Se
antes já era um problema, agora é uma catástrofe. O BNDES se tornou um
banco voltado para o desperdício do dinheiro público com a chegada do PT
ao poder.
Entre os protagonistas que contribuíram para essa
desgraça está o ex-ministro do Planejamento e da Fazenda dos governos
Lula/Dilma, Guido Mantega, principal conselheiro econômico do governo e
autor da frase “estelionato eleitoral” para criticar o Plano Real,
bandeira da eleição do “sociólogo” Fernando Henrique Cardoso à
presidência da República.
Depois que deixou o Planejamento,
Mantega foi ser presidente do BNDES, até assumir a pasta da Fazenda no
lugar de Antonio Palocci, onde quebraria o recorde como o mais longevo
ministro da história da República. Permaneceu tanto tempo na pasta que
se tornou um dos principais protagonistas da atual crise econômica e
financeira do país.
Acusado de ter realizado - juntamente com o
secretário do Tesouro Arno Augustin -, as fraudes fiscais que agora
aguardam julgamento no Tribunal de Contas da União (TCU), deixou o
governo praticamente demitido, face sua desastrada gestão, não sem antes
tentar apagar sua passagem pela presidência do BNDES.
Ao sair do
banco para a Fazenda, Mantega indicou para substituí-lo o companheiro
Luciano Coutinho, que utilizou os mesmos critérios para a concessão de
créditos a países e empresas falidas. Ele e Coutinho, entre 2007 a 2014,
praticamente destruíram o banco. Agora respondem a processos para
explicar a devassa com o dinheiro público.
A dupla ainda colaborou
para a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que
ganharia cada vez mais importância como plataforma política. De tão
badalado, conseguiu eleger Dilma Roussef sucessora de Lula.
O
grande financiador do PAC foi o BNDES, cujos ativos saltaram, entre
dezembro de 2008 a dezembro de 2014, de R$ 272 bilhões para R$ 871
bilhões, face a grande injeção de dinheiro do Tesouro fornecida pelos
dois governos petistas.
Essa expansão permitiu a maior e a
mais desenfreada concessão de crédito fornecida por um banco público.
Foi nessa época que o BNDES começou a fornecer recursos para algumas
ditaduras, a exemplo da Venezuela e Cuba. Desta última recebeu pesos
cubanos como garantia do empréstimo para a construção do Porto de
Mariel.Dinheiro para gastar era o que não faltava. Entre 2009 e
2014 o aporte de caixa do Tesouro foi R$ 450 bilhões, representando um
salto de 4.500% em relação aos R$ 9,9 bilhões recebidos em 2009. Essa
dinheirama representava mais de 8% do PIB e 17,3% da dívida pública
federal, acima dos 3 trilhões de reais. Considerando que o governo paga
juros superiores à Selic e o banco empresta dinheiro cobrando juros
menores que a inflação, o povo acaba subsidiando os aproveitadores do
dinheiro público numa quantia superior a 35 bilhões anuais.
O
presidente eleito, Jair Bolsonaro, diante de tanto descalabro, resolveu
abrir os sigilos do banco tão logo assuma o governo, em janeiro.
Nas redes sociais ele usou a expressão “abrir a caixa-preta” para atender ao “anseio” do povo.No
Twitter, escreveu: Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato
determinado a abrir a caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o
que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que esse é um
anseio de todos”. Não contente com isso, acrescentou: “Vamos abrir
todos os sigilos do BNDES, sem exceção. É o dinheiro do povo e nós temos
que saber onde está sendo usado”. O
BNDES está sendo alvo de investigações da Polícia Federal, sendo que,
em uma delas, o desfecho foi indiciar Mantega, Palocci, Luciano Coutinho
e o empresário Joesley Batista, da JBS, por suspeitas de práticas
altamente prejudiciais à instituição e ao Brasil.
Falta pouco; menos de um mês.
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