mais atrasado no Congresso Nacional, foi favorecido pelo que há de mais
reacionário no sistema judicial e no Ministério Público, foi o
verdadeiro candidato do governo Temer.
Não teve coragem de
participar de debates no segundo turno, de confrontar conosco suas
ideias para a economia, o desenvolvimento, a geração de empregos, as
políticas sociais, a política externa. E vai executar um programa
ultraliberal, de entreguismo e privatização, que não foi apresentado aos
eleitores e muito menos aprovado nas urnas.
Ele explorou o
desespero das pessoas com a violência; a indignação com a corrupção e a
decepção com os políticos. Mas não tem respostas concretas para nenhum
desses desafios. Primeiro porque a proposta dele para segurança é armar
as pessoas, o que só vai aumentar a violência. Segundo, porque Sergio
Moro e a Lava Jato premiaram os corruptos e corruptores da Petrobrás. A
maioria está solta ou em prisão domiciliar, gozando as fortunas que
roubaram. E por fim, Bolsonaro é, de fato, o representante do sistema
político tradicional, que controla a economia e as instituições no país.
As
mesmas pessoas que elegeram Bolsonaro vão julgá-lo todos os dias, pelas
promessas que não vai cumprir e pelo que vai acontecer em nosso país.
Temos de estar preparados para continuar construindo, junto com o povo,
as verdadeiras soluções para o Brasil, pois acredito que, por mais que
queiram, não vão conseguir destruir nosso país.
O PT nasceu na
oposição, para defender a democracia e os direitos do povo, em tempos
ainda mais difíceis que os de hoje. É isso que temos de voltar a fazer
agora, com o respaldo dos nossos 47 milhões de votos, com a
responsabilidade de sermos o maior partido político do país.
E
como diz a companheira Gleisi, não temos de pedir desculpas por sermos
grandes, se foi o eleitor que assim decidiu. Queremos e devemos atuar em
conjunto com todas as forças da esquerda, da centro-esquerda e do campo
democrático, num exercício cotidiano de resistência.
Temos de
voltar às ruas, às fábricas, aos bairros e favelas, falar a linguagem do
povo, nos reconectar com as bases, como disse o Mano Brown. Não podemos
ter medo do futuro porque aprendemos que o impossível não existe.
Até o dia do nosso reencontro, fiquem com um grande abraço do Luiz Inácio Lula da Silva”
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