MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Hans River terá de provar na Justiça a acusação contra a repórter difamada por ele


Os procuradores já desmentiram as declarações de Hans River
Francisco Bendl
Sem ter a mínima intenção de polemizar, mas apenas esclarecer, parece que não fui devidamente compreendido. Portanto, vou tentar de novo: Hans River Rio do Nascimento, ex-funcionário da firma Yacows, especializada em disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp, divulgou o nome da jornalista publicamente, alegando que ela deu a entender que queria um rola e rola com ele para obter informações. Em outras palavras: o Brasil ouviu que essa jornalista se prostituía para lograr êxito nos seus intentos profissionais!
Observem, por favor: sem qualquer prova, e independente de acareação, o nome da mulher, a sua honra e o seu trabalho foram manchados inexoravelmente pela acusação absurda e indevida.
PROVAR NA JUSTIÇA  – Hans River Rio do Nascimento é um irresponsável, já está sendo denunciado, fatalmente responderá a processo e terá de provar na Justiça o comentário que teceu sobre a jornalista. Mesmo que fiquem cara a cara, a honra e a dignidade da repórter foram inexoravelmente deletados por um canalha, repito.
Esse elemento invadiu a privacidade da mulher de tal forma que não pode agora alegar que imaginou ou, lá pelas tantas, entendeu que estava sendo assediado sexualmente!
Caso não tivesse dado publicidade ao nome da repórter, ninguém nem estaria discutindo o assunto. Agora, inocente ou não daquilo que Hans River afirmou para todo o Brasil, perante uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a jornalista terá de correr atrás das penas do travesseiro em plena ventania, rasgado pela leviandade de um canalha!
UM MENTIROSO – Já se sabe que Hans River é um mentiroso contumaz. Assim como acaba de ocorrer na CPMI das Fake News, um ano e dois meses atrás ele havia dado declarações falsas para procuradores em uma apuração do Ministério Público Eleitoral em São Paulo.
Ao depor na Procuradoria, também afirmou não saber como a jornalista havia conseguido uma lista de 10 mil nomes de usuários do WhatsApp que seriam os alvos dos disparos de mensagens. Mas a investigação comprovou que foi o próprio Hans quem enviou à repórter da Folha, por email e por WhatsApp, a lista de 10 mil nomes e CPFs.
O ex-funcionário da Yacows também afirmou no processo eleitoral que Patrícia teria ido até sua casa, mas a repórter nunca foi ao local —eles se encontraram em uma padaria e depois Hans foi à Redação da Folha.
DIFAMAÇÃO – Minha indignação e minha revolta derivam da forma como a repórter teve o seu nome divulgado e depois foi difamada pelo presidente da República, que tem recebido apoio em massa de seus admiradores, que também se julgam no direito de desonrar uma profissional de imprensa cuja trajetória orgulharia qualquer país minimamente civilizado. Pelo que afirmam os bolsonaristas, que jamais admitem a possibilidade de o presidente cometer erros, será a jornalista que agora terá de provar que não houve o episódio relatado pelo seu leviano acusador.
A esses apoiadores das grosserias de Bolsonaro, recomenda-se que analisem esse caso com maior cuidado e isenção, como se a repórter fosse alguém de sua família – seja esposa, filha, neta ou amiga, enfim, uma mulher indefesa que estivesse sendo difamada por um elemento desclassificado e sem paradeiro, com apoio do próprio Presidente da República.
Convenhamos que paira no ar uma grande injustiça contra essa profissional consagrada, que é repórter e analista da Folha de São Paulo e também trabalha na Rádio Band e na TV BandNews.

Nenhum comentário:

Postar um comentário