O rompimento da barragem trouxe consequências ambientais e sociais graves e onerosas
Além das empresas, o MPF irá mover ações contra a União e os estados de Minas Gerais e Espírito Santos. Os detalhes do caso serão repassados pelos procuradores José Adércio Leite Sampaio, Eduardo Aguiar, Jorge Munhoz e Eduardo Santos de Oliveira, durante coletiva na tarde desta terça-feira (3).
O MPF adiantou que a força-tarefa que há seis meses investiga o desastre socioambiental provocado pelo rompimento da Barragem Fundão resultou em uma ação civil de 352 páginas. No total, o órgão apresenta mais de 200 pedidos para reparação integral dos danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem.
Tragédia
A barragem Fundão, da Samarco, se rompeu no dia 5 de novembro de 2015. O vazamento provocou uma "tsunami" de rejeitos de minério, devastou vilarejos, matou 19 pessoas. O colapso da barragem gerou uma onda de lama que percorreu 55 km do Rio Gualaxo do Norte até atingir o Rio do Carmo, no qual percorreu mais 22 km, e chegar ao Rio Doce, no qual viajou mais algumas centenas de quilômetros até chegar ao mar, 16 dias depois, no norte do Espírito Santo.
No total, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 663 km de rios foram diretamente impactados. No trajeto, aproximadamente 40 bilhões de litros de rejeitos de minério matou várias espécies de peixes.
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