MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 30 de junho de 2012

Pernambuco testa novos trens que vão levar até 53 mil pessoas por dia


O Veículo Leve sobre Trilho (VLT) já circula em caráter experimental.
Tempo de espera deve diminuir em aproximadamente 36 minutos.

Do G1 PE

Neste sábado começa a ser testado o primeiro Veículo Leve sobre Trilho (VLT), que vai substituir os trens a diesel em Pernambuco. Com o novo transporte, os passageiros ganham mais conforto e rapidez – a previsão é que o tempo de espera diminua em 36 minutos. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) comprou sete veículos desse tipo. Um investimento de R$ 58 milhões. Cada VLT pode transportar até 600 passageiros. Considerando o número de viagens, vai ser possível levar 53 mil pessoas por dia.
Neste primeiro momento, o VLT está funcionando em caráter experimental, só aos sábados, das 5h às 14h. No percurso Cajueiro Seco - Curado, a viagem vai continuar sendo em trem a diesel. A novidade é no trajeto Cajueiro Seco - Cabo. O VLT tem três carros com ar condicionado, é equipado com GPS (localizador por satélite) e emite sinais sonoros nas paradas, como acontece com o metrô.

A velocidade média é maior que a do trem a diesel. Os passageiros perceberam que chegaram mais rápido. "É confortável, o ar condicionado coopera muito com o calor. E é muito mais rápido”, aprova Roberto Ramos, operador de máquinas. “O outro tinha barulho e demorava pra chegar”, diz a estudante universitária Daniele Martins.
Quando tudo estiver funcionando, o tempo de espera nas estações vai diminuir de 47 para 11 minutos. A viagem Cajueiro Seco - Cabo também vai ser mais curta – o tempo vai cair de 32 para 25 minutos. “Ajustes estão sendo realizados para operacionalizar a circulação do VLT e nos próximos meses eles deverão circular todos os dias, de segunda a sábado”, conta Salvino Gomes, assessor de comunicação da CBTU.

Calçadistas gaúchos mantêm cautela após fim de barreiras argentinas


As perdas das indústrias moveleiras chegaram a 70% com embargos.
Fabricantes de calçados do Rio Grande do Sul preferem manter a cautela.

Do G1 RS
Anunciado na semana passada, o acordo entre Brasil e Argentina irá flexibilizar as barreiras comerciais entre os dois países do Mercosul. O setor moveleiro do Rio Grande do Sul não escondeu a satisfação e comemorou o tratado. Os fabricantes de calçados, no entanto, preferem manter a cautela.
Uma empresa de calçados masculinos de Ivoti, no Vale do Sinos, diz que teve prejuízos milionários com as restrições argentinas, que era o principal comprador estrangeiro da marca. Para driblar a barreira, os sapatos estão sendo enviados semiacabados e montados em uma indústria do país vizinho, o que gerou um grande aumento de custos.
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), as perdas com mercadorias paradas superam os R$ 80 milhões. Mas, tanto os diretores das fábricas, quanto as entidades do setor estão cautelosos com o anúncio do acordo que promete por fim às barreiras.
A Abicalçados não quis falar sobre o tema. A direção da entidade diz que promessas iguais a essa foram feitas várias vezes pelo governo argentino e jamais foram cumpridas. Portanto, a associação afirmou que só vai se manifestar depois que os milhares de calçados estocados no Brasil efetivamente chegarem à Argentina.
Os fabricantes de móveis do estado, por outro lado, comemoram o fim das restrições. As perdas das indústrias do setor chegaram a 70%. São milhões de reais parados em depósitos, segundo a associação do setor.
“Temos quase R$ 9 milhões presos. E isso realmente será um ganho muito grande para todas as indústrias do Rio Grande do Sul”, disse Ivo Casan, presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs).
 

Com 10 km de ciclovias, Porto Alegre cumpre só 20% do total para 2014


Prefeitura terá dois anos para atingir os outros 80% até a Copa do Mundo.
Ciclistas e especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que 'muito pouco' foi feito.

Do G1 RS

Lagartixa 4 (Foto: Caetanno Freitas/G1)Ciclofaixa da Av. Icaraí é um dos melhores locais para pedalar, diz ciclista (Foto: Caetanno Freitas/G1)
Andar de bicicleta em espaços padronizados e seguros é o sonho de muitos porto-alegrenses que priorizam o veículo de duas rodas como meio de transporte. Mas na capital gaúcha, ainda não existem ciclovias ou ciclofaixas que interliguem as principais zonas da cidade e que permitam um deslocamento contínuo. Por isso, cada vez mais, surgem campanhas de conscientização, faixas de protesto e manifestações a favor dos ciclistas. Pessoas que, sobretudo, desejam uma cidade com “mais amor, menos motor”, como define uma das bandeiras.
O poder público ainda não entrou de cabeça nessa história"
Fernando Lindner, arquiteto e urbanista
Mas seria possível transformar a cidade e fazer algo semelhante ao que existe em Copenhague e Amsterdã? A verdade é que em Bogotá - bem mais próxima à realidade brasileira - a população conseguiu a tão esperada mudança. Em sua rápida passagem por Porto Alegre no início de junho, o ex-prefeito da capital colombiana Enrique Peñalosa relatou ao público do “Fronteiras do Pensamento” que a cidade dispõe, atualmente, de 500 quilômetros de ciclovias. Diariamente, segundo ele, são cerca de 350 mil pessoas andando de bicicleta nas ruas, o que representa 5% da população. Para Peñalosa, se a capital gaúcha tivesse 20% do que há em Bogotá, se tornaria exemplo para o mundo inteiro.
O arquiteto e urbanista Fernando Lindner faz coro ao discurso de Peñalosa. Em contato com o G1, Lindner disse que é preciso multiplicar tudo que está sendo feito para remodelar a cidade. “O que temos agora são pequenas experiências. O poder público ainda não entrou de cabeça nessa questão. Para poder transitar naturalmente, o ciclista precisa ter um ponto de partida e um destino final. Não adianta termos um local ligando nada a lugar nenhum”, sustenta.
Lagartixa 1 (Foto: Caetanno Freitas/G1)Lagartixa testou trecho da Avenida Ipiranga
(Foto: Caetanno Freitas/G1)
O projeto da prefeitura, no entanto, corresponde a metade do sugerido por Peñalosa e Lindner. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Porto Alegre terá 50 quilômetros de ciclovias até 2014 que vão interligar todas as regiões da cidade, desde a Zona Sul até a Zona Norte.
Até o momento, a capital já atingiu 20% do total prometido e terá de acelerar as obras se quiser atingir os outros 80% nos próximos dois anos. Atualmente, existem apenas trechos isolados para os ciclistas, como na Avenida Icaraí - onde há uma ciclofaixa, Diário de Notícias, Ipiranga e também em bairros como Restinga e Ipanema.
Testamos as ciclovias e a ciclofaixa
Paulo Roberto Alves, 39 anos, conhecido como “Lagartixa”, aceitou o desafio do G1 para testar o que já existe em Porto Alegre. Ele utiliza a bicicleta como meio de transporte há mais de 20 anos e afirma que, na prática, “muito pouco” foi feito até agora. Contudo, Alves prega otimismo para se aproximar do sonho tão distante. Lagartixa, que diz “odiar política e políticos”, trabalha desde o início do século em prol dos ciclistas.
“As ciclovias são que nem um berçário. São ferramentas fundamentais para o desenvolvimento de uma cidade. Ando em bicicleta há muito tempo e tenho bastante experiência com isso. Acredito que estejamos no caminho certo, a ideia é essa. É preciso ser otimista. Transformar a cultura da sociedade e o pensamento das pessoas será a parte mais complicada do processo. E principalmente dos motoristas”, afirma.
Lagartixa 2 (Foto: Caetanno Freitas/G1)Ciclistas tem de se arriscar em meio aos carros onde não há espaço para pedalar em Porto Alegre
(Foto: Caetanno Freitas/G1)
A pedido do G1, Lagartixa circulou pela Avenida Ipiranga, que tem menos de 500 metros de ciclovia prontos dos 9,4 quilômetros previstos pela prefeitura. “O grande problema é que o trecho da Ipiranga está isolado. Não se tem uma continuidade, digo, utilidade. Você vê mais pedestres do que ciclistas andando por aqui. Por outro lado, a proteção é boa, resistente ao impacto e o piso também é muito bom, favorece o deslocamento”.
A pior delas, segundo ele, é a Diário de Notícias que é “tomada por pedestres”. “Deveríamos criar uma campanha de conscientização forte e persistente que ande no mesmo ritmo, ou até mais rápido, do que a construção das ciclovias”, ressalta.
Na ciclofaixa da Avenida Icaraí, na Zona Sul da cidade, está o modelo a ser seguido, avalia Lagartixa. “Na minha opinião, ciclofaixa é melhor que ciclovia. Mas, de novo, há que se ter respeito. Na Icaraí, os motoristas estacionam em cima do espaço destinado aos ciclistas. Isso é lamentável”, diz.
Lagartixa 3 (Foto: Caetanno Freitas/G1)Ciclovia da Av. Diário de Notícias é uma das piores
na opinião de Lagartixa (Foto: Caetanno Freitas/G1)
"Para se aproximar do patamar ideal, acredito que a cidade merecesse ao menos 150km de ciclovias. Assim, poderíamos conectar todas as zonas da cidade", afirma Lagartixa.
Espaço vazio
Não é só para os experientes que o trecho da ciclovia da Ipiranga é é considerado pouco útil. Para quem aderiu recentemente à bicicleta, a sensação é a mesma.
O estudante de jornalismo Brunno Bonelli prefere a rua do que o espaço inaugurado pela prefeitura. “Não faz sentido para quem anda de bicicleta. Andando por ali, você só perderá tempo e paciência”.
Outro problema apontado por Bonelli é a falta de bicicletários na cidade. “Quando você opta por andar de bicicleta, reduz custos e otimiza seu tempo. Mas assume o risco de deixá-la amarrada em postes, lixeiras, em locais inadequados, correndo o risco de ser roubada”, relata. Lagartixa também critica a falta destes espaços: “É legal incentivar as pessoas a andarem de bicicleta, mas onde elas vão deixá-las com segurança?”
Aluguel de bikes
A partir de agosto, os porto-alegrenses poderão usufruir de um sistema de aluguel de bicicletas automatizado. A ideia é disponibilizar um portal na internet onde o usuário poderá realizar um cadastro que permitirá a liberação de bicicletas em qualquer um dos 30 pontos espalhados pela capital. A EPTC estima que o valor de aluguel fique em torno de R$ 10 mensais. Serão cerca de 600 bicicletas de aluguel para a cidade.
"O ciclista poderá liberar a bicicleta para uso por meio do celular. Ele deverá fazer isso ou entrando na internet ou enviando seu número de cadastro para a central que ainda está sendo criada", afirmou ao G1 o diretor-presidente EPTC, Vanderlei Cappellari. "O aluguel terá um valor simbólico para que um número maior de pessoas possa ter acesso às bicicletas da prefeitura", ressaltou.
Situação das obras
Em maio, a prefeitura deu início à segunda etapa da ciclovia da Ipiranga, que corresponde ao trecho entre a Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) e a Érico Veríssimo e totaliza mais 1,4 quilômetros. A previsão é de que os trabalhos sejam finalizados em setembro. Depois será a vez da última parte, a mais extensa delas, entre a Érico Veríssimo e a Antônio de Carvalho. O total será de 9,4 quilômetros de ciclovia.
Além das ciclovias da Diário de Notícias, Restinga, Ipanema e ciclofaixa da Icaraí, a prefeitura informou ao G1 que o termo de autorização para a obra para a construção da ciclovia da Avenida Sertório, na Zona Norte, já está licitado. Ainda não há, no entanto, uma data para o início dos trabalhos.
Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, ainda deverão ser construídas as seguintes ciclovias: Tronco (5,6 quilômetros), Edvaldo Pereira Paiva (6,3 quilômetros), Voluntários da Pátria (3,5 quilômetros) e Severos Dullius (1,6 quilômetros). Também existem projetos em andamento para analisar a viabilidade de ciclovias na Padre Cacique, Mauá, Vicente Monteggia e Edgar Pires de Castro.

Feira de descarte tecnológico ocorre neste sábado em Porto Alegre


Evento é realizado na Usina do Gasômetro, das 9h às 18h.
Duas primeiras edições recolheram mais de 40 toneladas de lixo.

Do G1 RS

Robô é atração aos visitantes (Foto: Ricardo Giusti/PMPA, Divulgação)Robô é atração aos visitantes da Feira
(Foto: Ricardo Giusti/PMPA, Divulgação)
Moradores de Porto Alegre com materiais tecnológicos para descarte podem levá-los à Usina do Gasômetro neste sábado (30), onde ocorre a 3ª Feira do Descarte de Equipamentos Eletrônicos. Além dos equipamentos e periféricos convencionais de informática, podem descartados celulares, câmeras digitais e baterias. A prefeitura espera bater recorde na quantidade de material recolhido. Nas duas últimas edições, foram arrecadadas mais de 40 toneladas de lixo eletrônico.
O evento ocorre das 9h às 18h, no estacionamento da Usina do Gasômetro, seguindo o sistema de drive-thru. Um dos objetivos é promover a conscientização da população sobre a relevância do descarte correto dos equipamentos eletrônicos.
"Quando a população descarta esse material em local incorreto, esse lixo eletrônico causa uma série de problemas e doenças. O chumbo e mercúrio costumam ir direto para o solo, o que é ruim até para os animais e catadores que entram em contato com esses produtos nos lixões", explica a secretária municipal de Inovação e Tecnologia, Deborah Pilla Villela.
Nesta edição, como atração inédita, um robô de 2m30cm de altura, produzido à base de sucata eletrônica, foi colocado no local para interagir com os visitantes em tempo real. O protótipo tem um sistema operacional computadorizado que permite seu deslocamento, o possibilita falar com voz robótica e ainda ter articulação. Com efeitos de iluminação, ele ainda dança e abraça as pessoas. Uma tela multimídia de LCD no peito permite também a projeção de vídeos. O robô é movido por controle remoto.
Fora do período da feira, a prefeitura mantém quatro postos para coleta de materiais eletrônicos à disposição da população, em horário comercial, na Capatazia do Gasômetro: Avenida João Goulart, 158; Seção Norte: Travessa Carmen, 111; Procempa: Avenida Ipiranga, 1.200, e Capatazia da Glória: Rua Carvalho de Freitas, 1.012.
Feira recolhe materiais eletrônicos que não são mais utilizados pela população (Foto: Ricardo Giusti/PMPA, Divulgação)Feira recolhe materiais eletrônicos que não são mais utilizados pela população (Foto: Ricardo Giusti/PMPA, Divulgação)

Emergências de Porto Alegre operam com restrições devido à superlotação

Principais hospitais operam acima da capacidade e alguns têm restrições.
Segundo secretário da Saúde, novos leitos serão abertos semana que vem.

Do G1 RS
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As emergências dos principais hospitais de Porto Alegre seguem com problemas de superlotação. Na manhã deste sábado (30), as assessorias de imprensa do São Lucas e do Complexo Santa Casa informam que os atendimentos são restritos devido ao número de pacientes acima da capacidade. Nos últimos dias, outros hospitais já haviam comunicado a mesma situação.
A Secretaria Municipal da Saúde diz que, já no início da próxima semana, as emergências não terão mais de operar com restrições. "Com a abertura de leitos estamos fazendo trabalho com as instituições para não ter mais restrições", declarou o secretário Marcelo Bósio em entrevista à Rádio Gaúcha. A expectativa é de inauguração de 139 novas vagas em quatro hospitais.
No último dia 25 de junho, anunciou a inauguração de 354 novos leitos hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até o final do ano. A medida faz parte do Plano de Ação na Rede de Atenção às Urgências da Região Metropolitana. O investimento total no projeto será de R$ 18,6 milhões.

Até o fim da manhã de sábado, o Hospital São Lucas abrigava na emergência do SUS 37 pacientes adultos para 13 leitos e 22 crianças para 6 leitos na ala pediátrica. Já o Hospital Santa Clara, também na emergência pública, tinha 16 pacientes adultos para 12 leitos e, na ala infantil, 18 crianças para 13 leitos. Os dois atendem com restrições, ou seja, só os casos de maior urgência recebem atendimento. O Hospital da Criança Santo Antônio, também da Santa Casa, tem 16 pacientes para 13 leitos no SUS.
Ainda na Santa Casa, o Dom Vicente Scherer, que recebe convênios e consultas particulares, opera também com restrição, pois tem 25 pacientes para 10 leitos. Já a área particular e de convênio do Santo Antônio está com 5 crianças para oito leitos.
O Hospital de Clínicas e o Hospital Conceição também enfrentam problemas com a superlotação, operando até com o triplo da capacidade. O Clínicas, inclusive, orienta os pacientes com casos simples para não procurar a instituição.

RO tem agenda cultural diversificada neste final de semana


Guajará-Mirim e Vilhena iniciam feiras agropecuárias.
Em Porto Velho tem estreia de peças teatrais e exposições

Do G1 RO

A agenda cultural deste fim de semana em Rondônia está recheada de atrações. Diversos municípios prepararam uma série de eventos para entretenimento ao público. Exposições, apresentação teatral, show com bandas de forró e sertaneja, festas juninas e agropecuárias são eventos que serão apresentados durante essa semana no Estado.
Sábado (30)
Também na Casa de Cultura acontece no sábado (30), a partir das 19h30 o lançamento dos livros Leader Coach e Manual do Coach, uma obra que revela estratégias, técnicas e atitude para melhorar o desempenho pessoal e facilitar a coordenação entre equipes.
Sábado (30) tem Arraiá do Coroné, no Colégio Tiradentes (Foto: Carlos Alberto Moura/Divulgação)Sábado (30) tem Arraiá do Coroné, no Colégio Tiradentes
(Foto: Carlos Alberto Moura/Divulgação)
Os alunos do Colégio Tiradentes realizam no sábado (30) o Arraiá do Coroné que acontece no pátio da escola localizada na Avenida Migrantes, na Capital.
Já para quem tem preferência em curtir músicas mais agitadas, a Casa de Shows Talismã II apresenta também neste sábado (30) o show do grupo de rap Facção Central, a apresentação conta ainda com o comando dos Dj Deivison e dos rappers de Porto Velho.
Domingo (1/7)
No domingo (1/7) estreia na Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré o musical de rua Cabaret, uma paródia romântica que expressa o lado brega do amor e as famosas brigas conjugais. O espetáculo foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) por meio do edital Prêmio Funarte Artes na Rua com o apoio do Ministério da Cultura.
O teatro do Sesc Esplanada também apresenta domingo (1) o espetáculo teatral Tabule, uma tragicomédia árabe que retrata a sociedade pós 11 de setembro, um ponto de vista entre o pensamento oriente x ocidente, o evento será realizado nos dias 1, 7 e 8 a partir da 20h30.
Ainda no domingo na boate Move Light oferece ao público porto-velhense a comédia instantânea Move in Comedy, com João Válio, Fernando Sttrombeck e Osvaldo Barros, a atração inicia às 20h recomendada para maiores de 14 anos.
Feiras Agropecuárias
A Expoagum em Guajará-Mirim inicia neste sábado (30). Montarias, concurso de gado leiteiro, bingos e bailes durante todas garantem a diversão do público.
Em Vilhena, a 700 quilômetros de Porto Velho, a feira agropecuária Expovil conta com a participação de diversos artistas, a cantora Joana, as duplas sertanejas Marcos Henrique e Gustavo, Conrado e Aleksandro e a banda Bonde do Forró pretendem animar ainda mais o ritmo da festa.
No município de Nova Brasilândia os moradores se despedem da feira agropecuária Expobrás nesta sexta-feira (29), com apresentação da dupla paulista Marcos e Belutti.
Fora de época
Na próxima quinta-feira (5) começa a última edição do carnaval fora de época de Porto Velho, a abertura apresenta a banda Chiclete com Banana. A folia carnavalesca acontece na Avenida Migrantes e conta com a participação da banda Cheiro de Amor, Tomate e Parangolé.

Escola de Porto Velho instala câmeras para evitar bullying e furtos


Sistema de segurança foi comprado com colaboração dos pais de alunos.
Segundo diretor, ocorrências de brigas acabaram

Larissa Matarésio Do G1 RO
Escola possui 50 câmeras espalhadas pelo pátio, entradas e cantina. (Foto: Larissa Matarésio/G1)Escola possui 50 câmeras espalhadas pelo pátio, entradas
e cantina. (Foto: Larissa Matarésio/G1)
O Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Porto Velho, possui 50 câmeras de monitoramento e vigilância instaladas nos pátios, quadras, cantina e entradas da escola. A previsão é adquirir mais 32 câmeras para serem instaladas nas salas de aula. Medida foi apoiada pelos pais dos alunos e resolveu problemas de brigas, bulliyng e pequenos delitos. Um dos casos de furto foi encaminhado para a delegacia.
Para evitar que ocorrências desse tipo se repitam, a ideia foi apresentada aos pais dos alunos. “Eu tive a ideia e coloquei em questão para os pais decidirem em conselho. A medida foi aprovada por unanimidade. Os pais sabem a importância de manter a segurança das crianças”, conta o diretor-geral do colégio, tenente-coronel Marcos Rocha.
A escola que tem mais de 1,5 mil estudantes divididos em dois turnos principalmente entre os horários de 7h às 18h30, sendo que no período de entrada e saída dos estudantes é o ponto mais crítico. “Temos cuidados redobrados nesses horários, já que o risco de entrar pessoas que não fazem parte do quadro da escola é maior, nesses momentos de pico, dois policiais militares ficam na central de monitoramento de olho nos monitores”, reforça o diretor.
Os alunos Wesley Kennedy, de 14 anos, e Larissa Moreira, de 13 anos, dos 9º e 8º ano do ensino fundamental dizem não se incomodar com a vigilância extra. “As câmeras trouxeram benefícios, nos traz a sensação de que as pessoas aqui dentro estão tentando ser melhores”, avalia Wesley.
“Tem gente que disse que invade a privacidade, na minha opinião eu não acho. As câmeras fizeram com que alunos que antes ficavam fora das salas matando aula, parassem com isso. Muita coisa mudou nos alunos, até as brigas pararam”, garante Larissa.
Surtiu efeito
O principal objetivo ao implantar as câmeras é impedir o uso de drogas, evitar brigas entre os alunos e medidas preventivas quanto ao bullying. Segundo o diretor, as mudanças depois das câmeras são visíveis. “As brigas praticamente acabaram, conseguimos até mesmo coibir pequenos furtos que antes aconteciam entre os estudantes, sem contar com a segurança que demos aos pais”, diz o coronel Marcos.
Tenente coronel Marcos Rocha, diretor do colégio Tiradentes de Polícia Militar. (Foto: Larissa Matarésio/G1)Tenente-coronel Marcos Rocha, diretor do
colégio Tiradentes de Polícia Militar.
(Foto: Larissa Matarésio/G1)
O sistema de câmeras e monitoramento foi todo comprado pelos pais dos alunos através de arrecadações e doações e custou ao todo, em torno de R$ 18 mil. Fora este sistema, a escola trabalha com o diálogo, reuniões de pais e mestres, orientações psicopedagógicas e palestras para os alunos. “Sabemos que existe um limite, não temos câmeras no banheiro, por exemplo, que é um local de privacidade e deve ser respeitado. Temos que pensar, que hoje, todos os lugares em que vamos, como bancos ou na própria rua, estamos sendo monitorados, com a escola não seria diferente”, ressalta Marcos.

Policlínica estadual de Porto Velho não tem médicos suficientes


São feitos em média 12 a 13 mil atendimentos mensais.
Pacientes dormem nas filas para conseguir consulta.

Larissa Matarésio Do G1 RO

Policlínica de Porto Velho realiza quase 14 mil atendimentos por mês (Foto: Larissa Matarésio/G1)Policlínica de Porto Velho realiza quase 14 mil atendimentos por mês
(Foto: Larissa Matarésio/G1)
As filas para marcar consultas na Policlínica Osvaldo Cruz, em Porto Velho, começam às 3h. A clínica, que chega a fazer 13 mil atendimentos por mês, atende de 350 a 400 pessoas diariamente nas 36 especialidades e recebe pacientes dos 52 municípios do estado de Rondônia.
De acordo com o diretor-geral, Kenner Granado, o efetivo de médicos que atende na clínica está abaixo da demanda. “Atendemos aqui pessoas dos 52 municípios. O certo seria que elas chegassem até nós com exames e consultas prévias já realizadas, e isso não acontece. O que poderia ser uma simples consulta ou retorno, às vezes acaba tendo que passar por dois ou três especialistas diferentes”, explica.

Durante a semana, em dias específicos, é aberta a lista para marcar as consultas, e são principalmente nos dias para marcar com oftalmologistas, neurologistas e ortopedistas que o movimento é maior.
Porém, a falta de médicos no quadro não explica o caso da Maria Messia Moreira, de 80 anos. “Vim de Governador Jorge Teixeira (RO) com uma consulta marcada para hoje [sexta-feira, 28] às 7h30, mas a médica não veio e teve que ser remarcada para segunda. Agora vou ter que voltar para casa, porque não posso deixar meu filho deficiente sozinho, e voltar na segunda-feira”, conta. Maria vem para Porto Velho de carona com o carro do posto de saúde de sua cidade que traz pacientes para a capital, saindo de lá às 3h da manhã.
Cristiane Alvez da Silva que mora na zona rural de Porto Velho trouxe o filho para consulta na policlínica (Foto: Larissa Matarésio/G1)Cristiane Alvez da Silva levou o
filho para consulta na policlínica
(Foto: Larissa Matarésio/G1)
Já Cristiane Alves da Silva veio da zona rural de Porto Velho trazer o filho Luís Fernando de sete anos para uma consulta no otorrinolaringologista e diz que o atendimento da policlínica é bom. “Pelo menos temos atendimento aqui. Moro muito longe, saio de casa às cinco da manhã e fico na casa de um primo meu na capital, quando não dá para voltar no mesmo dia”, diz.
Maria da Penha de Buritis (RO), que veio trazer o neto de dois anos para uma consulta com um neuropediatra, conta da dificuldade em conseguir uma vaga. “Aqui eles só marcam para nós que somos de fora da capital, via secretaria de saúde dos municípios, só que é tudo muito demorado. Por isso, venho por conta própria e tenho que implorar por atendimento”, relata.

Prédio da Biblioteca Municipal de Porto Velho está em situação precária


Infiltrações podem ser vistas na sala de leitura e nos banheiros.
Semed diz que processo licitatório para reforma está em fase final.

Flaviane Azambuja Do G1 RO

Central de ar-condicionado da Biblioteca Municipal de Porto Velho está estragada há três meses. (Foto: Flaviane Azambuja/G1)Central de ar-condicionado da Biblioteca Municipal de Porto Velho está estragada há três meses. (Foto: Flaviane Azambuja/G1)
O prédio da Biblioteca Pública Municipal Francisco Meirelles, em Porto Velho, está em situação precária. Segundo funcionários, além dos problemas hidráulicos que existem há mais de dois anos, o problema, agora, é o calor. A central de ar-condicionado está sem funcionar há três meses. Nenhum ambiente recebe climatização e o problema já prejudica o atendimento. Somente dois ventiladores foram colocados no prédio de dois andares para amenizar o problema.
"Por causa do calor aqui dentro, nosso horário de trabalho foi reduzido. Diminuímos em duas horas nosso atendimento. Agora a biblioteca funciona até às 16h", diz uma das funcionárias.
O calor também prejudicou as consultas aos livros. A visitação caiu em 50%, normalmente cerca de 80 pessoas passam pelo local. Na tarde desta quinta-feira (28), não havia um único usuário na biblioteca municipal.
Paredes e teto dos banheiros da Biblioteca Municipal estão tomadas por infiltração. (Foto: Flaviane Azambuja/G1)Teto com infiltração. (Foto: Flaviane Azambuja/G1)
Nas paredes e no teto é visível a precariedade. Infiltrações e mofo estão espalhados na sala de leitura e nos banheiros, que de acordo com funcionários exala mau cheiro diariamente.
Segundo a secretária municipal de Educação, Ângela Aguiar, o projeto de reforma da biblioteca está em processo licitatório, mas ainda não existe previsão para as obras serem iniciadas. Ângela afirmou em entrevista ao G1 que, por ser um prédio com instalações antigas, o conserto das máquinas não é viável.

À espera de obras, avô de aluna reforma telhado de escola em SC


Foram feitos oito pedidos de reforma para a instituição desde abril de 2011.
Verba foi liberada, mas obras só devem começar em 45 dias.

Do G1 SC

Avô de uma estudante de uma escola em São José, na Grande Florianópolis, o militar da reserva Walmor Nicolau da Silva, 62 anos, cansou de esperar pelo poder público e resolveu agir. O colégio existe há 25 anos, mas nunca recebeu uma reforma no telhado, como mostra a reportagem desta sexta-feira (29) do Jornal do Almoço (veja o vídeo ao lado).
Walmor agora ajuda a consertar o telhado, que sofre com a ação dos cupins. "A diretora disse que tinha mandado um pedido para a secretaria, mas até agora nada veio, né? Quer dizer, a coisa complicou e eu tive essa atitude de vir fazer este trabalho.", lamenta o militar da reserva.
Desde abril de 2011, foram feitas oito solicitações para reformar a escola. O requerimento para a reparação do telhado, especificamente, foi realizado há mais de um mês. Em dias de chuva, alunos reclamam de que o material escolar fica molhado e que a água chega a formar poças no chão. "É livro molhado, os alunos se molhando com goteiras", reclama a estudante Bruna Marques.
Segundo o diretor da Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Flávio Bernardes, já existe uma verba de R$ 2 milhões para reformar oito escolas da região. Porém, as obras só devem começar em 45 dias. "É uma questão de legislação. Depois do prazo legal para receber as propostas, temos um outro prazo de cinco dias. É um procedimento normal", explica o diretor.

Pescadores sofrem com pior safra de tainha em 50 anos


Águas ficaram frias demais para a desova do peixe.
Segundo Sindicato, prejuízo chega a R$ 23 milhões.

Do G1 SC

A safra de tainha deste inverno já é considerada uma das piores das últimas cinco década. De acordo com o Sindicato dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (Sindpesca), os prejuízos para os pescadores e a indústria já atinge R$ 23 milhões (veja o vídeo ao lado).
Durante a estação mais fria do ano, o habitual da tainha é deixar as águas geladas do Uruguai e Rio Grande do Sul e seguir para Santa Catarina, que possui temperaturas mais amenas, ideais para a desova da espécie. Em 2011, os pescadores conseguiram mais de 600 mil toneladas do peixe. Porém, este ano a tainha está em falta no litoral catarinense.
De acordo com o presidente da Associação de Pescadores da Barra da Lagoa, Laurentino Neves, a água ficou fria demais para a espécie, que foi para o alto mar.
O Sindpesca vai pedir ajudar ao Estado para que interceda junto ao governo federal. A ideia é adiar para 2013 o pagamento das dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que venceriam nos próximos meses.
O presidente do Sindpesca, Osvani Gonçalves, lamenta: "É um prejuízo incalculável para os pescadores profissionais e os pescadores artesanais de Santa Catarina".

Incêndio destrói dezenas de casas no estado do Colorado


Fogo deixou mais de 35 mil pessoas desabrigadas.
Incêndio é considerado o mais devastador na história do estado.

Do G1, em São Paulo

Um incêndio destruiu dezenas de casas e deixou mais de 35 mil pessoas desabrigadas no estado do Colorado (EUA).
Fogo deixou destruição em Colorado Springs, segunda maior cidade do Colorado. (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP )Fogo causou destruição em Colorado Springs, segunda maior cidade do Colorado. (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP )
Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, visitou a região e qualificou de "grande desastre" o incêndio.
Obama visitou a região atingida e, antes de pousar, sobrevoou parte das Montanhas Rochosas, onde era possível ver focos de fumaça.
Autoridades dizem que esse é o incêndio mais devastador na história do Colorado. (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP )Autoridades dizem que esse é o incêndio mais devastador na história do Colorado. (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP )
Autoridades dizem que esse é o incêndio mais devastador na história do estado, e que pelo menos duas pessoas morreram.
Incêndio destruiu dezenas de casas e deixou mais de 35 mil pessoas desabrigadas. (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP)Incêndio destruiu dezenas de casas e deixou mais de 35 mil pessoas desabrigadas. (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP)

Decisão sobre Rio virar Patrimônio da Humanidade é adiada para domingo


Votação do comitê da Unesco estava prevista para este sábado, na Rússia.
Dossiê da campanha pelo título foi lançado pelo Iphan antes da Rio+20.

Do G1 RJ

Paisagem deslumbrante do Rio pode transformar cidade em Patrimônio Cultural da Humanidade, da Unesco (Foto: Marcos Estrella/ TV Globo)Paisagem deslumbrante do Rio pode transformar cidade em Patrimônio Cultural da Humanidade, da Unesco (Foto: Marcos Estrella/ TV Globo)

Após muita expectativa, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que a decisão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) em relação à cidade do Rio de Janeiro se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade, prevista para este sábado (30), foi adiada para domingo (1º).
De acordo com o Iphan, os trabalhos serão reiniciados prelo Comitê da Unesco na madrugada de domingo, por volta das 2h (horário de Brasília) e deverão se estender até as 10h. A votação acontece durante a 36ª reunião do comitê, em São Petesburgo, na Rússia.
A chancela, segundo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pode garantir à cidade a implementação de políticas públicas de preservação de paisagens de importância turística internacional, como a Praia de Copacabana ou a Floresta da Tijuca.

No dia 12 de junho, a superintendente do Iphan no Rio, Maria Cristina Lodi, apresentou o dossiê da candidatura, que começou a ser confeccionando há alguns anos com apoio da Associação de Empreendedores Amigos da Unesco, da Fundação Roberto Marinho, do Governo e da Prefeitura do Rio de Janeiro. Na ocasião, Cristina disse que o dossiê destaca áreas de natureza que receberam alguma interferência do homem e se tornaram paisagens típicas da cidade, como o Pão de Açúcar, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico.
Além de Cristina, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, também estão na Rússia para acompanhar a votação. Compõem atualmente o Comitê as delegações da Argélia, Camboja, Colômbia, Estônia, Etiópia, França, Alemanha, Índia, Iraque, Japão, Malásia, Mali, México, Qatar, Rússia, Senegal, Sérvia, África do Sul, Suíça, Tailândia e Emirados Árabes Unidos.
Candidata por inteiroO Rio é a primeira cidade a candidatar-se inteira a Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. Segundo o presidente do Iphan, o grande diferencial na cidade é “a utilização intencional da natureza, que, atendendo aos interesses econômicos dos colonizadores portugueses, formou a paisagem carioca. Ele destaca ainda a originalidade expressa por uma paisagem produzida pela troca entre diferentes culturas associadas a um sítio natural.
O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco 1992. Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se a áreas rurais, a sistemas agrícolas tradicionais, a jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo. O reconhecimento do Rio de Janeiro culminará uma nova visão e abordagem sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.
Há cerca de dois anos, o Rio se candidatou ao título de Sítio Urbano Misto, que acabou não sendo aceito pela Unesco. O Iphan foi orientado então a valorizar as paisagens culturais.
O Brasil conta atualmente com 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.

Justiça determina que operadoras não vendam celular bloqueado


Decisão, do TRF-1, visa coibir a prática conhecida como 'fidelização'.
Ainda cabe recurso na Justiça para reverter a determinação.

Do G1, em Brasília

Empresas de telefonia celular não poderão vender aparelhos bloqueados, de acordo com decisão tomada nessa sexta-feira (29) pela 5ª turma do Tribunal Regional Federal 1ª Região (TRF-1). Em caso de descumprimento, as empresas devem pagar multa de R$ 50 mil diários. Ainda cabe recurso da decisão.
A sentença do TRF-1 foi motivada por recurso do Ministério Público Federal que contestava entendimento da primeira instância da Justiça, segundo o qual as empresas poderiam vender celular bloqueado por um ano, como forma de fidelização.
O TRF-1 derrubou esse entendimento em votação unânime. O relator do caso, desembargador Antônio Souza Prudente, argumentou em seu voto que “o bloqueio técnico dos aparelhos celulares configura uma violência contra o consumidor”. O tribunal decidiu que mesmo os bloqueios temporários, que costumam ser impostos pela operadora no ato da venda, são ilegais.
Em sua defesa, representantes de empresas de telefonia celular manifestaram, na ação, que “para conceder determinados benefícios, a operadora arca com o preço do aparelho e acaba por transportar determinados encargos para o mercado”.
O argumento das operadoras foi rebatido no julgamento pela desembargadora federal Selene Almeida.“Ao obrigar o consumidor a ficar fidelizado a determinado plano, está caracterizada a venda casada, uma afronta, pois, aos direitos do consumidor, pois o que as empresas de fato estão fazendo através de descontos concedidos em troca de aparelhos é restituírem-se do desconto com a prestação do serviço, já que o valor das mensalidades acaba por pagar, com sobras, os benefícios concedidos”, afirmou a desembargadora.

‘Feira das Trocas’ volta a funcionar em outro local improvisado, em Aracaju


Feira agora acontece ao lado do Terminal de Integração Leonel Brizola.
Feirantes esperam decisão judicial.

Flávio Antunes Do G1 SE
Feirantes comercializam ao lado do terminal Leonel Brizola (Foto: Flávio Antunes/G1 SE)Feirantes comercializam ao lado do terminal
Leonel Brizola (Foto: Flávio Antunes/G1 SE)
Mais uma vez a 'Feira das Trocas' volta a funcionar em local improvisado. Desta vez nas proximidades do terminal de integração, Leonel Brizola, as margens da Avenida Tancredo Neves, Zona Oeste de Aracaju.
Com o fim do prazo dado pelo Ministério Público no dia 8 de junho, após a ordem de fechamento e consequentemente da derrubada dos estabelecimentos comerciais da feira, os comerciantes tinham resolvido comercializar seus produtos de forma improvisada, na Avenida Marechal Rondon, próximo ao viaduto.
Os comerciantes se deslocaram para o lado do terminal após perceber que corriam riscos de acidentes nas proximidades do viaduto e que o novo local possuía duas ruas livres, desativadas.
Há 15 dias no novo espaço os comerciantes ainda não tiveram uma posição dos órgãos competentes sobre um novo lugar para comercialização dos seus produtos. Servindo refeições há dois anos na feira, Paulo Rodrigues, conta que havia investido, na estrutura do seu Box, um valor muito alto.
“Como não obtivemos nenhuma resposta sobre um local para a feira, levamos um ofício para o Ministério Público e o Comando da Policia Militar informando que estaríamos no novo espaço, pois queríamos que fosse tudo formalizado, para não haver nenhuma retirada dos comerciantes às pressas como da última vez, que inclusive perdi cerca de R$ 85 mil reais investidos”.

Milho safrinha deve ter colheita recorde no Paraná, aponta governo


Novos números da Secretaria de Agricultura foram divulgados nesta sexta.
Estado deve colher 10,3 milhões de toneladas de milho.

Do G1 PR

Colheita de milho neste ano será 62% maior que em 2011 (Foto: Divulgação/AENotícias)Colheita de milho neste ano será 62% maior
que em 2011 (Foto: Divulgação/AENotícias)
A expectativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab)do Paraná para a colheita da segunda safra de milho é que as lavouras do estado produzam 10,3 milhões de toneladas do grão. Essa quantidade é 62% maior que a colhida no mesmo período, em 2011, e, conforme a Seab, representa a maior colheita do milho safrinha da história do Paraná.
Segundo a secretaria, os novos números aumentaram também a projeção da colheita de grãos no estado para 31,5 milhões de toneladas. Em 2011, a produção total chegou a 31,9 milhões de toneladas.
O crescimento na colheita de milho também deve compensar a quebra que houve nas lavouras de soja do Paraná, devido à seca dos primeiros meses do ano. Para a Seab, os efeitos da seca não serão sentidos nas lavouras de milho e trigo, principais produtos colhidos no estado duranto o inverno.
Riscos
Apesar de positivos, os números positivos da lavoura de milho ainda são ameaçados. Segundo a Seab, as geadas que caíram no Paraná em algumas regiões chegaram a afetar uma pequena parte das plantações. Para que a expectativa se transforme em realidade, será necessário que que o frio não danifique outras áreas.
Feijão e trigo
As mesmas geadas foram decisivas para a queda significativa na produção de feijão. Da expectativa de 408,4 mil toneladas, devem ser colhidas apenas 321 mil toneladas. A queda na produção já fez com que os preços subissem até 52,1%, no caso do feijão preto.
Para o trigo, a expectativa é que a colheita sofra queda em 2012. O motivo é a redução da área plantada em relação a 2011, que caiu de 791 mil hectares para 768 mil hectares. Conforme a Seab, o motivo é que os produtores estão descontentes com os preços obtidos na venda do grão, que não são suficientes para cobrir os custos do plantio.

Em um ano, Pará recebeu 17 mil turistas vindos em cruzeiros


Vinte e dois navios devem chegar no estado na próxima temporada.
Calendário de visitas começa na véspera do Círio de Nazaré.

Do G1 PA

Vinte e dois navios de cruzeiros devem chegar apenas em Belém na próxima temporada (Foto: Gerard Julien/AFP)Vinte e dois navios de cruzeiros devem chegar apenas em Belém na próxima temporada (Foto: Gerard Julien/AFP)
Durante o último ano, o Pará se tornou parada de cruzeiros. Mais de 17 mil turistas chegaram ao estado pelo mar. Na próxima temporada, já estão confirmados 22 navios. Cindo deles, devem pernoitar em Belém. Como melhorar o atendimento a este tipo de turistas foi o tema da reunião entre os diversos órgãos do governo e da indústria turística do estado realizada nesta sexta-feira (29) e organizada pela Companhia Paraense de Turismo (Paratur).
A nova temporada de recepção de cruzeiros começa no dia 13 de outubro, véspera do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que atrai a cada ano milhões de pessoas ao estado. As vagas de estacionamentos para ônibus de turismo, horários de funcionamentos dos espaços turísticos da cidade e questões de infraestrutura dos portos de Belém para receber os cruzeiros foram pautas da reunião.
Outro ponto importante foi a segurança oferecida a quem chega em solo paraense. O major Henrique Pereira, do Comando de Policiamento Turístico (Ciptur), disse que em Belém a policia turística conta com pontos fixos de atendimento na sede da Paratur, Aeroporto Internacional de Belém, Estação das Docas e no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN), em frente à Basílica. “Nos últimos três cruzeiros que passaram por Belém, não registramos ocorrências”, garantiu.
A programação completa de chegadas e saídas dos cruzeiros no próximo ano deve ser apresentada na próxima reunião do grupo. O responsável pela empresa que coordena as viagens de cruzeiros para o Pará, diz que programações especiais nos pontos turísticos da capital do estado podem ajudar a atrair ainda mais o interesse deste tipo de turista pela cidade.
Números
Apenas navio Aida, que só na atual temporada veio ao Pará dez vezes, trouxe ao todo doze mil turistas alemães. Já os navios americanos Amsterdam e Ms. Prinsendam trouxeram ao Estado 1,1 mil e 700 turistas, respectivamente. 

Orquídeas voltam a florir paisagem da região Serrana do ES


Flores estão sendo reintroduzidas por orquidófilos da região.
Nos últimos anos, mais de 100 mil plantas foram reimplantadas.

Bruno Faustino Do G1 ES

Os passeios pela região Sudoeste Serrana do Espírito Santo recebem de volta um enfeite especial: as orquídeas. Praticamente desaparecidas após serem colhidas por turistas e moradores locais, as flores estão sendo reimplantadas por orquidófilos das cidades de Marechal Floriano e Domingos Martins, na região. Nos últimos anos, mais de 100 mil plantas foram reintroduzidas na localidade.
“Estamos devolvendo a espécie à natureza. Escolhemos locais seguros, como condomínios e reservas, para evitar que as flores sejam novamente arrancadas”, disse o orquidófilo Leodério Velten. As novas plantas são produzidas em grande escala dentro de vidros em laboratórios. “Nós induzimos a germinação na quantidade que quisermos. Então, aproveitamos quase todas as sementes, que não vão ter que passar pelo rigor da seleção natural”, explicou o orquidófilo Renato Barbosa.
O trabalho desenvolvido pelo Núcleo Orquidófilo de Domingos Martins e Marechal Floriano chamou a atenção de outros grupos e o projeto deve ser levado para diversas regiões do Espírito Santo. “Já fomos procurados para executar o trabalho em uma reserva de Aracruz, na região do Rio Doce do estado”, contou Velten.
Orquídeas enfeitam paisagem do ES (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Orquídeas enfeitam paisagem do ES (Foto: Rafael Zambe/TV Gazeta)
Flores são reintroduzidas em reservas e condomínios do ES (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Flores são reintroduzidas em reservas e condomínios do ES (Foto: Rafael Zambe/TV Gazeta)

Restos de madeira viram arte em Venda Nova do Imigrante, ES


Obras com temática ecológica dão nova vida a materiais descartados.
As peças são dos escultores Pedro Giubbini e Welington Oliveira.

Valdinei Guimarães Do G1 ES
Pedro Giubbini procura transmitir mensagens de preservação ambiental em cada obra (Foto: Valdinei Guimarães/  G1ES)Pedro Giubbini procura transmitir mensagens de preservação ambiental em cada obra (Foto: Valdinei Guimarães/ G1ES)
Uma combinação de arte e ecologia. É o que propõe a exposição de esculturas em madeira que acontece em Venda Nova do Imigrante, região Sudoeste Serrana do Espírito Santo. As obras são criadas com de partes de árvores e sobras de materiais usados em fábricas de móveis. A arte, neste caso, é uma forma de reciclagem.
As obras são dos escultores Pedro Giubbini e Welington Oliveira e estão em exposição no Centro Cultural e Turístico de Venda Nova do Imigrante. Além da madeira, os artistas utilizam outros materiais alternativos, como sucata, para criar suas peças. O objetivo do trabalho, de acordo com eles, é conscientizar para a necessidade da preservação ambiental.
As formas abstratas, e ao mesmo tempo sugestivas, permitem um passeio pela imaginação e a contemplação da beleza da natureza. Algumas peças lembram pássaros ou mamíferos, enquanto outras sugerem até mesmo uma cena completa do reino animal. “Esta escultura mostra um animal pedindo ao homem que não destrua seu ambiente, suas matas”, declara Pedro Giubbini ao descrever uma de suas obras.
Ele conta que cresceu na roça em uma época em que o progresso era sinônimo de desmatamento. “Eu via aquelas derrubadas de matas e dizia para meu pai que não fizesse isso”, revela o escultor. Além da exposição, ele dá palestras sobre preservação ambiental em escolas. Pedro não vende nenhuma das suas mais de 200 peças. “Cada uma delas representa uma parte da minha vida”, conta ele.
Esculturas têm formas que desafiam a mente a decifrar suas mensagens (Foto: Valdinei Guimarães/  G1ES)Esculturas têm formas que desafiam a mente a decifrar suas mensagens (Foto: Valdinei Guimarães/ G1ES)
Welington, aprendiz de Pedro, também desenvolve trabalho com apelo ecológico. Suas obras, mais figurativas, são um convite à admiração das formas da natureza, como animais e plantas. Além do trabalho de escultor, também faz entalhe em madeira.
A exposição vai até dia 06/07 e funciona das 12h às 18h no Centro Turísitico, bairro Vila Betânia em Venda Nova do Imigrante. A entrada é gratuita. Escolas e grupos podem agendar visitas pelo telefone (28) 3546-3062.

Garantido emociona público na primeira noite do Festival de Parintins


Apresentação contou a história do bumbá criado por Lindolfo Monteverde.
Torcida do bumbá vermelho deu show nas arquibancadas do Bumbódromo.

Marina Souza Do G1 AM

Sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido, Ana Luísa Faria, dançou com o bumbá (Foto: Frank Cunha/G1)Sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido, Ana Luísa Faria, dançou com o boi Garantido (Foto: Frank Cunha/G1)
O Garantido emocionou o público que assistia ao primeira dia do Festival Folclórico de Parintins, na noite desta sexta-feira (29), no Bumbódromo, localizado no município a 369 km de Manaus. O Boi Vermelho e Branco defendeu o tema "Tradição de Parintins".
A apresentação desta noite contava a história do bumbá criado em 1913 por Lindolfo Monteverde. Em uma bela homenagem, os primeiros a entrar na arena foram o apresentador do Boi do Povão, Israel Paulain, e os filhos de Monteverde, João Batista e Maria do Carmo.
Na celebração folclórica, a alegoria "Tradição da Baixa" trazia uma imagem gigante de Lindolfo, que surgiu por trás de um coração de onde saiu a porta-estandarte, Raissa Barros. Nesta mesma alegoria veio a doce sinhazinha da fazenda, representada pela graciosa Ana Luísa Faria. A jovem surgiu de dentro de uma flor.
Cunhã-poranga Tatiane Barros representa a beleza da mulher indígena (Foto: Frank Cunha/G1)Cunhã-poranga Tatiane Barros representa a beleza da mulher indígena (Foto: Frank Cunha/G1)
Como lenda amazônica, o boi-bumbá apresentou o 'Arãtareimo', um macaco gigante que protege as matas e aldeia dos Wayan e Aparai. Nesta hora, a cunhã-poranga do boi, que representa a mulher mais bela da tribo, Tatiane Barros, surgiu.
Outra homenagem realizada pelo boi foi à padroeira da cidade, Nossa Senhora do Carmo. A santa representa a forte religiosidade do povo parintinense. A alegoria "Romeiro da Fé" remetia à Catedral da cidade, e foi dela que saiu a Rainha do Folclore do bumbo, Patrícia de Góes. A apresentação também encenou a procissão fluvial pelos devotos de Nossa Senhora do Carmo. Com velas, os romeiros emocionaram o público.
Boi-bumbá Garantido destacou tema "Tradição de Parintins" nesta primeira noite (Foto: Frank Cunha/G1)Boi-bumbá Garantido destacou tema "Tradição de Parintins" nesta primeira noite (Foto: Frank Cunha/G1)
Para encerrar a apresentação, foi encenado o ritual da tucandeira, realizado pelos índios Sateré-Mawé. Neste, os jovens indígenas têm as mãos picadas por formigas tucandeiras dentro de luvas. Isto representa a iniciação deles, que se tornam então guerreiros. A encenação foi marcada pela entrada do pajé André Nascimento.
Alegorias apresentadas na arena do Bumbódromo são de luxo (Foto: Frank Cunha/G1)Garantido apresentou alegorias luxuosas no Bumbódromo de Parintins (Foto: Frank Cunha/G1)
Um espetáculo à parte foi a participação da galera, o item 19 avaliado pelos jurados, formada por 15 mil pessoas que cantaram e dançaram ininterruptamente em sincronia perfeita.
O Garantido tem mais duas noites de apresentação no Festival Folclórico de Parintins. Na noite de sábado (30) será o primeiro a se apresentar no Bumbódromo e no domingo (1), encerra a maior festa do folclore brasileiro.
Porta-estandarte do Boi do Povão, Raissa Barros, encantou o público (Foto: Frank Cunha/G1)Porta-estandarte do Boi vermelho, Raissa Barros, encantou o público (Foto: Frank Cunha/G1)

Caprichoso exalta cultura brasileira na primeira noite do Festival de Parintins


Noite foi marcada pela estreia de Jeane Benoliel como porta-estandarte.
Boi Azul e Branco encantou público com o tema 'Viva a Cultura Popular!'.

Marina Souza Do G1 AM

Boi Caprichoso brilhou na arena do Bumbódromo, em Parintins (Foto: Frank Cunha/G1 AM)Boi Caprichoso brilhou na arena do Bumbódromo, em Parintins (Foto: Frank Cunha/G1 AM)
Celebrando o 'Brasil de todas as cores', o boi Caprichoso agitou a arena do Bumbódromo de Parintins na noite desta sexta-feira (29). A voz grave do levantador de toadas, David Assayag, animou o público, que participou bastante do espetáculo azul e branco.
Com o tema 'Viva a Cultura Popular!', o Caprichoso levou para o festival diversos personagens do folclore brasileiro, como cirandas, folia de reis, rodas de capoeira, pastorinhas e danças indígenas. Assayag cantou músicas até de Luiz Gonzaga, que também foi destaque em uma alegoria, onde veio a sinhazinha do boi, Thainá Valente.
Na celebração folclórica, o boi trouxe manifestações do povo brasileiro, como a música, a poesia, a dança, religiosidade, artesanato, pinturas, mitos e lendas. Como não poderia deixar de faltar, o bumbá foi um destes destaques culturais: uma alegoria trouxe uma imagem gigante do Caprichoso.
Estreando como porta-estandarte de última hora, após a desistência de Karyne Medeiros na última semana, Jeane Benoliel concentrava todos os holofotes na arena. Apesar de toda a beleza e simpatia, muitos torcedores consideraram que ainda falta mais agilidade aos passos da musa, que já foi sinhazinha e cunhã-poranga do bumbá. O estandarte levado por Benoliel mudava de imagens: Lampião e Maria Bonita, a bandeira brasileira, entre outras fotos, foram expostos.
O curupira foi o grande destaque da lenda amazônica. Uma alegoria trouxe o personagem, que segundo a crença popular afugenta os caçadores da floresta e protege os animais, coberto por folhas e com olhos de fogo. Maria Azêdo, a cunhã-poranga do Caprichoso, veio nesta alegoria.
Para a figura típica regional, o boi trouxe o farinheiro. Neste momento, a toada 'Farinhada' foi cantada por todos no Bumbódromo. Deste destaque, um gavião real trouxe a rainha do folclore Brena Dianná, que representava Maní, a deusa da mandioca.
Dois personagens muito conhecidos na cena do boi-bumbá também foram destaques no Boi Azul e Branco: Pai Francisco e Mãe Catirina.
Já o pajé apareceu na representação do ritual Mai Marakã, onde o povo Araweté acredita que os deuses devoram as almas dos índios. Na ocasião, o pajé surgiu como o ser intermediário entre o mundo dos vivos e dos mortos.

Família baiana recorre à Justiça para conseguir remédio contra câncer


São quatro doses por mês, sendo que cada uma custa R$ 800.
Pedido pode ser feito na defensoria pública ou no TJ-BA.

Do G1 BA, com informações da TV BA

Há três meses a família de Josemeire, que luta contra um câncer há dois anos, espera uma decisão da Justiça para conseguir um dos remédios usados no tratamento de graça. Ela deveria usar o medicamento desde março, mas ele não é liberado pelo SUS. São quatro doses por mês, sendo que cada uma custa R$ 800.
Há três dias Josemeire está internada no Hospital São Rafael, na capital. "A gente está pensando em reunir os amigos para poder pagar as primeiras doses, enquanto a gente não consegue resolver judicialmente", dia Fernanda Vasconcelos, sobrinha de Josemeire.
"A gente vê uma pessoa dessa idade [39 anos], em cima de uma cama, limitada, e a cada dia é menos um dia para ela", opina Josemaria Dias, irmã de Josemeire.
Sobre o caso de Josimeire, a defensoria pública pediu que a família procure o órgão no bairro do Canela para ver o que aconteceu com o processo. Uma outra opção para os parentes de Josimeire é entrar com o pedido no Tribunal de Justiça.
Família baiana recorre à Justiça para conseguir remédio contra câncer (Foto: Reprodução/ TV BA)Josemeire luta contra câncer há dois anos
(Foto: Reprodução/ TV BA)
Trâmites
Segundo a defensora pública Tereza Cristina Ferreira, o que pode atrasar a decisão do juiz sobre um pedido de remédio é a grande procura. Só nos últimos três meses foram feitos 200 pedidos. "Precisamos conversar conjuntamente, nós, o poder público estadual e o poder público municipal. O que a gente nota e às vezes nos entristece é que a execução da medida liminar às vezes demora mais do que devia", diz Tereza Cristina Ferreira, defensora pública.
Para fazer um pedido como esse na defensoria pública a pessoa pega uma senha e passa por uma triagem. Depois é agendada uma reunião com um defensor, que vai ser o advogado da pessoa. Ele ouve o problema e encaminha o caso à Justiça. A pessoa tem acompanhamento até o fim do processo.
Buscar a defensoria pública é uma das opções para conseguir na Justiça o direito de receber remédios de graça, mas existe um outro caminho: através do Tribunal de Justiça da Bahia.
O serviço especial é chamado de plantão médico e analisa pedidos de liminares para obter medicamentos, cirurgias ou internações. O plantão recebe, em média, 280 consultas por mês de todo o estado. O caso é avaliado por uma junta médica que trabalha 24 horas e envia um relatório a um juiz, que toma uma decisão. Para ter acesso ao serviço basta procurar os juizados especiais. São 14 na capital, em bairros como Liberdade, Brotas e Itapuã, e 38 no interior, em cidades como Ilhéus, Itapetinga e Barreiras.
No ano passado foram solicitadas 365 liminares só de medicamentos. Este ano, até maio, foram 146 liminares.
"Antes um julgamento que demorava de três a cinco dias, hoje nós temos por exemplo uma liminar de 24h, então a redução desse prazo é bem significativa", pontua Ricardo Schmit, juiz.
Para famílias como a de Josimeire, cada dia a menos de espera é fundamental. "Você ver um familiar seu nessa situação, você está correndo, subindo e descendo, tentando resolver as coisas e você não vê resultado, é muito triste", desabafa Josemaria.

Menos da metade dos seguidores do candomblé na BA são da raça 'preta'


Censo do IBGE aponta que dos 47.069 adeptos, 22.479 são da raça preta.
Pesquisa revela realidade entre 2000 e 2010. Culto tem matriz africana.

Do G1 BA

Na Bahia, 47.069 pessoas são praticantes do candomblé ou umbanda, cultos de matrizes africanas, de acordo com os dados do Censo Demográfico divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Do total, 22.479 pessoas, menos da metade, são da raça "preta", termo especificado no estudo, que retrata a realidade de dez anos, entre 2000 e 2010.
A segunda maior raça que se dedica aos cultos africanos é a de cor parda, com 19.388 pessoas. Do restante, 4.457 têm cor branca, 350 pessoas são indígenas, 395 de cor amarela. Apesar disso, o número de pessoas que se declararam negra, no estado baiano, esteve acima da média nacional, com 76,3%, da mesma forma que aconteceu em estados como Pará (78,6%) e Maranhão (76,2%).
Em relação às religiões, o candomblé e umbanda - colocadas na mesma categoria pelo IBGE - estão na quarta posição entre as mais populares, atrás da católica, com 9.158.613 adeptos; da evangélica, com 2.440.925 fiés e da espírita, com 157.777 praticantes. A categoria "outras religiões" possui 500.219 participantes. Já a camada baiana que se declara sem religião integra 1.688.785 pessoas.
Brasil
O número de evangélicos no Brasil aumentou 61,45% em 10 anos, de 2000 para 2010. Mesmo com o crescimento de evangélicos, o país ainda segue com maioria católica. Segundo o IBGE, o número de católicos foi de 123,3 milhões em 2010, cerca de 64,6% da população.
A queda do percentual de católicos é histórica, de acordo com o instituto. Até 1970, em quase 100 anos, a queda foi de 7,9 pontos percentuais: o número de católicos em 1872 (ano do primeiro Censo) representava 99,7% da população e passou a 91,8% em 1970. O Nordeste ainda mantém o maior percentual de católicos, com 72,2% em 2010.
O IBGE registrou que 15 milhões de pessoas se declararam sem religião no Censo de 2010, o que representa 8% dos brasileiros. Em 2000 eram 12,5 milhões, o equivalente a 7,3% da população.
O Censo 2010 também apontou que 31,5% dos espíritas têm nível superior completo, apenas 1,8% das pessoas não têm instrução e 15% têm ensino fundamental incompleto. Outros 1,4% dos espíritas não são alfabetizados.