
A semana acaba com um saldo ameaçador
contra o Estado de Direito. O PT, de forma organizada, promoveu um ataque sem
precedentes contra o Judiciário brasileiro.
Gilberto Carvalho, secretário-geral da
Presidência, revelou que usou de lobby com ministros do STF para tentar mudar
decisões do presidente da Corte, Joaquim Barbosa. Uma prova inequívoca de que o
STF está aparelhado, na medida em que o Palácio do Planalto tem interlocução
com ministros por debaixo do pano.
Mas não foi somente isso. A Papuda foi
transformada em palco de um show de ilegalidades, sendo invadida por
parlamentares petistas sem respeito às regras, com o objetivo de vitimizar o
mensaleiro condenado José Genoíno.
Na Câmara, um movimento articulado pelo PT quer
impedir a cassação de Genoíno, para que ele antes se aposente e, depois de
participar do roubo ao dinheiro público no Mensalão, possa viver às custas dos
cidadãos honestos do país.
Por fim, depois de inúmeras provas de
aparelhamento do CADE, onde está no comando um militante petista que foi chefe
de gabinete do deputado que lidera as denúncias mentirosas contra o PSDB, o
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu curso a uma gravíssima denúncia
apócrifa, vazando para a imprensa fatos que foram imediatamente desmentidos pelo
próprio autor das denúncias.
Leiam, abaixo, notícia da Folha de São
Paulo.
O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer
negou ontem em nota ser o autor das denúncias segundo as quais empresas que
fornecem para o Metrô e a CPTM abastecem o caixa dois dos tucanos em São Paulo
há mais de 20 anos. "Vejo-me na obrigação de esclarecer que os documentos
devassados e as informações publicadas como se fossem de minha autoria foram
distorcidos e não condizem com a realidade", diz.
Ele diz que não será "suscetível a
eventuais pressões ou discussões políticas paralelas à apuração da verdade". O
ex-diretor nega ter pedido ao PT o cargo de diretor da Vale como recompensa às
informações que prestara. O documento não é assinado, mas traz uma série de
informações que apareciam associadas ao ex-diretor.
O relato diz que o principal secretário do
governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido (Casa Civil), recebeu propina
do lobista Arthur Teixeira, acusado de intermediar o pagamento de comissões de
empresas que atuam no mercado de trens. Também é acusado de receber propina o
deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP). Ambos negam a
acusação.
São citados como próximos do lobista mais três secretários de Alckmin: Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), José Aníbal (Energia) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico). Garcia é do DEM. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), os deputados Walter Feldman (PSB-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB) também eram mencionados. Todos refutam a acusação com veemência.
São citados como próximos do lobista mais três secretários de Alckmin: Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), José Aníbal (Energia) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico). Garcia é do DEM. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), os deputados Walter Feldman (PSB-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB) também eram mencionados. Todos refutam a acusação com veemência.
O Ministério da Justiça apresentou uma nova
versão sobre a origem da denúncia: o documento foi entregue ao gabinete do
ministro José Eduardo Cardoso por Simão Pedro, deputado licenciado do PT e
secretário de Serviços da Prefeitura de São Paulo. Procurado pela Folha,
ele não quis se pronunciar.
A versão visa preservar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo a Folha apurou. O órgão responsável pela defesa da concorrência, que investiga o cartel no mercado de trens denunciado pela Siemens, é acusado por tucanos de agir de acordo com interesses políticos do PT.
A versão visa preservar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo a Folha apurou. O órgão responsável pela defesa da concorrência, que investiga o cartel no mercado de trens denunciado pela Siemens, é acusado por tucanos de agir de acordo com interesses políticos do PT.
Se o documento com acusações aos tucanos
tivesse partido do Cade, as desconfianças só cresceriam. Empresas acusadas de
cartel pela Siemens poderiam acusar o órgão de operar para o PT e tentar anular
o acordo que a multinacional alemã assinou.
O presidente do Cade, Vinicius Carvalho,
foi chefe de gabinete de Simão Pedro e escondeu essa informação do seu
currículo. A versão do ministro contraria memorando assinado pelo delegado da
Polícia Federal Braulio Cezar da Silva Golloni, coordenador de Polícia
Fazendária em Brasília.
No dia 11 de junho deste ano, Golloni
escreveu o seguinte ao enviar o documento para São Paulo: "Encaminho a vossa
senhoria denúncia recebida via Cade nesta coordenação". O delegado Milton
Fornazari Jr., responsável em São Paulo pelo inquérito sobre o cartel, confirma
em 27 de junho que recebeu informações remetidas pelo Cade.
BLOG DO CORONEL
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