Por Redação BNews

Em nota à imprensa publicada no site oficial de Lula, o Instituto Lula
afirmou que a declaração de Palocci é contraditória e busca apenas
redução da pena. ex-ministro Antonio Palocci (fazenda/Casa Civil –
Governos Lula e Dilma) prestou depoimento nesta quarta-feira (6)
ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba e incriminou o ex-presidente
Lula em ação sobre propinas da Odebrecht. Ele disse ainda que o
ex-presidente avalizou um "pacto de sangue" no qual a Odebrecht se
comprometeu a pagar R$ 300 milhões em propinas ao PT.
“A história que Antônio Palocci conta é contraditória com outros
depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e provas e que
só se compreende dentro da situação de um homem preso e condenado em
outros processos pelo juiz Sérgio Moro que busca negociar com o
Ministério Público e o próprio juiz Moro um acordo de delação premiada
que exige que se justifique acusações falsas e sem provas contra o
ex-presidente Lula. Palocci repete o papel de réu que não só desiste de
se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as
acusações do Ministério Público para obter redução de pena e que no
processo do tríplex foi de Léo Pinheiro”.
A defesa de Lula explicou que a “acusação do Ministério Público fala
que o terreno teria sido comprado com recursos desviados de contratos da
Petrobrás, e só por envolver Petrobrás o caso é julgado no Paraná por
Sérgio Moro. Não há nada no processo ou no depoimento de Palocci que
confirme isso. Sobre a tal “planilha”, mesmo Palocci diz que era um
controle interno do Marcelo Odebrecht e que “acha” que se refere a ele.
Ou seja, nem Palocci conhecia a tal planilha, quanto mais Lula”.
“Palocci falou de uma série de reuniões onde não estava e de outras
onde não haveriam testemunhas de suas conversas. Todas falas sem provas.
Marcelo por sua vez diz ter pedido que seu pai contasse para Lula e
Emílio negou ter contado isso para Lula. O réu Glauco da Costa Marques
reafirmou em depoimento ser o proprietário do imóvel vizinho ao da
residência do ex-presidente e ter contrato de aluguel com a família do
ex-presidente, e que está recebendo o aluguel. Uma relação de locador e
locatário não se confunde com propriedade oculta.
Processos fora da devida jurisdição com juiz de notória parcialidade,
sentenças que não apontam nem ato de corrupção nem benefício recebido,
negociações secretas de delação com réus presos que mudam versões de
depoimento em busca de acordos com o juízo explicitam cada vez mais que
os processos contra o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato em
Curitiba não obedecem o devido processo legal”.
O Instituto Lula reafirmou ainda que “jamais solicitou ou recebeu
qualquer terreno da empresa Odebrecht e jamais teve qualquer outra sede
que não o sobrado onde funciona no bairro do Ipiranga em residência
adquirida em 1991. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma
que jamais cometeu qualquer ilícito nem antes, nem durante, nem depois
de exercer dois mandatos de presidente da República eleito pela
população brasileira”.
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