Profissionais comercializam sua arte no Polo Cerâmico, no bairro Poti Velho.
Redes sociais são aliadas para otimizar as vendas de produtos de cerâmica.
José aprendeu com o pai e hoje trabalha com filho e neto produzindo cerâmicas (Foto: Juliana Gomes/G1)Neste sábado (28) é comemorado o dia do ceramista. E para celebrar a data, o G1 conta histórias de famílias que dão vida a peças que surpreendem visitantes e clientes do Polo Cerâmico.
Peças comercializadas no Polo Cerâmico emTeresina (Foto: Juliana Gomes/G1)
“Eu só sei fazer isso. Foi o que sempre fiz a minha vida inteira. Eu via meu pai produzindo, ficava observando até começar a fazer sozinho. Aos 15 anos eu já era independente, fabricava e vendia as peças que fazia. Ensinei meu filho, neto e esposa a trabalharem com a argila. Conto com o apoio deles na produção e da minha esposa na comercialização dos produtos em nossa loja”, revelou.
“As pessoas encomendam e eu faço como elas querem. Tem outras que chegam à loja e compram o que gostam. O nosso carro chefe são os filtros de barro e vendo também muitos jarros e potes de cerâmica. Têm uns quatro meses que as vendas diminuíram e sentimos no bolso. Eu tenho uma renda de pouco mais de R$ 1 mil”, explicou.
Apesar da dificuldade financeira, José de Ribamar enfatiza que ama o que faz e ainda repassa o que aprendeu para outras pessoas através de cursos profissionalizantes. Para ele, o dia do ceramista é motivo de orgulho e de luta.
Cunhada do ceramista Dimi Presley ajuda na pintura das peças em Teresina (Foto: Juliana Gomes/G1)“Eu comecei trabalhando no manuseio da argila, meus pais foram contra no início. Não queriam que eu trabalhasse aqui, mas eu vi um amigo fazendo esculturas com argila e comecei a tentar sozinho. Deu certo. Eu vejo também muitos vídeos na internet que ensinam a fazer peças de cerâmica. Já ensinei o ofício para meus dois irmãos que trabalham com isso. Um já montou seu próprio negócio e o outro trabalha com encomenda. Ainda tem minha cunhada que ajuda na pintura das peças aqui na loja”, explicou.
Peças produzidas no Polo Cerâmico em Teresina atrai muitos clientes (Foto: Juliana Gomes/ G1)“Hoje os clientes encomendam as peças que querem pelo whatsapp, combinamos tudo pelo aplicativo e os que moram fora vem buscar. Tem gente que manda o modelo de uma peça que quer e eu faço. Quando fica pronto eu mando uma foto e a pessoa analisa se quer mudar alguma coisa ou não. As redes divulgam nosso trabalho e facilitam a venda”, finalizou.
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