A senadora paranaense
Gleisi "Narizinho" Hoffmann, presidente do PT, e seu marido Paulo
Bernardo, ex-ministro, são processados na Lava-Jato por corrupção
passiva e lavagem de dinheiro:
O ministro Celso de
Mello, revisor dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal
Federal (STF), liberou nesta sexta-feira (8) a ação penal contra a
senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do ex-ministro petista Paulo Bernardo
para julgamento, informa o portal jurídico Jota. O casal é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Como revisor, o
decano da Corte é responsável por conferir o trabalho do relator, no
caso o ministro Edson Fachin; analisar aspectos processuais e técnicos
do processo; e devolver a ação para que possa ser marcada a data de
julgamento, o que aconteceu agora.
Com a liberação da
ação penal, cabe agora ao ministro Ricardo Lewandowski, que assumiu
recentemente a presidência da Segunda Turma do STF, marcar a data do
julgamento. Será a segunda ação penal da Lava Jato julgada pela Suprema
Corte – a primeira foi a do deputado Nelson Meurer (PP-PR), condenado
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no último dia 29 de maio.
A julgar pelo tempo
em que a ação de Meurer foi liberada por Celso de Mello e o início do
julgamento do deputado – cerca de 20 dias –, é possível presumir que o
julgamento de Gleisi seja marcado para uma data entre os dias 26 de maio
e 3 de julho.
A denúncia
Em setembro de 2016, a Segunda Turma acolheu, por unanimidade,
a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora,
Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues. O Ministério
Público acusa os três de receberem dinheiro do esquema de corrupção da
Petrobras para a campanha de Gleisi ao Senado, no ano de 2010. Na época,
o relator do caso era o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente
aéreo em janeiro de 2017.
Na denúncia,
oferecida em maio de 2016, a PGR narra que o ex-diretor de Abastecimento
da Petrobras Paulo Roberto Costa, a pedido de Bernardo, teria
providenciado R$ 1 milhão para a campanha eleitoral da petista. A
operação teria sido feita pelo doleiro Alberto Youssef, com a ajuda do
advogado Antonio Carlos Pieruccini. Antigo parceiro de Youssef,
Pieruccini sustenta que pegou o dinheiro no escritório do doleiro em São
Paulo e levou para Curitiba, onde entregou para o empresário Ernesto
Rodrigues, amigo do casal.
O corpo da denúncia
tem 47 páginas e tem como ponto de partida os depoimentos dos dois
principais delatores da Lava Jato: Paulo Roberto Costa e Alberto
Youssef.
Outro lado
Na ocasião do
acolhimento da denúncia, Gleisi Hoffmann divulgou a seguinte nota
alegando inocência e reafirmando a “certeza de que a verdade
prevalecerá”. “Embora nutra respeito pela Justiça de nosso País, é com
profunda tristeza que recebo a decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal
Federal (STF) de acatar a denúncia formulada contra mim e meu marido
pela Procuradoria Geral da República. (Gazeta do Povo).
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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