Clamar pela liberdade de Bob Jeff não é mais patético do que gritar Lula livre em frente à sede da PF em Curitiba. Catarina Rochamonte via FSP:
No âmbito do inquérito das milícias digitais, aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, deu-se a recente prisão do caricato Roberto Jefferson.
O ex-deputado, vale lembrar, fez parte da tropa de choque de Collor
quando o então presidente sofria processo de impeachment e tinha o PT
como verdugo no Congresso. Esse fato não o impediu de, anos depois,
levar seu partido para a base de apoio do governo Lula, ajudando-o a
submeter o Parlamento por meio do Mensalão, que ele mesmo,
posteriormente, delatou.
Na
recente ordem de prisão decretada por Moraes, elencam-se mais de uma
dezena de possíveis crimes de Jefferson, que, em seus vídeos, ameaça,
calunia, difama, insulta, incita à violência e prega insurgência armada,
ultrapassando o limite do que lhe é permitido pela liberdade de
expressão.
Como resposta à prisão do aliado, Bolsonaro acenou que pedirá ao Senado a abertura de impeachment dos ministros Barroso e Moraes.
Ocorre que, como lembrou ironicamente a senadora Simone Tebet, “quem
pede pra bater no 'Chico', que mora no Inciso II, artigo 52, da CF, se
esquece de que o 'Francisco' habita o Inciso I, do mesmo endereço"; ou
seja, o impeachment de Bolsonaro é mais iminente e mais urgente.
Que
o STF comete abusos, isso é público e notório. O maior deles, diga-se
de passagem, foi ter declarado suspeito o ex-juiz Sergio Moro a fim de
garantir a elegibilidade de Lula. Esse abuso foi defendido com unhas e
dentes pelo grupo de advogados de réus da Lava Jato chamado
Prerrogativas, que fez prevalecer uma narrativa torpe, baseada em
absurda inversão de valores que sustentou a sanha persecutória dos
maiores corruptos dessa malfadada República contra os integrantes da
força tarefa de Curitiba.
Que
alguém com o perfil de Jefferson seja elevado à condição de herói por
ter sido preso revela o perfil do próprio bolsonarismo. Mas clamar pela
liberdade de Bob Jeff não é mais patético do que gritar Lula livre em
frente à sede da PF em Curitiba.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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